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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Ansiedade que não me deixa em paz

Nesses últimos 5 anos, acho que o único ano que tive relativa tranquilidade em relação a ansiedade foi em 2012. E foi um ano bem difícil, com 3 mudanças de casa, quase sem dinheiro, etc. Talvez foi o momento nesse tempo todo que a ansiedade não deu muito as caras.

Ano passado tive algumas crises e esse ano tenho tido mais crises ainda. O que não entra na minha cabeça é porque isso vem acontecendo com tanta frequência. Tenho tido uma vida organizada, com emprego, ganhando em dia, realizando um sonho que era voltar pra vida acadêmica e as coisas prometem muito em termos de carreira.

Me dou bem com as pessoas do meu trabalho e acho até q isso me faz bem, pois o pessoal é muito divertido. Na vida acadêmica, perspectivas de grandes trabalhos e de um futuro promissor como pesquisador.

Ainda tenho dívidas imensas, mas elas estão sendo pagas. Analisando friamente, as coisas estão melhorando para mim.

Mas por que raios estou com muito mais crises de ansiedade que nos últimos anos, quase se comparando a 2009/2010?

Não tenha tido momentos diversão mas isso não é tão diferente dos últimos anos. Ando com a agenda bem apertada, é verdade. Mas é com coisas que são boas. Trabalho não é o trabalho dos sonhos mas me dá uma coisa que nunca tive desde que comecei a trabalhar: estabilidade financeira.

Me sinto só, na verdade, sem ninguém para contar minhas amarguras ou desabafar nesses momentos em que acontecem essas coisas. Hoje, por exemplo, durante a reunião com o orientador, comecei a ficar extremamente agitado e achando que ia ter uma coisa a qualquer momento. No meio da rua, a caminho de casa, tomei 10 gotas de rivotril. Apesar de estar menos agitado do que antes, ainda não estou "normal".

Será que é "só" a pressão de várias entregas de trabalho, cumprimento de horários e obrigações financeiras que me deixam assim? Será que a vida com múltiplas obrigações é uma vida que não serve para mim?

Acho que vou ter mesmo que voltar a terapia em novembro e ir mais devagar com a quitação das dívidas. Só queria que isso fosse resolvido logo e essa porcaria da ansiedade me deixasse ter uma vida normal, sem semanas com medo ou dependendo de remédios para ficar calmo. Sem pensamentos que vou ter um treco a cada momento. Por que isso se isso não estabilizar, logo não terei emprego ou vida acadêmica e estarei parado no tempo de novo, como estive nesses anos.

Ansiedade: me deixa em paz, só até eu arrumar minha vida, pelo menos!



sábado, 4 de outubro de 2014

Batalha perdida

Apesar de precisar muito, tive mesmo que parar com a terapia. Devido ao acordo financeiro que fiz com um dos credores, estou sem dinheiro até dezembro. Ou seja, tudo que receber, será para pagar as contas básicas e eliminar essa dívida. Ao menos estarei livre dessa em dezembro.

Esses dias recebi um mail do trabalho perguntando sobre planejamento de férias com relação a datas. Isso me lembrou o fato de que minhas férias não terão nada de especial, quero dizer, irei para a casa da minha mãe. Não que isso seja ruim (e não é) mas fico comparando com todas as pessoas que vi tirar férias nesses tempos e fizeram viagens super legais.

Eu não terei dinheiro para fazer isso e provavelmente estarei pagando outro acordo. É positivo tudo isso? Claro, com certeza. Ao final desse período nesse empresa, terei quitado boa parte das minhas dividas. Infelizmente não todas.

O meu receio, como disse outro dia, é não aguentar até lá. Estava conversando com minha irmã ontem. Não é normal não ter diversão, não ter prazer em nenhum momento da semana. Vendo seu dinheiro ir embora no mesmo dia que chega, dificuldades no transporte até o trabalho, chateações e tarefas múltiplas e nenhum momento para eu curtir, fazer algo diferente.

Acho que a partir de dezembro estarei bem menos ocupado. Terei ainda uma grande obrigação mas sem os compromissos e entregas semanais que tenho hoje, que me ocupam imensamente. Continuarei não tendo dinheiro mas acho que terei mais tempo. Preciso pensar numa maneira de me divertir, ter uma válvula de escape, sem que isso implique em gastos.

Pelo menos meu problema doméstico parece resolvido. Depois de longa conversa, onde ambos desabafamos, acho que chegamos a um acordo com relação às coisas daqui.

Essa conversa foi motivada porque estourei com essa pessoa um dia antes. Fiquei bravo com uma coisa que ouvi mas nada justificava minha reação grosseira. Pedi desculpas a ela. No mesmo dia no trabalho, eu também tinha perdido a calma, em outra situação que não precisava tanto.

Ando muito impaciente com tudo, aborrecido, me irritando com qualquer idiotice que vejo. E como estou cercado disso, seja no trabalho, nas redes sociais, na rua...Mas o fato é que os idiotas não vão deixar de ser idiotas e não estão nem aí se a imbecilidade humana me incomoda. Sou eu quem tem que lidar com isso da melhor maneira e não deixar essas coisas me afetarem.

Relatei tempos atrás que uma amiga atribuía a falta de sexo as minhas irritações. Bom, em maio eu fiz e isso não adiantou muita coisa. Quer dizer, no dia seguinte eu até estava me sentindo relaxado mas meses depois vejo que não é a falta de sexo que vai aliviar as coisas.

Talvez se praticar com mais frequência mas aí recaio no problema de não conseguir me aproximar de mulher e muito menos ter dinheiro para ir aos lugares onde se conhece mulher. Como disse um colega de república anos atrás, fulana não vai bater na minha porta.

Acho que com o fim das aulas as coisas estarão menos corridas e espero ter mais tranquilidade e tempo para pensar em mim. Hoje, por exemplo, estou pensando em algumas atividades que preciso fazer para essa semana que mal comecei, porque dormi muito nesse sábado e fiquei fazendo outras coisas. Sim, faltou foco. Fiz atividades interessantes, que vão me render frutos lá na frente, mas o momento talvez não tenha sido o melhor.

E como sinto falta de ter alguém para conversar. De namorada mesmo. Alguém que além de carinhos, possa escutar o tanto que tenho a falar e também possa preencher minha cabeça com o que tenha a falar, porque eu sempre gostei muito mais de ouvir do que falar.

Sinto falta de alguém para ligar só pra ter o prazer de ouvir a voz, de dar boa noite, de dormir junto, de fazer planos para o fim de semana, etc. Se isso iria resolver minhas crises de ansiedade? Acho que não, mas seria bem melhor do que recorrer ao rivotril, como fiz há pouco e foi a razão do título desse post.






















domingo, 17 de agosto de 2014

Medo de morrer

Se hoje me perguntassem qual a coisa que mais me aflige, mais me aterroriza é esse medo da morte constante.

Se sinto alguma coisa, uma dor qualquer, já é motivo para pensar que estou com algo grave. Muitas vezes penso que minha estada nesse mundo não vai ser longa. Agora, por exemplo, estou bem agitado, achando que posso estar com meu coração com problema e que posso ter um ataque cardíaco.

Fazia tempo que não tinha esses momentos tão agitados com uma frequência tão grande. Tem sido quase semanal (tudo bem, há 3 meses tinha isso 2/3 vezes por semana) e de novo recorri ao rivotril. Estava me sentindo um pouco agitado e o pavor de ter aquela crise de 2010 de novo me fez recorrer ao SOS. O duro é que depois disso comecei a ficar mais agitado ainda, sentindo algo no peito, uma espécie de aperto.

Felizmente marquei psicóloga pra essa semana. Será só na sexta mas espero que agora recomece um tratamento para esse transtorno que me incomoda tanto.

Fico tentando fazer aqueles exercícios de respiração (respira fundo, segura, e solta - tudo contando até 8) mas não consigo me concentrar quando estou nesses momentos de agitação. Eu tenho tanta coisa pra me ocupar, leituras, pendências de trabalho, aqueles projetos que fico adiando... Mas não consigo pegar nada disso nesses momentos de ansiedade e me ocupar.

Queria aprender a lidar com esses momentos e certamente vou perguntar isso a minha nova psicóloga. Preciso de um passo a passo do que fazer quanto estiver assim. Hoje, eu tomo rivotril, bebo uma quantidade grande de água e ultimamente tenho vindo escrever aqui.

Sei que a morte é o destino de todos nós, mas eu me assusto tanto com isso que esse medo me domina (talvez isso explique meu medo de voar).

As coisas parecem melhorar no campo profissional, mais responsabilidades, elogios vindo dos colegas e equipe me integrando cada vez mais. Nos estudos também parece que vou bem. No financeiro estou me organizando, embora ainda longe de resolver os meus problemas. Mas estou caminhando.

Sinto falta de ter alguém e sempre lembro da guria. Mas fico pensando como seria estranho estar alguém e ter uma crise de ansiedade. No pico das minhas crises eu estava iniciando um relacionamento. Nunca cheguei a ter uma crise na frente dela mas aconteceram algumas vezes durante nosso namoro (e ela sabia disso).

Toda vez que morre alguém eu sempre fico muito abalado. Nas últimas semanas têm morrido muitas pessoas famosas e possivelmente isso tem me afetado.

Eu deveria ser tão feliz por tudo que tenho hoje. Falta muita coisa, claro. Mas comparado a como estava ano passado minha vida está muito melhor. No entanto, esse medo constante de morrer está comigo todos os dias. Fico pensando se serei como aquele cara do filme que mesmo velho ainda via seus amigos imaginários. Será que é alguma coisa que terei que lidar pra sempre ou um dia serei curado?








terça-feira, 13 de agosto de 2013

Ansiedade, mais um dia

Ontem acordei cedo para ir ao médico. Meu propósito em procurar de novo um médico é pedir a ele todos os exames possíveis para me certificar que fisicamente está tudo bem comigo. Fiz alguns em janeiro mas queria algo mais completo dessa vez até para tentar provar para mim mesmo que não tenho nada que vá me fazer morrer a cada instante.

Só consegui marcar a consulta para esta quarta, então estou um pouco ansioso. Espero poder fazer o máximo de exames amanhã e estando tudo bem, vou me matricular na academia perto da nova casa (vamos nos mudar).

Ontem, ao ir para o médico estava estranhamente feliz. Digo estranhamente porque não tinha nenhum motivo aparente de estar feliz, já que nada mudou na prática na minha vida. Depois, já no meio da manhã comecei a ficar bem impaciente na fila dos correios. Não era uma impaciência normal de quem estava uma hora esperando para ser atendido. Acho que esse nervosismo pode ter sido por ter não conseguido consulta para ontem mesmo.

Voltei para casa  e estava fazendo nada quando me chamaram para socorrer minha avó, que estava passando mal. Depois que conseguimos restabelecer a consciência dela, comecei a me sentir mal novamente. Voltei para casa e tomei umas 5 gotas de rivotril.

Fui fazendo umas respirações e procurei uns vídeos de yoga. Depois disso acabei caindo no sono e dormi até o início da noite. Quando acordei contei para minha mãe do ocorrido e falei que ela precisa ver alguém para ajudar a cuidar da minha avó. Eu não estarei aqui para sempre e nem minha mãe, nem minha tia podem cuidar dela sozinhas.

Depois voltei para o quarto para escrever um post novo para um outro blog que mantenho (sobre política) e acabei pegando no sono de novo. Fiquei nessa de dormir e acordar até umas 7 da manhã quando acordei e levantei de vez. Acordei me sentindo um pouco estranho e tentei me ocupar com alguma coisa, seja jogos ou lendo as notícias do dia.

Fui fazer uns exercícios de yoga e me cansou bastante. Faz um tempinho que não fazia yoga e o corpo sentiu bem. Mas acho que fez bem.

Aliás a yoga é ótima para várias coisas e recomendo a todo mundo. No início parece difícil acertar as posições mas é uma coisa que só se melhora com a prática. Aliás, se eu tivesse continuado com a yoga desde que comecei acho que hoje estaria fazendo bem os exercícios.

Eu tenho essa dificuldade. Começo as coisas e não dou continuidade. É assim no trabalho, nos projetos pessoais, nos relacionamentos. Sabem quando uma criança ganha um brinquedo novo, se diverte por 2 dias e cansa? Eu sou exatamente assim com tudo.

Não consigo entender a origem disso. Olhando um pouco para trás eu vejo que não era assim quando tinha meus 16 anos ou quando estava me preparando para o vestibular. Eu sempre fui bem focado e tinha uma capacidade incrível de cumprir metas em cima de planejamentos bem feitos. Não sei em que ponto da minha vida perdi isso.

Aliás, tenho pensando em documentar todas as minhas lembranças, até para tentar entender tudo o que acontece comigo. Sei que isso se faz também em terapia mas talvez escrever me ajude a entender melhor as coisas que aconteceram e como isso tudo me transformou no que sou hoje.

Ah, terapia marcada para essa sexta. Certamente estou ansioso e espero chegar bem lá sem ter que tomar muito rivotril. Eu sei que essa coisa vicia e depois será mais difícil de parar.

Vamos em frente

P.S.: fico pensando nas pessoas que lerão isso um dia. O que será que pensarão? Se identificarão? Acharão esperança?

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Lutar contra a ansiedade?

Se luta contra a ansiedade?

Li em algum lugar que todos que temos ansiedade não devemos lutar contra ela e sim aprender a lidar com ela. Talvez seja o que dê resultado mas é uma tarefa bem complicada.

Por exemplo: estamos no meio de uma crise de ansiedade e o que fazemos? Eu tento ficar falando para mim mesmo que estou "apenas" tendo uma crise e que vai passar. Mas tem horas que nem isso e nem aqueles exercícios de respiração funcionam. Aí eu tenho que apelar para o Rivotril que leva um tempinho mas funciona.

Como os médicos falam, o Rivotril é uma solução SOS. Não tratamos ansiedade com ele e sim aliviamos os efeitos dela em momentos de emergência.

Agora há pouco eu tomei umas gotas. Comigo 8 gotas do rivotril de 0,25 mg tem funcionado. Mas já é a quarta vez que tomo nessa semana e isso tá errado.

Depois do desmaio de quarta, o médico fez encaminhamento para terapia. Espero conseguir atendimento rápido no serviço público pois não tenho condições de pagar terapia. Vamos ver.

Pós desmaio

Ainda ando bem assustado com o que aconteceu na quarta, Em alguns momentos vem as imagens de eu caindo, no chão, minha mãe bem assustada e nervosa, etc. Sei que esses traumas não passam de um dia para outro e vai sumindo aos poucos. É uma daquelas coisas que temos que lidar e não lutar. O sentimento tá lá e não adianta negá-lo. O desafio é aprender. No caso, tentar se conscientizar que o trauma vai sumir aos poucos.

Parei mesmo com a fluoxetina. Não vou tomar mais até que passe por um psicólogo. Tentarei fazer o que todos recomendam: terapia, exercícios, viver mais, interagir com as pessoas, etc. Vamos ver se consigo tratar a minha ansiedade fazendo isso.

Desde que comecei  a ter isso, eu sinto dores no peito de tempos em tempos. Já me explicaram que isso é causado pela respiração ruim (porque estou nervoso) e é efeito da ansiedade. Mas como bom ansioso que sou, vou pedir ao médico exames mais detalhados na semana que vem. Eu já fiz em 2010 e acho que vale a pena fazer agora.

É isso. Efeito do Rivotril daqui a pouco vai agir e posso pegar no sono...hehehe. Melhoras para todos nós!



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Melatonina

Retirado de http://super.abril.com.br/saude/melatonina-agenda-corpo-436397.shtml

por Lúcia Helena de Oliveira e Chris Delboni

Um hormônio secretado pela glândula pineal, localizada no cérebro, ganha cada vez mais admiradores, que tomam sua versão sintética como que bebe da fonte da juventude. A promessa: ela seria capaz até de reverter a passagem do tempo. Mas os cientistas não têm provas. Reconhecem que a substância é a responsável pela incrível pontualidade do corpo humano saudável, em que cada órgão faz a coisa certa na hora certa. Se tem efeito como remédio é outra história. Por isso sua comercialização ainda é proibida no Brasil.



Até recentemente, fora da comunidade científica, seu nome só era conhecido de poucos viajantes internacionais e pilotos. Essa gente sabia da sua fama de bloquear o jet lag, o mal-estar que alguns sentem quando mudam de fuso horário. Mas, de uns tempos para cá, a melatonina caiu na boca do povo. E como caiu. Cerca de 3 milhões de americanos não passam sem seu comprimido de melatonina toda noite e 40 000 brasileiros também não vão para cama sem ela. A maré de usuários sobe desde o final de 1995, impulsionada por livros propagando que o hormônio evitaria o envelhecimento.

“Não recomendo que ninguém tome melatonina antes de ouvir um médico”, disse à SUPER o neuroendocrinologista Russel Reiter, professor da Universidade do Texas e autor de Melatonin: Your Body’s Natural Wonder Drug (algo como: melatonina, a droga maravilhosa que o seu corpo produz), que chegou às livrarias americanas em novembro passado. Segundo o texto, “além de combater o estresse e os micróbios, melhorar a qualidade do sono, reduzir os riscos de enfartes, regular ritmos biológicos, a substância talvez proteja contra o câncer.” Ufa. Resista à automedicação quem puder.

Reiter, ao menos, estuda o assunto há 32 anos. E, apesar de ser seu fã número um e apresentar dados cientificamente corretos, reconhece: “Ainda temos muito o que pesquisar.” A cautela pode evitar a repetição do fiasco ocorrido quando o hormônio foi isolado em 1958 dentro da minúscula glândula pineal. Seu descobridor, o dermatologista americano Aaron Lerner, cismou que poderia curar uma doença de pele chamada vitiligo, em que falta o pigmento melanina. Por isso deu-lhe o nome de melatonina. Só que as duas coisas não tinham nada a ver e o próprio Lerner abandonou a investigação. Na época, porém, dois cientistas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos ficaram intrigados. Richard Wurtman e Julius Axelrod acertaram na mosca: “Sua fabricação era inibida pela luz do dia”, explica Axelrod à SUPER. “Só podíamos estar mexendo com uma peça do nosso relógio biológico.”



Ritmo para tirar proveito da natureza

Dia, noite, noite, dia: os seres vivos se adaptaram ao vaivém da luz criando uma rotina interna. O primeiro cientista a ter essa suspeita foi o astrônomo francês Jean-Jacques De Mairan que, em 1729, prestou atenção em uma planta da espécie Mimosa pudica que ficava ao lado de seu telescópio. Ela abria ou fechava as folhas conforme a luminosidade. De Mairan, então, resolveu guardar o vaso dentro de um baú e notou que o vegetal continuava se comportando como se acompanhasse a presença ou ausência do sol. A experiência foi relatada à Academia de Ciências de Paris que, no entanto, não deu bola.

Na época, acreditava-se que os ritmos biológicos obedeciam às mudanças naturais externas e não a uma programação do indivíduo. Mas o francês tinha razão. Segundo os atuais especialistas em cronobiologia, a agenda inte- rior não depende diretamente da luminosidade. “Se você isolar alguém em um lugar com luz artificial 24 horas, verá que os ciclos tenderão a acontecer normalmente, pelo menos durante certo tempo”, diz o neurofisiologista José Cipolla-Neto, professor da Universidade de São Paulo.

Mas se a alteração das condições ambientais persistir, o corpo vai se reprogramar passando a agir conforme esse novo software. Por isso, se você mudar para o Japão, depois de um período seu corpo aprenderá a sentir fome por volta da meia-noite brasileira, que é meio-dia no lugar em que você está morando. “Os ciclos biológicos não são efeito do ambiente, simplesmente estão sincronizados com ele.” E a sincronia ajuda a tirar proveito das fases da natureza.

De olho na luz

Assim, as plantas fazem sua fotossíntese nos momentos mais ensolarados do dia. As abelhas, por sua vez, não perdem tempo: dão seus passeios nas horas em que as flores liberam maior quantidade pólen. O corpo humano também tem seus horários (veja as ilustrações ao lado). Normalmente a melatonina, presente até nos seres unicelulares, começa a ser fabricada logo depois do anoitecer. “Seu pico no homem é por volta das 2 horas da manhã”, conta o americano Russel Reiter. O corpo compreende se é dia ou noite sabendo que há um antes e um depois da melatonina. E cada órgão tem tarefas noturnas e diurnas, com um padrão de atividade que se reinicia a cada 25,2 horas. São os ciclos de circadianos, ou seja, que duram cerca de um dia.

Há um ano, cientistas da Universidade Harvard, Estados Unidos, mostraram que a retina, no fundo dos olhos, é um órgão fundamental para corrigir a programação biológica quando necessário. A retina sempre registra impulsos luminosos, mesmo no caso dos cegos ou quando as pálpebras estão fechadas. Desse modo, no primeiro dia que você passar no Japão, a sua retina vai mandar sinais da presença de luz para o núcleo supraquiasmático, o relógio biológico. Ele, por sua vez, passa um recado à pineal: “Interrompa a sua produção de melatonina” (veja o infográfico da página 57). Se a mesma ordem se repete vários dias em seguida, a agenda acaba por se reprogramar.

Impressão digital

A questão é saber qual a “zero hora” de alguém. Há quem seja o chamado tipo vespertino preferindo ir para a cama de madrugada para acordar perto do meio dia. Nesse tipo, a produção de melatonina começa mais tarde do que no tipo matutino, que adormece cedo, despertando com os primeiros raios solares. “O perfil de produção de melatonina de cada indivíduo tende a ser único, como uma impressão digital”, diz Cipolla. Cada um, portanto, tem sua agenda exclusiva marcando os compromissos dos diversos órgãos, o que complica bastante o uso de melatonina como medicamento. “Como saber a hora exata de tomar o remédio, para não bagunçar toda essa programação?”, pergunta Andrew Monjan, do Instituto Nacional de Envelhecimento nos Estados Unidos. Por enquanto, não há resposta.



Promessas de manter a juventude

A melatonina produzida pela pineal despenca com o passar dos anos (veja gráfico abaixo). “Isso é uma boa explicação para a insônia comum na terceira idade”, diz à SUPER o neurologista americano Andrew Monjan. “Pois, de fato, os comprimidos da substância são ótimos para chamar o sono, sem causarem os malefícios dos calmantes”, afirma. No entanto, Monjan não indica o hormônio a pacientes idosos. “Sabemos dos benefícios para os insones quando a melatonina é tomada durante no máximo seis dias”, conta. “Mas ninguém faz idéia do que acontece com o uso a longo prazo.”

Para quem viaja e não se acostuma com o novo fuso horário, um comprimido ou outro podem ajustar os ponteiros do relógio biológico (veja como ele funciona ao lado). Os idosos, porém, precisariam mais do que um mero ajuste. Como falta o hormônio em seu corpo, para resolver suas noites mal dormidas eles dependeriam da substância para sempre. Por isso, os famosos comprimidos não lhes serviriam de remédio. José Cipolla-Neto, da Universidade de São Paulo, aponta outro detalhe importante: a dose. Os produtos encontrados no mercado com menor dosagem contêm 1 miligrama do hormônio. “Isso é duas a cinco vezes a quantidade que o corpo produz todo dia”, diz. “E as conseqüências do excesso são uma incógnita. Há indícios que o ciclo reprodutivo da mulher seja interrompido”, exemplifica.

A mania das megadoses surgiu com a hipótese sedutora de que seu uso prolonga a vida. Há dois anos, o cientista Vladimir Dilman, do Instituto de Pesquisa Experimental de São Petersburgo, acrescentou gotas de melatonina na água de ratos. Os bichos viveram 25% mais do que o esperado.

Combate aos radicais

Já o neurologista Walter Pierpaoli, da Fundação Biancalana Masea, na Itália, implantou uma glândula pineal novinha em folha no cérebro de uma cobaia velha e ela também ganhou 30% mais longevidade. O pesquisador americano Russel Reiter tem uma teoria para explicar a juventude esticada dos animais: “A melatonina é mais eficiente no combate aos radicais livres do que a vitamina E”, afirma. Radicais livres são moléculas produzidas durante a respiração que possuem um número ímpar de elétrons ao redor do núcleo. Como esses só gostam de viver em pares, os radicais roubam elétrons de tudo quanto é célula que encontram pela frente, causando estragos que, somados, estão por trás de males diversos, como a perda de memória na velhice e o câncer.

As defesas aumentam

Em tubos de ensaio, os cientistas já observaram que a melatonina pode fazer um tumor maligno crescer mais devagar. Também em vidrinhos de laboratório o hormônio age como uma vara de condão que multiplica as células imunológicas. “São estudos sérios, mas ainda não há garantia de que o mesmo se repita dentro do corpo humano”, opina Monjan, do Instituto Nacional do Envelhecimento. E Reiter lamenta: “Nas poucas vezes em que esses efeitos foram testados em seres humanos, foram usados pacientes à beira da morte. Mas acho que muito em breve a melatonina será examinada em gente com câncer pouco desenvolvido.”

Isso dependerá das novidades saídas da indústria farmacêutica: “Como o hormônio faz mil e uma coisas dentro do organismo, fica difícil tomar melatonina para esse ou aquele efeito sem produzir uma série de outros”, explica Cipolla, da USP. Mas os químicos estão se inspirando na substância natural para desenhar moléculas com uma única ação – anticâncer ou sonífera, por exemplo. Drogas assim, com tudo o que a melatonina tem de bom e nada do que ela pode causar de ruim, deverão chegar ao mercado nos próximos dois anos.



Para saber mais



Melatonin: Your Body’s Nature Wonder Drug, Russel Reiter, Bantam Books, Nova York, 1995.

Introdução ao Estudo da Cronobiologia, José Cipolla-Neto, Nelson Marques e Luiz Menna-Barreto, Ícone Editora, São Paulo, 1988.
Um dia cheio de compromissos sérios

7

DIA

Hormônios do estresse preparam o corpo para acordar.

NOITE

O estômago, menos ácido, suporta melhor os medicamenos



8

DIA

O coração acelera e há maior tendência a enfartes.

NOITE

A pele recebe mais sangue e os cremes fazem mais efeito.



9

DIA

As áreas da atenção no cérebro ficam mais ativas.

NOITE

A melatonina é secretada pela glândula pineal.



10

DIA

O álcool se concentra mais rápido no sangue.

NOITE

Os brônquios se contraem, aumentando o risco de asma.



11

DIA

O desempenho de modo geral diminui. Ele aumentará de novo à tarde.

NOITE

Na maioria dos indivíduos, é quando surge o sono.



12

DIA

Enzimas digestivas a todo vapor fazem bater a fome.

NOITE

Só a partir daí é que são secretados os hormônios do crescimento



1

DIA

O cérebro provoca um certo tipo de preguiça, que não depen

NOITE

O pico das contrações uterinas pode provocar partos.



2

DIA

Diminui o número de células de defesa no sangue.

NOITE

A melatonina provoca o aumento das células defensoras



3

DIA

É o momento em que se tem mais força muscular.

NOITE

Os hormônios do estresse são inibidos. O relaxamento é total



4

DIA

É o pico da temperatura corporal. As febres tendem a se elevar.

NOITE

Qualquer reação alérgica pode ser mais forte



5

DIA

Principal pico da atenção cerebral que dura até a noite.

NOITE

A glândula tireóide passa a regular o consumo de energia.



6

DIA

Os nervos muito ativados tornam as dores mais fortes.

NOITE

As articulações ficam inchadas e aumenta o reumatismo.
Um sistema com pontualidade britânica
A digestão, a renovação celular, os batimentos cardíacos – tudo obedece ao ritmo da melatonina. Entenda como ela é disparada e como age no corpo.
Relógio



Feito uma bola de gude, o núcleo supraquiasmático do cérebro se comunica com a retina dos olhos e deduz que horas são pela luz captada por eles.



Agenda

Em outro canto do cérebro, quem marca os compromissos diurnos e noturnos é a glândula pineal produtora da melatonina. O relógio manda mensagens nervosas sobre o horário (só durante a noite é que deve secretar melatonina). Mas a agenda também fica acertando seus ponteiros, conforme a estação do ano.



O alarme

A presença ou ausência da melatonina são alarmes da agenda que disparam funções cerebrais como preparar o sono ou a vigília. Mas a melatonina também age no resto do corpo.



Energia

A melatonina avisa diretamente as células a que horas elas devem absorver mais insulina, hormônio sem o qual é impossível usar a glicose como fonte de energia.



Circulação

Ela também interfere na parede dos vasos, provocando sua contração ou seu relaxamento. Controla assim as alterações de pressão no decorrer do dia.



Defesas

Sob influência do hormônio da pineal, os glóbulos brancos do sangue, que são os defensores do organismo, podem se multiplicar, aumentando seu exército.
Remédio ainda é ilegal no Brasil

“A situação da melatonina nos Estados Unidos começa a preocupar”, informa Andrew Monjan, do Instituto Nacional do Envelhecimento desse país. Por ser uma proteína, como qualquer hormônio sob o ponto de vista estritamente químico, a substância ganhou o rótulo de suplemento alimentar, como uma cápsula de vitamina. Com isso, escapa das garras mais afiadas do Food and Drug Administration (FDA), o órgão americano que controla alimentos e medicações. “Ora, comida não tem hora certa para se engolir, mas melatonina deve ter”, critica Monjan. Segundo o cientista, o horário de consumir melatonina deve ser diferente de indivíduo para indivíduo e só um exame de sangue pode determiná-lo. “Está certo que apelar para uns poucos comprimidos esporadicamente não deve atrapalhar o funcionamento do organismo”, diz. “Mas quem usa a substância diariamente, na esperança de retardar a velhice, pode estar fazendo mal a saúde em vez de bem.”

Além disso, por não se tem certeza se todas as marcas vendem de fato melatonina. No Brasil, os riscos são idênticos, já que não existe melatonina nacional. Pior: a que se vende aqui é fruto de contrabando. Não há meios legais de a substância ser importada para o comércio, uma vez que não tem registro no Ministério da Saúde. No entanto, nada impede que um brasileiro compre melatonina no Exterior para consumo próprio no Brasil. A questão ética é se os médicos deveriam ou não receitá-la, sem provas de que funcione como remédio.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Recaída

Depois de muito tempo sem nada, com tratamento com Sertralina eis que tive uma nova recaída.

Estava quase dormindo, quando senti uma picada de mosquito. Aí acordei com a garganta ruim (tinha tomado vento) e pensamentos ruins começaram a me dominar, como se minha respiração fosse piorar ainda mais e eu não conseguisse respirar mais.

Sentindo que tava ficando nervoso demais resolvi apelar para o SOS (Rivotril) e espero que essa ansiedade passe logo.

Estava pensando nos fatores que me deixam ansioso e um deles são os compromissos atrasados. Não me policio para deixar as coisas em dia nos clientes e de repente todos começam a me cobrar com demandas "urgentes". Aí fico preocupado e me chateio (aos clientes tb).

Preciso ser mais organizado para evitar esses fatores que aumentam minha ansiedade.

domingo, 13 de março de 2011

Sem dores

faz tempo que não tenho dores. Pelo menos dores como antes.

Vida anda menos agitada graças a pílula da tranquilidade: sertralina (assert). Não sei ainda quanto tempo vou tomar isso mas está valendo os dias menos tensos.

De vez em quando recorro ao SOS (rivotril) mas estou melhorando.

Como disse o psiquiatra que me receitou tudo isso, meu tratamento é 80% psicoterápico. Que bom!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Lista de coisas a fazer

  • Parar de ter medo de morrer a cada hora
  • não sentir tantas dores no peito
  • não deixar o medo de voar me impedir de voar
  • não dever mais a ninguém
  • não recorrer ao rivotril
  • ter um namoro de verdade
  • andar de bicicleta
  • saber nadar
  • tirar carta
Quero muito mais coisa mas por enquanto isso é mais importante :-)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mexendo nas feridas

Voltei a terapia com minha antiga psicóloga semana passada. Foi muito bom porque fiz com ela 3 anos e ela já sabe da minha vida. Como ela mesmo disse, foi bom retomar o que paramos há 3 anos quando fui morar no rio.

A sessão foi boa, acabei colocando tudo que aconteceu comigo nesses meses todos. Como ela me conhecia bem muita coisa era clara para ela. Claro que no fundo eu tinha esperança de sair "curado" de lá mas sei tb que essas coisas não são rápidas assim, como ela mesmo disse. O tratamento leva tempo e aos poucos eu vou melhorando, como de fato estou.

Foi muito legal a sessão com ela também pelo fato que ela me estimulou a pensar no que aconteceu nessas crises, em como tudo rolou e como estava no dia. Até para entender as causas. Acho q isso pode ajudar na cura.

Uma coisa boa é que ontem tive uma daquelas crises de nervosismo e na necessidade de falar com alguém eu liguei pra minha mãe. Foi muito bom conversar com ela e contar tudo que aconteceu. Pra minha surpresa ela foi bem serena e tentou me ajudar, me dando conselhos, contando como ela está conseguindo superar coisas parecidas. O desabafo com ela foi excelente e sei que posso contar com ela quando precisar.

Infelizmente, acabei tomando o remédio ontem, pois não conseguia ficar calmo. Só fiquei calmo depois que conversei com a minha mãe. Me senti protegido por ela. Depois acabei dormindo pesado até por efeito do remédio.

As dores no peito tem vindo com frequência e minha reação natural é me examinar para ver se é articulação mesmo. Desde sexta ando um tanto quanto nervoso e não sei dizer porque. Percebi que toda vez q penso em algo relativo a empresa daqui do Rio, eu fico nervoso. Quero entender porque isso me causa isso tudo.

Comecei a acupuntura para tratar da minha costocondrite, além da insônia e ansiedade. No dia da sessão eu dormi bem mas nem acho que foram efeitos da sessão que fiz. De toda forma vou procurar entender isso com meu fisiatra.

Ainda tenho pensamentos ruins, de que vou ter algo no coração mas quando estou em movimento ou interagindo com alguém esses pensamentos nunca vem.

Enfim, agora que atualizei meu próximo exercício vai ser relembrar essas crises e o que estava rolando na época. Acho que vou começar de hoje para o passado. Quem sabe ajude?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Voltando...

Fiquei muito tempo sem postar.. nesse meio tempo muita coisa rolando..

Me mudei embora continue viajando muito. Mas espero logo parar com essas viagens longas e ficar apenas na viagens curtas, normais no meu trabalho.

Ando trabalhando bastante, até mais do que antes, mas nos tempos de folga ando curtindo muito os amigos e família. Saindo bastante, estando com os amigos, ficando online no msn e gtalk.. interagir com as pessoas tem sido muito importante. Toda vez que tenho alguma daquelas crises eu só melhoro quando comverso com alguém. Incrível isso, como se minha mente mandasse eu sair do meu isolamento.

Ainda tenho dores no peito, que uma médica chamou de osteocondrite. Preciso comprar o remédio mas eu nunca lembro. Mas elas vêm e vão...

Meus medos e ter um treco ainda existem... tenho pensamentos ruins às vezes, de pessoas violentas, coisa que não sou. Isso me assusta pq tenho medo de ficar louco e perder a minha consciência. Enfim, talvez isso seja mais uma das "doenças" que minha cabeça cria a cada instante.

Fico pensando no que fazer se não é melhor parar tudo de trabalho e ficar me cuidando. Tenho muito medo de enlouquecer e não voltar ao normal mais. Sei lá, pode ser que sejam coisas de momentos que passem rápido. Vai saber.

Infelizmente meu lado medroso de encarar as crises de nervosismo me fez tomar o rivotril de novo. Bom, pelo menos vou dormir logo e parar de pensar nessas coisas.

Mas vou vencer tudo isso e voltar a ser "normal".

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Inaugurando

Pois, graças ao conselho de vários amigos resolvi inaugurar um blog para escrever sobre mim mesmo.

De tanto passar por coisas ruins ultimamente, resolvi escrever sobre tudo isso, até para tentar entender tudo o que está acontecendo.

Não estão sendo dias bons, dores no corpo, medos, crises nervosas, medo de morrer, coração acelerado.

Fui a vários médicos e fora a gordura meu corpo está normal. O que acontece às vezes é que fico nervoso e sinto o coração disparar. Todo mundo chama isso de ansiedade ou stress e fala que vai passar. Mas na hora que sinto essas coisas, a racionalidade desaparece e sinto que vou ter alguma coisa.

Nos últimos dois meses já procurei emergência umas 5 vezes e com o mesmo diagnóstico: ansiedade. Na última consulta regular com a clínica médica ela me passou o famoso rivotril. Foi o primeiro remédio que funcionou mas morro de medo de ficar dependente disso. E todo mundo diz que para tirar esse remédio é difícil para caramba. Enfim, medo de ficar dependente de remédio. Mas desde semana passada acho que tomei umas cinco vezes. Tenho medo de ficar igual a tantas pessoas, dependentes de remédio.

Outra coisa que acontece é que ando dependente das pessoas. Sempre fui muito independente, mas parece que nessas horas de crise eu preciso conversar com alguém. Até uma rede de amigos virtuais eu já tenho. E todo dia tenho entrado em chat.

Enfim, espero que essa ferramenta me ajude a entender tudo o que anda acontecendo comigo e principalmente me mostre os caminhos de como sair disso e voltar a ser "normal".