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domingo, 17 de agosto de 2014

Medo de morrer

Se hoje me perguntassem qual a coisa que mais me aflige, mais me aterroriza é esse medo da morte constante.

Se sinto alguma coisa, uma dor qualquer, já é motivo para pensar que estou com algo grave. Muitas vezes penso que minha estada nesse mundo não vai ser longa. Agora, por exemplo, estou bem agitado, achando que posso estar com meu coração com problema e que posso ter um ataque cardíaco.

Fazia tempo que não tinha esses momentos tão agitados com uma frequência tão grande. Tem sido quase semanal (tudo bem, há 3 meses tinha isso 2/3 vezes por semana) e de novo recorri ao rivotril. Estava me sentindo um pouco agitado e o pavor de ter aquela crise de 2010 de novo me fez recorrer ao SOS. O duro é que depois disso comecei a ficar mais agitado ainda, sentindo algo no peito, uma espécie de aperto.

Felizmente marquei psicóloga pra essa semana. Será só na sexta mas espero que agora recomece um tratamento para esse transtorno que me incomoda tanto.

Fico tentando fazer aqueles exercícios de respiração (respira fundo, segura, e solta - tudo contando até 8) mas não consigo me concentrar quando estou nesses momentos de agitação. Eu tenho tanta coisa pra me ocupar, leituras, pendências de trabalho, aqueles projetos que fico adiando... Mas não consigo pegar nada disso nesses momentos de ansiedade e me ocupar.

Queria aprender a lidar com esses momentos e certamente vou perguntar isso a minha nova psicóloga. Preciso de um passo a passo do que fazer quanto estiver assim. Hoje, eu tomo rivotril, bebo uma quantidade grande de água e ultimamente tenho vindo escrever aqui.

Sei que a morte é o destino de todos nós, mas eu me assusto tanto com isso que esse medo me domina (talvez isso explique meu medo de voar).

As coisas parecem melhorar no campo profissional, mais responsabilidades, elogios vindo dos colegas e equipe me integrando cada vez mais. Nos estudos também parece que vou bem. No financeiro estou me organizando, embora ainda longe de resolver os meus problemas. Mas estou caminhando.

Sinto falta de ter alguém e sempre lembro da guria. Mas fico pensando como seria estranho estar alguém e ter uma crise de ansiedade. No pico das minhas crises eu estava iniciando um relacionamento. Nunca cheguei a ter uma crise na frente dela mas aconteceram algumas vezes durante nosso namoro (e ela sabia disso).

Toda vez que morre alguém eu sempre fico muito abalado. Nas últimas semanas têm morrido muitas pessoas famosas e possivelmente isso tem me afetado.

Eu deveria ser tão feliz por tudo que tenho hoje. Falta muita coisa, claro. Mas comparado a como estava ano passado minha vida está muito melhor. No entanto, esse medo constante de morrer está comigo todos os dias. Fico pensando se serei como aquele cara do filme que mesmo velho ainda via seus amigos imaginários. Será que é alguma coisa que terei que lidar pra sempre ou um dia serei curado?








segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Quando a dor aumenta

Desde que comecei a ter as crises de ansiedade sempre me passam pela cabeça pensamentos ruins, como se algo fosse acontecer comigo a qualquer momento. Uma dorzinha simples já é motivo pra pensar se não é algo mais sério.

Deve ser algo natural para quem sofre de ansiedade. Aquele preocupação que é normal, fica multiplicada muitas vezes e já achamos que estamos condenados.

Acho que no meu caso meu principal medo é de morrer. Não sei dizer porque mas fico com esse medo constante. Como se não quisesse morrer sem terminar todos os meus projetos e sonhos inacabados. Fica aquela sensação de que: "agora não, ainda preciso fazer tanta coisa".

Mas de todos os meus medos, o meu maior é perder a minha mãe. Perdi meu pai muito cedo e desde criança tinha sonhos relativos ao meu medo de perdê-la. Acho que talvez tudo isso seja o medo de ficar sozinho, sem ter ninguém pra cuidar de mim.

Sempre me senti muito só mas da mesma forma sempre soube que teria a minha mãe sempre que precisasse dela.

E quando a vejo passando mal, como nesse fim de semana, esse meu medo vem a tona e fico quase que  desesperado.

Eu sei que as pessoas vão. Meu pai foi um dia, ela vai um dia e eu também vou um dia. Mas no fundo queria que tudo ficasse como na infância, que as pessoas não morressem.

Sim, não sei lidar com a perda. E preciso muito pensar nisso logo antes que aconteça o pior e eu não sei  o que acontecerá comigo.

Todas as minhas ideias atuais, meus projetos, sonhos, desejos atuais não significam absolutamente nada quando se trata de algo que possa acontecer com a minha mãe. Eu sei que não posso me sentir assim, dependente de ter ela por perto. Mas esse medo é tão horrível...

Ontem tomei a dose dobrada do olcadil. Natural ainda mais quando se vê alguém que ama passando mal.







quarta-feira, 28 de abril de 2010

Lista de coisas a fazer

  • Parar de ter medo de morrer a cada hora
  • não sentir tantas dores no peito
  • não deixar o medo de voar me impedir de voar
  • não dever mais a ninguém
  • não recorrer ao rivotril
  • ter um namoro de verdade
  • andar de bicicleta
  • saber nadar
  • tirar carta
Quero muito mais coisa mas por enquanto isso é mais importante :-)