Quando alguém sabe que temos alguma coisa relacionada a depressão, sempre nos traz aquele conselho clássico "tente pensar em coisas boas". Como se realmente fosse fácil, né?
Nem culpo essas pessoas e na verdade agradeço pelo desejo de ajudar, mas infelizmente "ficar feliz" não é um botãozinho que apertamos na nossa cabeça e um mundo de pensamentos positivos surgem.
Mas o fato é que temos que tentar de alguma forma. Vou dar um exemplo: estava na quinta-feira muito chateado porque me dei conta que uma pessoa que amo muito não anda se cuidando, dando prioridade para si mesma. Já perdi uma pessoa querida porque essa não se cuidou e não quero perder outra. Então minha tristeza era porque por mais que eu falasse, não via mudanças de atitudes dessa pessoa.
Na quinta à noite eu tenho aula de natação e tem sido uma coisa maravilhosa na minha vida. Eu não sei nadar, então vou falar do ponto de vista de quem está aprendendo.
No meu caso pessoal, a natação tem sido o melhor exercício possível para dar uma folga para a minha mente. Na academia, enquanto fico malhando, não deixo de pensar nos problemas. Mesmo na yoga não atingi um nível que me permitisse desligar completamente. Lembrando que isso vai de cada um, ok?
Mas na natação eu consegui isso, por um motivo muito simples: quando estou tentando nadar, não me sobra tempo para pensar em qualquer outra coisa do que tentar nadar. Uma hora é "já deu 3 braçadas, tenho que respirar." "Ih, esqueci de soltar o ar pelo nariz" ou ainda "será que fiz a braçada direito". E todos os pensamentos sempre estão concorrendo com a necessidade básica: respirar.
Não sei como vai ser quando eu realmente estiver nadando, mas nessa fase eu não tenho como pensar na morte de bezerra. Porque se penso outra coisa, eu engulo água e me afogo. Ou seja, por necessidade básica do corpo humano (respirar) eu sou forçado a só pensar naquilo que estou fazendo.
Então, nessa última quinta, eu saí de lá completamente relaxado, pensando mais que não tinha feito as braçadas corretamente. O motivo da minha chateação não tinha sido resolvido mas ao menos, por uma hora, eu relaxei minha cabeça, o que todo mundo diz que é importante para quem tem qualquer tipo de transtorno.
Não é uma fuga dos nossos fantasmas, mas sim ocupar nosso cérebro com outras coisas e tentar dar aos problemas o máximo de atenção que eles pedem e nada mais.
Tenho procurado outras coisas para preencher meu tempo. Outras coisas que me façam rir ou "pensar coisas boas". Acho que buscar isso diariamente talvez seja uma maneira de ensinar ao nosso cérebro que "pensar coisas positivas" não é tão difícil assim.
Venho aqui de tempos em tempos para tentar organizar meus pensamentos e, anonimamente, expurgar tudo o que me sufoca.
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Ansiedade, mais um dia
Ontem acordei cedo para ir ao médico. Meu propósito em procurar de novo um médico é pedir a ele todos os exames possíveis para me certificar que fisicamente está tudo bem comigo. Fiz alguns em janeiro mas queria algo mais completo dessa vez até para tentar provar para mim mesmo que não tenho nada que vá me fazer morrer a cada instante.
Só consegui marcar a consulta para esta quarta, então estou um pouco ansioso. Espero poder fazer o máximo de exames amanhã e estando tudo bem, vou me matricular na academia perto da nova casa (vamos nos mudar).
Ontem, ao ir para o médico estava estranhamente feliz. Digo estranhamente porque não tinha nenhum motivo aparente de estar feliz, já que nada mudou na prática na minha vida. Depois, já no meio da manhã comecei a ficar bem impaciente na fila dos correios. Não era uma impaciência normal de quem estava uma hora esperando para ser atendido. Acho que esse nervosismo pode ter sido por ter não conseguido consulta para ontem mesmo.
Voltei para casa e estava fazendo nada quando me chamaram para socorrer minha avó, que estava passando mal. Depois que conseguimos restabelecer a consciência dela, comecei a me sentir mal novamente. Voltei para casa e tomei umas 5 gotas de rivotril.
Fui fazendo umas respirações e procurei uns vídeos de yoga. Depois disso acabei caindo no sono e dormi até o início da noite. Quando acordei contei para minha mãe do ocorrido e falei que ela precisa ver alguém para ajudar a cuidar da minha avó. Eu não estarei aqui para sempre e nem minha mãe, nem minha tia podem cuidar dela sozinhas.
Depois voltei para o quarto para escrever um post novo para um outro blog que mantenho (sobre política) e acabei pegando no sono de novo. Fiquei nessa de dormir e acordar até umas 7 da manhã quando acordei e levantei de vez. Acordei me sentindo um pouco estranho e tentei me ocupar com alguma coisa, seja jogos ou lendo as notícias do dia.
Fui fazer uns exercícios de yoga e me cansou bastante. Faz um tempinho que não fazia yoga e o corpo sentiu bem. Mas acho que fez bem.
Aliás a yoga é ótima para várias coisas e recomendo a todo mundo. No início parece difícil acertar as posições mas é uma coisa que só se melhora com a prática. Aliás, se eu tivesse continuado com a yoga desde que comecei acho que hoje estaria fazendo bem os exercícios.
Eu tenho essa dificuldade. Começo as coisas e não dou continuidade. É assim no trabalho, nos projetos pessoais, nos relacionamentos. Sabem quando uma criança ganha um brinquedo novo, se diverte por 2 dias e cansa? Eu sou exatamente assim com tudo.
Não consigo entender a origem disso. Olhando um pouco para trás eu vejo que não era assim quando tinha meus 16 anos ou quando estava me preparando para o vestibular. Eu sempre fui bem focado e tinha uma capacidade incrível de cumprir metas em cima de planejamentos bem feitos. Não sei em que ponto da minha vida perdi isso.
Aliás, tenho pensando em documentar todas as minhas lembranças, até para tentar entender tudo o que acontece comigo. Sei que isso se faz também em terapia mas talvez escrever me ajude a entender melhor as coisas que aconteceram e como isso tudo me transformou no que sou hoje.
Ah, terapia marcada para essa sexta. Certamente estou ansioso e espero chegar bem lá sem ter que tomar muito rivotril. Eu sei que essa coisa vicia e depois será mais difícil de parar.
Vamos em frente
P.S.: fico pensando nas pessoas que lerão isso um dia. O que será que pensarão? Se identificarão? Acharão esperança?
Só consegui marcar a consulta para esta quarta, então estou um pouco ansioso. Espero poder fazer o máximo de exames amanhã e estando tudo bem, vou me matricular na academia perto da nova casa (vamos nos mudar).
Ontem, ao ir para o médico estava estranhamente feliz. Digo estranhamente porque não tinha nenhum motivo aparente de estar feliz, já que nada mudou na prática na minha vida. Depois, já no meio da manhã comecei a ficar bem impaciente na fila dos correios. Não era uma impaciência normal de quem estava uma hora esperando para ser atendido. Acho que esse nervosismo pode ter sido por ter não conseguido consulta para ontem mesmo.
Voltei para casa e estava fazendo nada quando me chamaram para socorrer minha avó, que estava passando mal. Depois que conseguimos restabelecer a consciência dela, comecei a me sentir mal novamente. Voltei para casa e tomei umas 5 gotas de rivotril.
Fui fazendo umas respirações e procurei uns vídeos de yoga. Depois disso acabei caindo no sono e dormi até o início da noite. Quando acordei contei para minha mãe do ocorrido e falei que ela precisa ver alguém para ajudar a cuidar da minha avó. Eu não estarei aqui para sempre e nem minha mãe, nem minha tia podem cuidar dela sozinhas.
Depois voltei para o quarto para escrever um post novo para um outro blog que mantenho (sobre política) e acabei pegando no sono de novo. Fiquei nessa de dormir e acordar até umas 7 da manhã quando acordei e levantei de vez. Acordei me sentindo um pouco estranho e tentei me ocupar com alguma coisa, seja jogos ou lendo as notícias do dia.
Fui fazer uns exercícios de yoga e me cansou bastante. Faz um tempinho que não fazia yoga e o corpo sentiu bem. Mas acho que fez bem.
Aliás a yoga é ótima para várias coisas e recomendo a todo mundo. No início parece difícil acertar as posições mas é uma coisa que só se melhora com a prática. Aliás, se eu tivesse continuado com a yoga desde que comecei acho que hoje estaria fazendo bem os exercícios.
Eu tenho essa dificuldade. Começo as coisas e não dou continuidade. É assim no trabalho, nos projetos pessoais, nos relacionamentos. Sabem quando uma criança ganha um brinquedo novo, se diverte por 2 dias e cansa? Eu sou exatamente assim com tudo.
Não consigo entender a origem disso. Olhando um pouco para trás eu vejo que não era assim quando tinha meus 16 anos ou quando estava me preparando para o vestibular. Eu sempre fui bem focado e tinha uma capacidade incrível de cumprir metas em cima de planejamentos bem feitos. Não sei em que ponto da minha vida perdi isso.
Aliás, tenho pensando em documentar todas as minhas lembranças, até para tentar entender tudo o que acontece comigo. Sei que isso se faz também em terapia mas talvez escrever me ajude a entender melhor as coisas que aconteceram e como isso tudo me transformou no que sou hoje.
Ah, terapia marcada para essa sexta. Certamente estou ansioso e espero chegar bem lá sem ter que tomar muito rivotril. Eu sei que essa coisa vicia e depois será mais difícil de parar.
Vamos em frente
P.S.: fico pensando nas pessoas que lerão isso um dia. O que será que pensarão? Se identificarão? Acharão esperança?
terça-feira, 30 de julho de 2013
De volta a Fluoxetina
Depois de ter tomado a fluoxetina em 2011, voltei a tomá-la há três dias. Venho tendo esse ano alguns momentos de ansiedade maior do que o "normal" e pedi para o médico me receitar. Como deu certo da outra vez, vou tentar de novo.
A porcaria da fluoxetina é o início. Os efeitos colaterais acabam fazendo muita gente desistir. Varia de pessoa para pessoa mas nessa minha retomada com a Fluoxetina estou tendo: dor de cabeça, dor de garganta, enjoo e insônia muito piorada.
Ontem, logo depois ficar bem enjoado (caí na besteira de tomar antes do café da manhã) pensei em desistir e lutar contra isso mudando a minha vida. Algumas pessoas vêem o uso de remédios como esses como fraqueza. Eu mesmo já pensei assim. Mas não é verdade. O uso de remédios é uma das maneiras que você usa para tratar um transtorno e nem deve ser feito isoladamente.
Fazendo uma comparação grosseira: eu também tomo remédio para pressão. Mas se eu não me cuidar, não adianta o médico aumentar a dose porque logo terei problemas.
Depois disso ontem, eu respirei fundo e pensei: "dane-se. semana que vem esses efeitos não aparecerão mais e começarei a ter os benefícios da fluoxetina no tratamento da minha ansiedade". Então vou continuar não importa o que venha pela frente. Se rolar uma crise de ansiedade, tenho o rivotril por perto. Se enjoar, tomo algum remédio para isso. Mas não vou desistir da fluoxetina por causa desse início turbulento.
Sei que muitos param logo no início. Mas pense na sua vida sem os efeitos da ansiedade e depressão? Não vale a pena sofrer só uma semaninha por uma vida tranquila?
Ah, só que prescreve remédio é médico. Eu já tinha tomado antes, então não foi experimento. Quem vai decidir se vai ser fluoxetina ou sertralina ou outro, é seu médico. Não deixe de consultá-lo, ok?
Melhoras para todos nós!
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O que você tem feito por você?
A pergunta do título do post me foi feita por uma enfermeira quando fui fazer um exame para ouvido. Naquela época, eu estava passando por várias profissionais porque me sentia mal de tudo. Nem sabia que estava com crises de ansiedade e essa enfermeira foi a primeira a ver que meus problemas eram muito mais da cabeça do que do corpo.
Eu não lembro o nome dela, só lembro que atendia numa clínica do plano de saúde na Tijuca (Rio). Mas nunca na vida uma pessoa me falou tantas verdades como ela me disse naquele dia. E foi a única vez que nos vimos. Impressionante como ela sabia da minha "vida" só falando comigo durante aquele exame.
Penso que muitos de nós começam a ter problemas com os diversos transtornos quando paramos de nos fazer a pergunta acima. Já parou para pensar em quanto você fez por si mesmo hoje? Semana passada? Nesse ano?
A pessoa mais importante da minha vida me disse uma vez que nossa obrigação na vida é ser feliz. Quando não estou sofrendo com os efeitos da ansiedade, fico pensando: "preciso trabalhar pela minha felicidade". Acho que todos os dias temos que buscar o que nos faz feliz, seja em casa, na rua ou no trabalho. Ninguém tem que aceitar o sofrimento. É preciso lutar e buscar virar o jogo.
Refaço a pergunta que aquele anjo me fez naquele dia: o quanto você trabalhou pela sua felicidade hoje? E na semana? E nesse ano?
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Botão de "Ligar"
Mais uma semana e eu mal saio da cama. Saí algumas vezes nesses dias para ir ao mercado comprar algo para fazer em casa e mais nada.
Deveria ter ido a clientes e não fui. Deveria ter ido a aula e não fui. Deveria ter ido dar o curso e não fui. Esse curso, que me traria alguma grana é mais uma porta que irei fechar na minha vida.
Sempre critiquei essa empresa por ganhar dinheiro com treinamentos pegando instrutores inexperientes e cobrando absurdos das empresas. Aí me chamam para eu dar um curso numa coisa que sou especialista e o que eu faço: aceito e confirmo. Fico pensando em quantas vezes mais irei ficar rasgando meus princípios.
Oportunidades surgem o tempo todo e eu não canso de decepcionar as pessoas e a mim mesmo. Continuo a atrasar meus projetos, não saio desse estado letárgico. As pessoas falam que tenho que ter força, lutar mas eu não tenho conseguido. Me falta um botão para apertar e eu passar a ter vontade de sair da cama, de aproveitar as oportunidades que a vida me dá todos os dias.
Oportunidades essas, que com meu comportamento, serão cada vez mais escassas. As pessoas pararão de contar comigo, como a pequena fez, pararão de acreditar em mim, como muitos clientes e simplesmente me deixarão de lado. Sinto que o mundo não me respeita, tenho tomado broncas de pessoas muito menos qualificadas do que eu e me sinto humilhado a cada semana.
Penso que essa vida não anda tendo sentido nenhum pra mim. O que me dá alguma força ainda é aquela que sempre foi meu exemplo de luta: minha mãe. Sinto que não posso deixar de lutar para não dar esse desgosto a ela. Já sofreu tanto nessa vida que pelo menos os filhos deveriam ajudar. E nem isso eu tenho conseguido.
As contas não param de chegar, devo 2 meses de aluguel e sou cobrado sempre. Devo ter entre notas e moedas, uns 110 reais que é o que vai me ajudar a comer esses dias e garantir uma ida a Sampa para atender aos clientes. Duro que não me animo a sair de casa, durmo tarde, praticamente troquei a noite pelo dia.
Os únicos momentos que não sofro tanto são quando estou nas salas de bate papo, nas quais eu sou o engraçado, descolado, amigo de todos, animado. Como diz a minha psicóloga, tudo é resumido ao virtual quando se trata da minha vida.
Estou enrolando para escrever para a empresa e dizer que não darei o curso. Apesar de achar que essa é uma atitude mais relacionada a não sair de casa do que propriamente um momento de consciência limpa de não colaborar com a prática que citei antes.
Estou com barba, fedendo, casa e louça suja. E não tenho vontade de sair disso. Pelo menos eu ainda tenho a internet...
Deveria ter ido a clientes e não fui. Deveria ter ido a aula e não fui. Deveria ter ido dar o curso e não fui. Esse curso, que me traria alguma grana é mais uma porta que irei fechar na minha vida.
Sempre critiquei essa empresa por ganhar dinheiro com treinamentos pegando instrutores inexperientes e cobrando absurdos das empresas. Aí me chamam para eu dar um curso numa coisa que sou especialista e o que eu faço: aceito e confirmo. Fico pensando em quantas vezes mais irei ficar rasgando meus princípios.
Oportunidades surgem o tempo todo e eu não canso de decepcionar as pessoas e a mim mesmo. Continuo a atrasar meus projetos, não saio desse estado letárgico. As pessoas falam que tenho que ter força, lutar mas eu não tenho conseguido. Me falta um botão para apertar e eu passar a ter vontade de sair da cama, de aproveitar as oportunidades que a vida me dá todos os dias.
Oportunidades essas, que com meu comportamento, serão cada vez mais escassas. As pessoas pararão de contar comigo, como a pequena fez, pararão de acreditar em mim, como muitos clientes e simplesmente me deixarão de lado. Sinto que o mundo não me respeita, tenho tomado broncas de pessoas muito menos qualificadas do que eu e me sinto humilhado a cada semana.
Penso que essa vida não anda tendo sentido nenhum pra mim. O que me dá alguma força ainda é aquela que sempre foi meu exemplo de luta: minha mãe. Sinto que não posso deixar de lutar para não dar esse desgosto a ela. Já sofreu tanto nessa vida que pelo menos os filhos deveriam ajudar. E nem isso eu tenho conseguido.
As contas não param de chegar, devo 2 meses de aluguel e sou cobrado sempre. Devo ter entre notas e moedas, uns 110 reais que é o que vai me ajudar a comer esses dias e garantir uma ida a Sampa para atender aos clientes. Duro que não me animo a sair de casa, durmo tarde, praticamente troquei a noite pelo dia.
Os únicos momentos que não sofro tanto são quando estou nas salas de bate papo, nas quais eu sou o engraçado, descolado, amigo de todos, animado. Como diz a minha psicóloga, tudo é resumido ao virtual quando se trata da minha vida.
Estou enrolando para escrever para a empresa e dizer que não darei o curso. Apesar de achar que essa é uma atitude mais relacionada a não sair de casa do que propriamente um momento de consciência limpa de não colaborar com a prática que citei antes.
Estou com barba, fedendo, casa e louça suja. E não tenho vontade de sair disso. Pelo menos eu ainda tenho a internet...
terça-feira, 19 de julho de 2011
Rei do planejamento
Hoje, na terapia minha psicóloga falou uma coisa que eu já sabia: faço planos e mais planos e não realizo nada.
Faço planos para ficar bom tecnicamente e nunca me esforço para estudar. Faço planos com os projetos para colocar as contas em dia e na primeira catástrofe eu pulo fora. Rasguei um projeto de 3 mil por mês porque não dava certo e eu desisti em lutar. Provavelmente eles me cortariam do projeto mas eu preferi correr do que ser "demitido". Poderia ao menos ter lutado.
Tenho várias planilhas de cálculos financeiros espetaculares para deixar minha vida em ordem. E o que eu faço? Nada. Faço planos de viajar pro Chile e na hora de realizar,o que eu faço? Pulo fora.
Acho q o último grande planos que fiz foi o meu preparativo do vestibular. Tinha meu plano de estudos, de gastos e fiz tudo exatamente como planejei. Nunca um plano meu foi tão bom e realizado quanto aquele. 13 anos depois não fiz parecido com isso. Por que? Aonde foi q eu me perdi nesse tempo?
Tenho consciência que a salvação do estado em que me encontro está unicamente nas minhas mãos. Mas simplesmente eu não tenho vontade de ir além das planilhas. Como disse minha psicóloga, tudo fica no virtual, no imaginário. Assim é com minha carreira, com meus relacionamentos, comigo mesmo. Tudo fica como um plano maravilhoso que fica esquecido no meu computador meses depois.
Como o livro, q planejei escrever tantas vezes. Como esse blog. Como meu condicionamento físico. Como meu tratamento para ansiedade. Como minha busca por felicidade.
Por que meus planos não saem do papel? O que me impede de colocar em prática tudo que planejo? Em qual momento da minha vida eu perdi o que tinha de melhor: minha iniciativa?
Ver a psico foi bom. Mas não sei como continuarei a terapia. Ela me lembrou que faz 1 ano que não a pago e ela não pode esperar muito mais sem um plano. E eu preciso fazer esse plano. E mais do que fazer o plano, realizar.
Faço planos para ficar bom tecnicamente e nunca me esforço para estudar. Faço planos com os projetos para colocar as contas em dia e na primeira catástrofe eu pulo fora. Rasguei um projeto de 3 mil por mês porque não dava certo e eu desisti em lutar. Provavelmente eles me cortariam do projeto mas eu preferi correr do que ser "demitido". Poderia ao menos ter lutado.
Tenho várias planilhas de cálculos financeiros espetaculares para deixar minha vida em ordem. E o que eu faço? Nada. Faço planos de viajar pro Chile e na hora de realizar,o que eu faço? Pulo fora.
Acho q o último grande planos que fiz foi o meu preparativo do vestibular. Tinha meu plano de estudos, de gastos e fiz tudo exatamente como planejei. Nunca um plano meu foi tão bom e realizado quanto aquele. 13 anos depois não fiz parecido com isso. Por que? Aonde foi q eu me perdi nesse tempo?
Tenho consciência que a salvação do estado em que me encontro está unicamente nas minhas mãos. Mas simplesmente eu não tenho vontade de ir além das planilhas. Como disse minha psicóloga, tudo fica no virtual, no imaginário. Assim é com minha carreira, com meus relacionamentos, comigo mesmo. Tudo fica como um plano maravilhoso que fica esquecido no meu computador meses depois.
Como o livro, q planejei escrever tantas vezes. Como esse blog. Como meu condicionamento físico. Como meu tratamento para ansiedade. Como minha busca por felicidade.
Por que meus planos não saem do papel? O que me impede de colocar em prática tudo que planejo? Em qual momento da minha vida eu perdi o que tinha de melhor: minha iniciativa?
Ver a psico foi bom. Mas não sei como continuarei a terapia. Ela me lembrou que faz 1 ano que não a pago e ela não pode esperar muito mais sem um plano. E eu preciso fazer esse plano. E mais do que fazer o plano, realizar.
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