Quando comecei a ter as piores crises de ansiedade e entendi que se tratava de um transtorno, comecei a buscar informação na internet. Estava numa época que sentia dor de cabeça e ia procurar na internet sobre o que poderia ser. O lado racional sabe que existem n motivos para dor de cabeça mas quem disse que o lado racional manda sempre em um ansioso?
Então fui entender o que era ansiedade. E foi uma infinidade de sites que encontrei, de blogs como o meu (ok, melhores do que o meu) e listas de discussão. Até cheguei a participar de uma por um tempo, onde pude aprender muito sobre os transtornos. Era um grupo de ajuda na internet mesmo, com pessoas contando sobre si e tentando se ajudar da maneira que podiam.
O fato é que tive muita ajuda nessa época que me ajudou a entender muito do que sei hoje sobre esses transtornos. Se sei tudo? Tenho certeza que não. Mas aprendi mesmo bastante coisa.
Uma pessoa muito próxima começou a tomar um anti-depressivo nessa semana. O que o médico esqueceu de dizer a ela é que esse tipo de remédio pode ter efeitos bem desagradáveis no início. Essa pessoa em especial teve enjoos, ficou sem fome e pior: sem vontade de fazer nada, em um estado de letargia que assustou um outro parente próximo. Quando essa pessoa me descreveu o quadro ontem, eu sabia que era o remédio. Aconteceu comigo e é bem normal, infelizmente.
Hoje pude sentar com essa pessoa e tentei contar melhor (tinha falado por telefone) o que esses remédios podem fazer no início e o que se pode esperar deles nos dias seguintes. A droga é que para quem está em um estado ansioso e achando que qualquer coisa pode ser sinal de uma tragédia, os efeitos iniciais desses tipos de remédios são altamente nocivos e são a razão de muitas pessoas desistirem do mesmo antes dele fazer o efeito positivo (varia mas a média deve ser de 2 a 3 semanas).
Tudo o que li, o que ouvi e a minha experiência própria serviu para que eu conversasse longamente com essa pessoa e a ajudasse, explicando que são efeitos comuns e que tendem a passar com o tempo. Disse também que a tendência é que esses efeitos diminuam nos próximos dias e que caso nada disso aconteça, então deve voltar ao médico e relatar isso. O procedimento normal é o médico tentar outro tipo de remédio. E infelizmente é assim mesmo, tentativa e erro.
Uma coisa interessante sobre isso tudo é que o que deu certo no passado não é garantia de sucesso no futuro. Quando tomei a Fluoxetina pela primeira vez, quase não tive os efeitos adversos e me dei super bem com o remédio. Da segunda vez que voltei a tomar, ano passado, foi o contrário. Passei muito mal nos primeiros dias e não consegui continuar. Foi aí que o meu médico da época me apresentou um dos mais leves do time, o Olcadil (cloxazolam).
Enfim, eu acho que a tranquilizei com a minha história e com o que aprendi graças às várias pessoas que contam suas histórias com a ansiedade e outros transtornos.
Ah, o remédio em si que a pessoa está tomando é o Citalopram e uma ótima referência com histórias sobre ele é esse blog aqui que encontrei: http://www.diariodeumadismorfia.com.br/blog/larguei-o-citalopram-e-me-fu/ (vale muito a pena ler todos os depoimentos nos comentários). Se você está começando a tomar esse remédio, passe por lá. Garanto que vai te ajudar muito.
Venho aqui de tempos em tempos para tentar organizar meus pensamentos e, anonimamente, expurgar tudo o que me sufoca.
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sábado, 22 de novembro de 2014
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Ansiedade: por favor, dá um tempo...
Depois de mais um susto na sexta, comecei a pensar em porque minha ansiedade está muito pior esse ano do que nos últimos. Na prática não é um ano ruim. Certamente melhor do que os dois anteriores ou talvez três. Mas meus dias com medo de ter um treco e estar agitado só tem aumentado.
De fato estou desenvolvendo muitas atividades. Mas será que é as obrigações constantes que me deixam pior? Será que não sei lidar com pressão de prazos e horários?
Minha médica me disse hoje que preciso procurar algo que me ajude a lidar com isso tudo, como voltar a fazer exercícios ou fazer yoga. Pior que se parar para pensar, bastaria eu me organizar e conseguiria fazer uma caminhada ou alguns exercícios de yoga em casa, já que não posso pagar um lugar para fazer ou academia.
Mas sou desorganizado, como concluiu a minha médica ao ouvir as minhas desculpas para não fazer o que deve ser feito. Como ela disse sobre o olcadil, o remédio não vai resolver a minha ansiedade. No máximo vai me deixar com dias mais tranquilos. Mas dependerei deles para sempre?
Na lista sobre transtornos que participava, o pessoal sempre dizia que tem os transtornos causados unicamente por questões psicológicas mas também que existiam aqueles causados por questões fisiológicas. Eu, que sempre achei que estava no primeiro grupo, me questiono hoje se não estou no segundo.
Como se não bastasse ter que arrumar tempo para fazer as coisas que poderiam me ajudar, ainda ando preocupado com todos da minha família. Mãe, irmão e irmã com seus problemas de saúde. Só queria que fôssemos crianças de novo, onde ninguém ficava doente e nossas preocupações eram mais simples.
Além da questão de medo de morrer e medo de perdê-los, claramente não sei lidar com a questão do envelhecimento. Quando vejo minha mãe dando sinais claros da terceira idade (como esquecer coisas que ela não esquecia) meu coração dói muito. Sofro muito com isso. Mesma coisa quando vejo meus irmãos com seus problemas de saúde, coisas que talvez façam parte do processo de envelhecer mas que definitivamente eu não sei lidar.
Quando essas questões de envelhecimento vêm a tona, penso na frase do meu colega de trabalho sobre "quem vai empurrar sua cadeira de rodas quando vc precisar?". É muito duro ficar só. Sinto falta de alguém para chorar, rir junto, fazer planos...
São tantas coisas pra pensar... Preocupações com familiares, dívidas que vou demorar muito pra pagar, solidão, minha ansiedade que não me deixa, minhas questões sobre não conseguir me aproximar de mulher, esses medos...
Só queria que a vida fosse simples. Mas não é, infelizmente. Tenho pensado em voltar à igreja, para tentar buscar paz na minha vida e também para interagir com outras pessoas.
Me sinto perdido... mas alguma coisa preciso fazer, ou não chego aos 40, como me disseram uma vez,,,
De fato estou desenvolvendo muitas atividades. Mas será que é as obrigações constantes que me deixam pior? Será que não sei lidar com pressão de prazos e horários?
Minha médica me disse hoje que preciso procurar algo que me ajude a lidar com isso tudo, como voltar a fazer exercícios ou fazer yoga. Pior que se parar para pensar, bastaria eu me organizar e conseguiria fazer uma caminhada ou alguns exercícios de yoga em casa, já que não posso pagar um lugar para fazer ou academia.
Mas sou desorganizado, como concluiu a minha médica ao ouvir as minhas desculpas para não fazer o que deve ser feito. Como ela disse sobre o olcadil, o remédio não vai resolver a minha ansiedade. No máximo vai me deixar com dias mais tranquilos. Mas dependerei deles para sempre?
Na lista sobre transtornos que participava, o pessoal sempre dizia que tem os transtornos causados unicamente por questões psicológicas mas também que existiam aqueles causados por questões fisiológicas. Eu, que sempre achei que estava no primeiro grupo, me questiono hoje se não estou no segundo.
Como se não bastasse ter que arrumar tempo para fazer as coisas que poderiam me ajudar, ainda ando preocupado com todos da minha família. Mãe, irmão e irmã com seus problemas de saúde. Só queria que fôssemos crianças de novo, onde ninguém ficava doente e nossas preocupações eram mais simples.
Além da questão de medo de morrer e medo de perdê-los, claramente não sei lidar com a questão do envelhecimento. Quando vejo minha mãe dando sinais claros da terceira idade (como esquecer coisas que ela não esquecia) meu coração dói muito. Sofro muito com isso. Mesma coisa quando vejo meus irmãos com seus problemas de saúde, coisas que talvez façam parte do processo de envelhecer mas que definitivamente eu não sei lidar.
Quando essas questões de envelhecimento vêm a tona, penso na frase do meu colega de trabalho sobre "quem vai empurrar sua cadeira de rodas quando vc precisar?". É muito duro ficar só. Sinto falta de alguém para chorar, rir junto, fazer planos...
São tantas coisas pra pensar... Preocupações com familiares, dívidas que vou demorar muito pra pagar, solidão, minha ansiedade que não me deixa, minhas questões sobre não conseguir me aproximar de mulher, esses medos...
Só queria que a vida fosse simples. Mas não é, infelizmente. Tenho pensado em voltar à igreja, para tentar buscar paz na minha vida e também para interagir com outras pessoas.
Me sinto perdido... mas alguma coisa preciso fazer, ou não chego aos 40, como me disseram uma vez,,,
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Ansiedade que não me deixa em paz
Nesses últimos 5 anos, acho que o único ano que tive relativa tranquilidade em relação a ansiedade foi em 2012. E foi um ano bem difícil, com 3 mudanças de casa, quase sem dinheiro, etc. Talvez foi o momento nesse tempo todo que a ansiedade não deu muito as caras.
Ano passado tive algumas crises e esse ano tenho tido mais crises ainda. O que não entra na minha cabeça é porque isso vem acontecendo com tanta frequência. Tenho tido uma vida organizada, com emprego, ganhando em dia, realizando um sonho que era voltar pra vida acadêmica e as coisas prometem muito em termos de carreira.
Me dou bem com as pessoas do meu trabalho e acho até q isso me faz bem, pois o pessoal é muito divertido. Na vida acadêmica, perspectivas de grandes trabalhos e de um futuro promissor como pesquisador.
Ainda tenho dívidas imensas, mas elas estão sendo pagas. Analisando friamente, as coisas estão melhorando para mim.
Mas por que raios estou com muito mais crises de ansiedade que nos últimos anos, quase se comparando a 2009/2010?
Não tenha tido momentos diversão mas isso não é tão diferente dos últimos anos. Ando com a agenda bem apertada, é verdade. Mas é com coisas que são boas. Trabalho não é o trabalho dos sonhos mas me dá uma coisa que nunca tive desde que comecei a trabalhar: estabilidade financeira.
Me sinto só, na verdade, sem ninguém para contar minhas amarguras ou desabafar nesses momentos em que acontecem essas coisas. Hoje, por exemplo, durante a reunião com o orientador, comecei a ficar extremamente agitado e achando que ia ter uma coisa a qualquer momento. No meio da rua, a caminho de casa, tomei 10 gotas de rivotril. Apesar de estar menos agitado do que antes, ainda não estou "normal".
Será que é "só" a pressão de várias entregas de trabalho, cumprimento de horários e obrigações financeiras que me deixam assim? Será que a vida com múltiplas obrigações é uma vida que não serve para mim?
Acho que vou ter mesmo que voltar a terapia em novembro e ir mais devagar com a quitação das dívidas. Só queria que isso fosse resolvido logo e essa porcaria da ansiedade me deixasse ter uma vida normal, sem semanas com medo ou dependendo de remédios para ficar calmo. Sem pensamentos que vou ter um treco a cada momento. Por que isso se isso não estabilizar, logo não terei emprego ou vida acadêmica e estarei parado no tempo de novo, como estive nesses anos.
Ansiedade: me deixa em paz, só até eu arrumar minha vida, pelo menos!
Ano passado tive algumas crises e esse ano tenho tido mais crises ainda. O que não entra na minha cabeça é porque isso vem acontecendo com tanta frequência. Tenho tido uma vida organizada, com emprego, ganhando em dia, realizando um sonho que era voltar pra vida acadêmica e as coisas prometem muito em termos de carreira.
Me dou bem com as pessoas do meu trabalho e acho até q isso me faz bem, pois o pessoal é muito divertido. Na vida acadêmica, perspectivas de grandes trabalhos e de um futuro promissor como pesquisador.
Ainda tenho dívidas imensas, mas elas estão sendo pagas. Analisando friamente, as coisas estão melhorando para mim.
Mas por que raios estou com muito mais crises de ansiedade que nos últimos anos, quase se comparando a 2009/2010?
Não tenha tido momentos diversão mas isso não é tão diferente dos últimos anos. Ando com a agenda bem apertada, é verdade. Mas é com coisas que são boas. Trabalho não é o trabalho dos sonhos mas me dá uma coisa que nunca tive desde que comecei a trabalhar: estabilidade financeira.
Me sinto só, na verdade, sem ninguém para contar minhas amarguras ou desabafar nesses momentos em que acontecem essas coisas. Hoje, por exemplo, durante a reunião com o orientador, comecei a ficar extremamente agitado e achando que ia ter uma coisa a qualquer momento. No meio da rua, a caminho de casa, tomei 10 gotas de rivotril. Apesar de estar menos agitado do que antes, ainda não estou "normal".
Será que é "só" a pressão de várias entregas de trabalho, cumprimento de horários e obrigações financeiras que me deixam assim? Será que a vida com múltiplas obrigações é uma vida que não serve para mim?
Acho que vou ter mesmo que voltar a terapia em novembro e ir mais devagar com a quitação das dívidas. Só queria que isso fosse resolvido logo e essa porcaria da ansiedade me deixasse ter uma vida normal, sem semanas com medo ou dependendo de remédios para ficar calmo. Sem pensamentos que vou ter um treco a cada momento. Por que isso se isso não estabilizar, logo não terei emprego ou vida acadêmica e estarei parado no tempo de novo, como estive nesses anos.
Ansiedade: me deixa em paz, só até eu arrumar minha vida, pelo menos!
sábado, 4 de outubro de 2014
Batalha perdida
Apesar de precisar muito, tive mesmo que parar com a terapia. Devido ao acordo financeiro que fiz com um dos credores, estou sem dinheiro até dezembro. Ou seja, tudo que receber, será para pagar as contas básicas e eliminar essa dívida. Ao menos estarei livre dessa em dezembro.
Esses dias recebi um mail do trabalho perguntando sobre planejamento de férias com relação a datas. Isso me lembrou o fato de que minhas férias não terão nada de especial, quero dizer, irei para a casa da minha mãe. Não que isso seja ruim (e não é) mas fico comparando com todas as pessoas que vi tirar férias nesses tempos e fizeram viagens super legais.
Eu não terei dinheiro para fazer isso e provavelmente estarei pagando outro acordo. É positivo tudo isso? Claro, com certeza. Ao final desse período nesse empresa, terei quitado boa parte das minhas dividas. Infelizmente não todas.
O meu receio, como disse outro dia, é não aguentar até lá. Estava conversando com minha irmã ontem. Não é normal não ter diversão, não ter prazer em nenhum momento da semana. Vendo seu dinheiro ir embora no mesmo dia que chega, dificuldades no transporte até o trabalho, chateações e tarefas múltiplas e nenhum momento para eu curtir, fazer algo diferente.
Acho que a partir de dezembro estarei bem menos ocupado. Terei ainda uma grande obrigação mas sem os compromissos e entregas semanais que tenho hoje, que me ocupam imensamente. Continuarei não tendo dinheiro mas acho que terei mais tempo. Preciso pensar numa maneira de me divertir, ter uma válvula de escape, sem que isso implique em gastos.
Pelo menos meu problema doméstico parece resolvido. Depois de longa conversa, onde ambos desabafamos, acho que chegamos a um acordo com relação às coisas daqui.
Essa conversa foi motivada porque estourei com essa pessoa um dia antes. Fiquei bravo com uma coisa que ouvi mas nada justificava minha reação grosseira. Pedi desculpas a ela. No mesmo dia no trabalho, eu também tinha perdido a calma, em outra situação que não precisava tanto.
Ando muito impaciente com tudo, aborrecido, me irritando com qualquer idiotice que vejo. E como estou cercado disso, seja no trabalho, nas redes sociais, na rua...Mas o fato é que os idiotas não vão deixar de ser idiotas e não estão nem aí se a imbecilidade humana me incomoda. Sou eu quem tem que lidar com isso da melhor maneira e não deixar essas coisas me afetarem.
Relatei tempos atrás que uma amiga atribuía a falta de sexo as minhas irritações. Bom, em maio eu fiz e isso não adiantou muita coisa. Quer dizer, no dia seguinte eu até estava me sentindo relaxado mas meses depois vejo que não é a falta de sexo que vai aliviar as coisas.
Talvez se praticar com mais frequência mas aí recaio no problema de não conseguir me aproximar de mulher e muito menos ter dinheiro para ir aos lugares onde se conhece mulher. Como disse um colega de república anos atrás, fulana não vai bater na minha porta.
Acho que com o fim das aulas as coisas estarão menos corridas e espero ter mais tranquilidade e tempo para pensar em mim. Hoje, por exemplo, estou pensando em algumas atividades que preciso fazer para essa semana que mal comecei, porque dormi muito nesse sábado e fiquei fazendo outras coisas. Sim, faltou foco. Fiz atividades interessantes, que vão me render frutos lá na frente, mas o momento talvez não tenha sido o melhor.
E como sinto falta de ter alguém para conversar. De namorada mesmo. Alguém que além de carinhos, possa escutar o tanto que tenho a falar e também possa preencher minha cabeça com o que tenha a falar, porque eu sempre gostei muito mais de ouvir do que falar.
Sinto falta de alguém para ligar só pra ter o prazer de ouvir a voz, de dar boa noite, de dormir junto, de fazer planos para o fim de semana, etc. Se isso iria resolver minhas crises de ansiedade? Acho que não, mas seria bem melhor do que recorrer ao rivotril, como fiz há pouco e foi a razão do título desse post.
Esses dias recebi um mail do trabalho perguntando sobre planejamento de férias com relação a datas. Isso me lembrou o fato de que minhas férias não terão nada de especial, quero dizer, irei para a casa da minha mãe. Não que isso seja ruim (e não é) mas fico comparando com todas as pessoas que vi tirar férias nesses tempos e fizeram viagens super legais.
Eu não terei dinheiro para fazer isso e provavelmente estarei pagando outro acordo. É positivo tudo isso? Claro, com certeza. Ao final desse período nesse empresa, terei quitado boa parte das minhas dividas. Infelizmente não todas.
O meu receio, como disse outro dia, é não aguentar até lá. Estava conversando com minha irmã ontem. Não é normal não ter diversão, não ter prazer em nenhum momento da semana. Vendo seu dinheiro ir embora no mesmo dia que chega, dificuldades no transporte até o trabalho, chateações e tarefas múltiplas e nenhum momento para eu curtir, fazer algo diferente.
Acho que a partir de dezembro estarei bem menos ocupado. Terei ainda uma grande obrigação mas sem os compromissos e entregas semanais que tenho hoje, que me ocupam imensamente. Continuarei não tendo dinheiro mas acho que terei mais tempo. Preciso pensar numa maneira de me divertir, ter uma válvula de escape, sem que isso implique em gastos.
Pelo menos meu problema doméstico parece resolvido. Depois de longa conversa, onde ambos desabafamos, acho que chegamos a um acordo com relação às coisas daqui.
Essa conversa foi motivada porque estourei com essa pessoa um dia antes. Fiquei bravo com uma coisa que ouvi mas nada justificava minha reação grosseira. Pedi desculpas a ela. No mesmo dia no trabalho, eu também tinha perdido a calma, em outra situação que não precisava tanto.
Ando muito impaciente com tudo, aborrecido, me irritando com qualquer idiotice que vejo. E como estou cercado disso, seja no trabalho, nas redes sociais, na rua...Mas o fato é que os idiotas não vão deixar de ser idiotas e não estão nem aí se a imbecilidade humana me incomoda. Sou eu quem tem que lidar com isso da melhor maneira e não deixar essas coisas me afetarem.
Relatei tempos atrás que uma amiga atribuía a falta de sexo as minhas irritações. Bom, em maio eu fiz e isso não adiantou muita coisa. Quer dizer, no dia seguinte eu até estava me sentindo relaxado mas meses depois vejo que não é a falta de sexo que vai aliviar as coisas.
Talvez se praticar com mais frequência mas aí recaio no problema de não conseguir me aproximar de mulher e muito menos ter dinheiro para ir aos lugares onde se conhece mulher. Como disse um colega de república anos atrás, fulana não vai bater na minha porta.
Acho que com o fim das aulas as coisas estarão menos corridas e espero ter mais tranquilidade e tempo para pensar em mim. Hoje, por exemplo, estou pensando em algumas atividades que preciso fazer para essa semana que mal comecei, porque dormi muito nesse sábado e fiquei fazendo outras coisas. Sim, faltou foco. Fiz atividades interessantes, que vão me render frutos lá na frente, mas o momento talvez não tenha sido o melhor.
E como sinto falta de ter alguém para conversar. De namorada mesmo. Alguém que além de carinhos, possa escutar o tanto que tenho a falar e também possa preencher minha cabeça com o que tenha a falar, porque eu sempre gostei muito mais de ouvir do que falar.
Sinto falta de alguém para ligar só pra ter o prazer de ouvir a voz, de dar boa noite, de dormir junto, de fazer planos para o fim de semana, etc. Se isso iria resolver minhas crises de ansiedade? Acho que não, mas seria bem melhor do que recorrer ao rivotril, como fiz há pouco e foi a razão do título desse post.
sábado, 23 de agosto de 2014
Nova terapia
Finalmente recomecei nessa semana a fazer terapia. Terapeuta com ar de intelectual, que me deixou falar bastante e perto de casa. Ah, e bem acima do que queria pagar. Mas paciência, vai se pagar rápido se eu conseguir controlar meus problemas comigo mesmo.
Cada semana tem sido na torcida para chegar logo sexta. Acho que não vai mudar nas próximas semanas, pois não vejo chefes me colocando em projetos, apenas em tarefas pontuais. Mas está valendo, visto que meu dia tem passado rápido.
Também comecei uma dieta essa semana, tomando aquele suco verde e maneirando bem nas refeições. Eu já estava dividindo as refeições direito, vamos ver se agora vai melhorar.
Além disso, por conta de problemas anais (sim, hemorroida) vi que preciso comer fibras. E seguindo recomendação materna, comecei a comer all bran. Li em vários lugares que realmente regula o intestino e ajuda a emagrecer, graças ao fato de ser de baixa calorias e por causa das fibras causar sensação de saciedade. O objetivo é o intestino mas se ajudar em outras coisas, ótimo.
Espero que na terapia eu consiga continuar o processo de autoconhecimento que comecei com a antiga terapeuta. Tenho muitas questões a resolver e sei que quanto mais demorar pra tratar, pior pode ficar.
Acho que nessa semana não recorri ao rivotril nenhuma vez. Tive pensamentos ruins, muitas vezes até, mas não cheguei ao ponto de apelar. Na torcida para a próxima semana ser ainda melhor.
Volto essa semana na minha cardio e vou pedir para renovar a receita do olcadil. Dizem que ele é apenas por pouco tempo mas como não estou curado (nem perto disso) da ansiedade, ou melhor, não estou em um estado normopata, não vejo porque deixar de tomar. E não queria ter ter passar a tomar outra coisa, especialmente pelos efeitos desagradáveis que sempre vem.
Cada semana tem sido na torcida para chegar logo sexta. Acho que não vai mudar nas próximas semanas, pois não vejo chefes me colocando em projetos, apenas em tarefas pontuais. Mas está valendo, visto que meu dia tem passado rápido.
Também comecei uma dieta essa semana, tomando aquele suco verde e maneirando bem nas refeições. Eu já estava dividindo as refeições direito, vamos ver se agora vai melhorar.
Além disso, por conta de problemas anais (sim, hemorroida) vi que preciso comer fibras. E seguindo recomendação materna, comecei a comer all bran. Li em vários lugares que realmente regula o intestino e ajuda a emagrecer, graças ao fato de ser de baixa calorias e por causa das fibras causar sensação de saciedade. O objetivo é o intestino mas se ajudar em outras coisas, ótimo.
Espero que na terapia eu consiga continuar o processo de autoconhecimento que comecei com a antiga terapeuta. Tenho muitas questões a resolver e sei que quanto mais demorar pra tratar, pior pode ficar.
Acho que nessa semana não recorri ao rivotril nenhuma vez. Tive pensamentos ruins, muitas vezes até, mas não cheguei ao ponto de apelar. Na torcida para a próxima semana ser ainda melhor.
Volto essa semana na minha cardio e vou pedir para renovar a receita do olcadil. Dizem que ele é apenas por pouco tempo mas como não estou curado (nem perto disso) da ansiedade, ou melhor, não estou em um estado normopata, não vejo porque deixar de tomar. E não queria ter ter passar a tomar outra coisa, especialmente pelos efeitos desagradáveis que sempre vem.
domingo, 17 de agosto de 2014
Medo de morrer
Se hoje me perguntassem qual a coisa que mais me aflige, mais me aterroriza é esse medo da morte constante.
Se sinto alguma coisa, uma dor qualquer, já é motivo para pensar que estou com algo grave. Muitas vezes penso que minha estada nesse mundo não vai ser longa. Agora, por exemplo, estou bem agitado, achando que posso estar com meu coração com problema e que posso ter um ataque cardíaco.
Fazia tempo que não tinha esses momentos tão agitados com uma frequência tão grande. Tem sido quase semanal (tudo bem, há 3 meses tinha isso 2/3 vezes por semana) e de novo recorri ao rivotril. Estava me sentindo um pouco agitado e o pavor de ter aquela crise de 2010 de novo me fez recorrer ao SOS. O duro é que depois disso comecei a ficar mais agitado ainda, sentindo algo no peito, uma espécie de aperto.
Felizmente marquei psicóloga pra essa semana. Será só na sexta mas espero que agora recomece um tratamento para esse transtorno que me incomoda tanto.
Fico tentando fazer aqueles exercícios de respiração (respira fundo, segura, e solta - tudo contando até 8) mas não consigo me concentrar quando estou nesses momentos de agitação. Eu tenho tanta coisa pra me ocupar, leituras, pendências de trabalho, aqueles projetos que fico adiando... Mas não consigo pegar nada disso nesses momentos de ansiedade e me ocupar.
Queria aprender a lidar com esses momentos e certamente vou perguntar isso a minha nova psicóloga. Preciso de um passo a passo do que fazer quanto estiver assim. Hoje, eu tomo rivotril, bebo uma quantidade grande de água e ultimamente tenho vindo escrever aqui.
Sei que a morte é o destino de todos nós, mas eu me assusto tanto com isso que esse medo me domina (talvez isso explique meu medo de voar).
As coisas parecem melhorar no campo profissional, mais responsabilidades, elogios vindo dos colegas e equipe me integrando cada vez mais. Nos estudos também parece que vou bem. No financeiro estou me organizando, embora ainda longe de resolver os meus problemas. Mas estou caminhando.
Sinto falta de ter alguém e sempre lembro da guria. Mas fico pensando como seria estranho estar alguém e ter uma crise de ansiedade. No pico das minhas crises eu estava iniciando um relacionamento. Nunca cheguei a ter uma crise na frente dela mas aconteceram algumas vezes durante nosso namoro (e ela sabia disso).
Toda vez que morre alguém eu sempre fico muito abalado. Nas últimas semanas têm morrido muitas pessoas famosas e possivelmente isso tem me afetado.
Eu deveria ser tão feliz por tudo que tenho hoje. Falta muita coisa, claro. Mas comparado a como estava ano passado minha vida está muito melhor. No entanto, esse medo constante de morrer está comigo todos os dias. Fico pensando se serei como aquele cara do filme que mesmo velho ainda via seus amigos imaginários. Será que é alguma coisa que terei que lidar pra sempre ou um dia serei curado?
Se sinto alguma coisa, uma dor qualquer, já é motivo para pensar que estou com algo grave. Muitas vezes penso que minha estada nesse mundo não vai ser longa. Agora, por exemplo, estou bem agitado, achando que posso estar com meu coração com problema e que posso ter um ataque cardíaco.
Fazia tempo que não tinha esses momentos tão agitados com uma frequência tão grande. Tem sido quase semanal (tudo bem, há 3 meses tinha isso 2/3 vezes por semana) e de novo recorri ao rivotril. Estava me sentindo um pouco agitado e o pavor de ter aquela crise de 2010 de novo me fez recorrer ao SOS. O duro é que depois disso comecei a ficar mais agitado ainda, sentindo algo no peito, uma espécie de aperto.
Felizmente marquei psicóloga pra essa semana. Será só na sexta mas espero que agora recomece um tratamento para esse transtorno que me incomoda tanto.
Fico tentando fazer aqueles exercícios de respiração (respira fundo, segura, e solta - tudo contando até 8) mas não consigo me concentrar quando estou nesses momentos de agitação. Eu tenho tanta coisa pra me ocupar, leituras, pendências de trabalho, aqueles projetos que fico adiando... Mas não consigo pegar nada disso nesses momentos de ansiedade e me ocupar.
Queria aprender a lidar com esses momentos e certamente vou perguntar isso a minha nova psicóloga. Preciso de um passo a passo do que fazer quanto estiver assim. Hoje, eu tomo rivotril, bebo uma quantidade grande de água e ultimamente tenho vindo escrever aqui.
Sei que a morte é o destino de todos nós, mas eu me assusto tanto com isso que esse medo me domina (talvez isso explique meu medo de voar).
As coisas parecem melhorar no campo profissional, mais responsabilidades, elogios vindo dos colegas e equipe me integrando cada vez mais. Nos estudos também parece que vou bem. No financeiro estou me organizando, embora ainda longe de resolver os meus problemas. Mas estou caminhando.
Sinto falta de ter alguém e sempre lembro da guria. Mas fico pensando como seria estranho estar alguém e ter uma crise de ansiedade. No pico das minhas crises eu estava iniciando um relacionamento. Nunca cheguei a ter uma crise na frente dela mas aconteceram algumas vezes durante nosso namoro (e ela sabia disso).
Toda vez que morre alguém eu sempre fico muito abalado. Nas últimas semanas têm morrido muitas pessoas famosas e possivelmente isso tem me afetado.
Eu deveria ser tão feliz por tudo que tenho hoje. Falta muita coisa, claro. Mas comparado a como estava ano passado minha vida está muito melhor. No entanto, esse medo constante de morrer está comigo todos os dias. Fico pensando se serei como aquele cara do filme que mesmo velho ainda via seus amigos imaginários. Será que é alguma coisa que terei que lidar pra sempre ou um dia serei curado?
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Quando a disposição aparece
Eu tenho momentos que estou agitadíssimo e momentos que não quero fazer nada. Isso tem acontecido nos últimos anos com alguma frequência. Quando estou nos momentos "parados" todos os meus projetos (pessoais e profissionais) param e eu me meto nos problemas de novo.
Quando estou na fase agitada, minha produção é incrível. Trabalho e produzo muito. E muitas vezes (maioria, eu diria) nem é trabalho em quantidade de horas. Coisas que eu demoro muito para fazer, quando estou na fase boa, produzo muito em pouco tempo.
Desde meu último momento ruim, tenho produzido demais. Coisas que estavam paradas, estão andando rapidamente e eu ando muito animado. A consequência natural é que as coisas acontecem e as pendências vão sendo resolvidas.
Tenho falado para mim mesmo que tenho que aproveitar bem essa fase e trabalhar bem, mas sem deixar de me cuidar. Quem sabe assim a fase ruim não venha ou demore muito mais a reaparecer.
Nenhum "tratamento" é feito de forma isolada. Além do olcadil que estou tomando (e logo chegará a hora de sair dele), estou na terapia, fazendo natação, malhando e caminhando. Como estou perto da praia tenho escolhido a praia para caminhar pois certamente o visual ajuda no meu processo de higienização mental.
Então, o que precisa ser feito é se manter firme nas atividades e não achar que uma atividade isolada vai resolver tudo. Sabe aquela coisa de cuidar do corpo, da cabeça, do coração e da alma? Pois é, penso que tem que ser assim o tempo todo.
Sobre o coração, falarei em breve. Um sintoma que estou melhorando muito é que tenho pensado cada vez mais em estar com alguém. Falarei daqui a alguns dias :-)
Quando estou na fase agitada, minha produção é incrível. Trabalho e produzo muito. E muitas vezes (maioria, eu diria) nem é trabalho em quantidade de horas. Coisas que eu demoro muito para fazer, quando estou na fase boa, produzo muito em pouco tempo.
Desde meu último momento ruim, tenho produzido demais. Coisas que estavam paradas, estão andando rapidamente e eu ando muito animado. A consequência natural é que as coisas acontecem e as pendências vão sendo resolvidas.
Tenho falado para mim mesmo que tenho que aproveitar bem essa fase e trabalhar bem, mas sem deixar de me cuidar. Quem sabe assim a fase ruim não venha ou demore muito mais a reaparecer.
Nenhum "tratamento" é feito de forma isolada. Além do olcadil que estou tomando (e logo chegará a hora de sair dele), estou na terapia, fazendo natação, malhando e caminhando. Como estou perto da praia tenho escolhido a praia para caminhar pois certamente o visual ajuda no meu processo de higienização mental.
Então, o que precisa ser feito é se manter firme nas atividades e não achar que uma atividade isolada vai resolver tudo. Sabe aquela coisa de cuidar do corpo, da cabeça, do coração e da alma? Pois é, penso que tem que ser assim o tempo todo.
Sobre o coração, falarei em breve. Um sintoma que estou melhorando muito é que tenho pensado cada vez mais em estar com alguém. Falarei daqui a alguns dias :-)
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Lições a partir das perdas
Agora à noite faleceu meu padrinho. Como estou? Não vou dizer que estou arrasado, desesperado ou qualquer coisa do tipo. Convivemos sempre muito pouco e a minha madrinha (minha avó e mãe dele) o cobrava para ser mais participativo na minha vida.
Mas, sinceramente, nunca senti falta e nem guardei rancor ou qualquer outro sentimento ruim quanto a isso. Ele tinha a vida dele, filhos para criar, muito trabalho e sempre lidei bem com o fato de nunca ter tido um padrinho na prática.
Sempre tive relação mais próxima com outros tios do que com ele mas penso que era por uma questão de afinidade. Então, nunca sofri por não ter tido padrinho no dia a dia.
Como deve ser com toda perda, algumas lições ficam. Uma é que a nossa vida pode acabar a qualquer momento e por isso nossa vida tem que ser vivida todos os dias.
Esse meu tio, por exemplo, sempre trabalhou muito. Muito mesmo. Trabalhou tanto não para ter luxo (ele sempre foi bem simples) mas para poder dar boas condições a sua família. Nos últimos anos, por causa do trabalho dele, meu tio viajava pelo Brasil, muitas das vezes em pequenos aviões para fiscalizar obras da empresa.
Ou seja, ele viveu boa parte da vida dele fazendo com que o chefe ficasse mais rico e sem poder desfrutar de tantos momentos junto aos seus. O dono da empresa, tenho certeza, desfruta bem a vida, às custas das vidas abdicadas pelos seus funcionários, como meu tio.
São escolhas que se fazem na vida. Por muito tempo eu vivi assim também e vi que só estava sacrificando minha vida para enriquecer os outros. E a entrada do transtorno de ansiedade na minha vida era o que eu precisava para acordar. Eu trabalhava antes para ganhar mais dinheiro mas mal tinha tempo de gastar e quando o fazia, fazia de forma errada.
Muitas pessoas, gastam horas das suas vidas para ganhar dinheiro para manter um padrão de vida que alguém disse que é o certo. Isso é vida? A quem serve isso? Certamente aos patrões que pagam salários ruins e sugam a vida de seus funcionários.
Há meses eu abdiquei do verbo "ter" na minha vida. Ter no sentido material, claro. Preciso dizer a vocês que tirei um peso enorme das minhas costas porque não tinha mais que trabalhar mais e mais para comprar um carro que alguém disse que é legal.
Eu vivo hoje com menos de 1/3 do que ganhava antes e posso dizer: minha vida anda muito boa. Cada vez melhor. Estou me cuidando, cuidando das pessoas que amo, ajudando os outros, fazendo exercícios, praticamente todo dia fazendo coisas prazerosas.
Enfim, meu tio fez uma escolha. Criou muito bem seus filhos e são esses que preciso dar apoio agora. Como primo e como ser humano que se preocupa com os outros.
Tio, sei que nunca estivermos próximos. Mas no meu coração não tem nada de sentimento ruim, muito pelo contrário. Sempre vou me lembrar de quando me apresentou a música do Zé Geraldo. Sempre entendi seu jeito e nunca me incomodei com isso. Esteja certo que farei o possível para dar apoio a sua família e tentar ajudá-los da forma que puder, até mesmo com a experiência de quem também perdeu o pai tão cedo.
Descanse em paz, tio. Aproveite e dê um abraço no meu pai e um beijo na minha vó. Sei que vocês estão olhando por nós.
Mas, sinceramente, nunca senti falta e nem guardei rancor ou qualquer outro sentimento ruim quanto a isso. Ele tinha a vida dele, filhos para criar, muito trabalho e sempre lidei bem com o fato de nunca ter tido um padrinho na prática.
Sempre tive relação mais próxima com outros tios do que com ele mas penso que era por uma questão de afinidade. Então, nunca sofri por não ter tido padrinho no dia a dia.
Como deve ser com toda perda, algumas lições ficam. Uma é que a nossa vida pode acabar a qualquer momento e por isso nossa vida tem que ser vivida todos os dias.
Esse meu tio, por exemplo, sempre trabalhou muito. Muito mesmo. Trabalhou tanto não para ter luxo (ele sempre foi bem simples) mas para poder dar boas condições a sua família. Nos últimos anos, por causa do trabalho dele, meu tio viajava pelo Brasil, muitas das vezes em pequenos aviões para fiscalizar obras da empresa.
Ou seja, ele viveu boa parte da vida dele fazendo com que o chefe ficasse mais rico e sem poder desfrutar de tantos momentos junto aos seus. O dono da empresa, tenho certeza, desfruta bem a vida, às custas das vidas abdicadas pelos seus funcionários, como meu tio.
São escolhas que se fazem na vida. Por muito tempo eu vivi assim também e vi que só estava sacrificando minha vida para enriquecer os outros. E a entrada do transtorno de ansiedade na minha vida era o que eu precisava para acordar. Eu trabalhava antes para ganhar mais dinheiro mas mal tinha tempo de gastar e quando o fazia, fazia de forma errada.
Muitas pessoas, gastam horas das suas vidas para ganhar dinheiro para manter um padrão de vida que alguém disse que é o certo. Isso é vida? A quem serve isso? Certamente aos patrões que pagam salários ruins e sugam a vida de seus funcionários.
Há meses eu abdiquei do verbo "ter" na minha vida. Ter no sentido material, claro. Preciso dizer a vocês que tirei um peso enorme das minhas costas porque não tinha mais que trabalhar mais e mais para comprar um carro que alguém disse que é legal.
Eu vivo hoje com menos de 1/3 do que ganhava antes e posso dizer: minha vida anda muito boa. Cada vez melhor. Estou me cuidando, cuidando das pessoas que amo, ajudando os outros, fazendo exercícios, praticamente todo dia fazendo coisas prazerosas.
Enfim, meu tio fez uma escolha. Criou muito bem seus filhos e são esses que preciso dar apoio agora. Como primo e como ser humano que se preocupa com os outros.
Tio, sei que nunca estivermos próximos. Mas no meu coração não tem nada de sentimento ruim, muito pelo contrário. Sempre vou me lembrar de quando me apresentou a música do Zé Geraldo. Sempre entendi seu jeito e nunca me incomodei com isso. Esteja certo que farei o possível para dar apoio a sua família e tentar ajudá-los da forma que puder, até mesmo com a experiência de quem também perdeu o pai tão cedo.
Descanse em paz, tio. Aproveite e dê um abraço no meu pai e um beijo na minha vó. Sei que vocês estão olhando por nós.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Pensar em coisas boas
Quando alguém sabe que temos alguma coisa relacionada a depressão, sempre nos traz aquele conselho clássico "tente pensar em coisas boas". Como se realmente fosse fácil, né?
Nem culpo essas pessoas e na verdade agradeço pelo desejo de ajudar, mas infelizmente "ficar feliz" não é um botãozinho que apertamos na nossa cabeça e um mundo de pensamentos positivos surgem.
Mas o fato é que temos que tentar de alguma forma. Vou dar um exemplo: estava na quinta-feira muito chateado porque me dei conta que uma pessoa que amo muito não anda se cuidando, dando prioridade para si mesma. Já perdi uma pessoa querida porque essa não se cuidou e não quero perder outra. Então minha tristeza era porque por mais que eu falasse, não via mudanças de atitudes dessa pessoa.
Na quinta à noite eu tenho aula de natação e tem sido uma coisa maravilhosa na minha vida. Eu não sei nadar, então vou falar do ponto de vista de quem está aprendendo.
No meu caso pessoal, a natação tem sido o melhor exercício possível para dar uma folga para a minha mente. Na academia, enquanto fico malhando, não deixo de pensar nos problemas. Mesmo na yoga não atingi um nível que me permitisse desligar completamente. Lembrando que isso vai de cada um, ok?
Mas na natação eu consegui isso, por um motivo muito simples: quando estou tentando nadar, não me sobra tempo para pensar em qualquer outra coisa do que tentar nadar. Uma hora é "já deu 3 braçadas, tenho que respirar." "Ih, esqueci de soltar o ar pelo nariz" ou ainda "será que fiz a braçada direito". E todos os pensamentos sempre estão concorrendo com a necessidade básica: respirar.
Não sei como vai ser quando eu realmente estiver nadando, mas nessa fase eu não tenho como pensar na morte de bezerra. Porque se penso outra coisa, eu engulo água e me afogo. Ou seja, por necessidade básica do corpo humano (respirar) eu sou forçado a só pensar naquilo que estou fazendo.
Então, nessa última quinta, eu saí de lá completamente relaxado, pensando mais que não tinha feito as braçadas corretamente. O motivo da minha chateação não tinha sido resolvido mas ao menos, por uma hora, eu relaxei minha cabeça, o que todo mundo diz que é importante para quem tem qualquer tipo de transtorno.
Não é uma fuga dos nossos fantasmas, mas sim ocupar nosso cérebro com outras coisas e tentar dar aos problemas o máximo de atenção que eles pedem e nada mais.
Tenho procurado outras coisas para preencher meu tempo. Outras coisas que me façam rir ou "pensar coisas boas". Acho que buscar isso diariamente talvez seja uma maneira de ensinar ao nosso cérebro que "pensar coisas positivas" não é tão difícil assim.
Nem culpo essas pessoas e na verdade agradeço pelo desejo de ajudar, mas infelizmente "ficar feliz" não é um botãozinho que apertamos na nossa cabeça e um mundo de pensamentos positivos surgem.
Mas o fato é que temos que tentar de alguma forma. Vou dar um exemplo: estava na quinta-feira muito chateado porque me dei conta que uma pessoa que amo muito não anda se cuidando, dando prioridade para si mesma. Já perdi uma pessoa querida porque essa não se cuidou e não quero perder outra. Então minha tristeza era porque por mais que eu falasse, não via mudanças de atitudes dessa pessoa.
Na quinta à noite eu tenho aula de natação e tem sido uma coisa maravilhosa na minha vida. Eu não sei nadar, então vou falar do ponto de vista de quem está aprendendo.
No meu caso pessoal, a natação tem sido o melhor exercício possível para dar uma folga para a minha mente. Na academia, enquanto fico malhando, não deixo de pensar nos problemas. Mesmo na yoga não atingi um nível que me permitisse desligar completamente. Lembrando que isso vai de cada um, ok?
Mas na natação eu consegui isso, por um motivo muito simples: quando estou tentando nadar, não me sobra tempo para pensar em qualquer outra coisa do que tentar nadar. Uma hora é "já deu 3 braçadas, tenho que respirar." "Ih, esqueci de soltar o ar pelo nariz" ou ainda "será que fiz a braçada direito". E todos os pensamentos sempre estão concorrendo com a necessidade básica: respirar.
Não sei como vai ser quando eu realmente estiver nadando, mas nessa fase eu não tenho como pensar na morte de bezerra. Porque se penso outra coisa, eu engulo água e me afogo. Ou seja, por necessidade básica do corpo humano (respirar) eu sou forçado a só pensar naquilo que estou fazendo.
Então, nessa última quinta, eu saí de lá completamente relaxado, pensando mais que não tinha feito as braçadas corretamente. O motivo da minha chateação não tinha sido resolvido mas ao menos, por uma hora, eu relaxei minha cabeça, o que todo mundo diz que é importante para quem tem qualquer tipo de transtorno.
Não é uma fuga dos nossos fantasmas, mas sim ocupar nosso cérebro com outras coisas e tentar dar aos problemas o máximo de atenção que eles pedem e nada mais.
Tenho procurado outras coisas para preencher meu tempo. Outras coisas que me façam rir ou "pensar coisas boas". Acho que buscar isso diariamente talvez seja uma maneira de ensinar ao nosso cérebro que "pensar coisas positivas" não é tão difícil assim.
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Quando a dor aumenta
Desde que comecei a ter as crises de ansiedade sempre me passam pela cabeça pensamentos ruins, como se algo fosse acontecer comigo a qualquer momento. Uma dorzinha simples já é motivo pra pensar se não é algo mais sério.
Deve ser algo natural para quem sofre de ansiedade. Aquele preocupação que é normal, fica multiplicada muitas vezes e já achamos que estamos condenados.
Acho que no meu caso meu principal medo é de morrer. Não sei dizer porque mas fico com esse medo constante. Como se não quisesse morrer sem terminar todos os meus projetos e sonhos inacabados. Fica aquela sensação de que: "agora não, ainda preciso fazer tanta coisa".
Mas de todos os meus medos, o meu maior é perder a minha mãe. Perdi meu pai muito cedo e desde criança tinha sonhos relativos ao meu medo de perdê-la. Acho que talvez tudo isso seja o medo de ficar sozinho, sem ter ninguém pra cuidar de mim.
Sempre me senti muito só mas da mesma forma sempre soube que teria a minha mãe sempre que precisasse dela.
E quando a vejo passando mal, como nesse fim de semana, esse meu medo vem a tona e fico quase que desesperado.
Eu sei que as pessoas vão. Meu pai foi um dia, ela vai um dia e eu também vou um dia. Mas no fundo queria que tudo ficasse como na infância, que as pessoas não morressem.
Sim, não sei lidar com a perda. E preciso muito pensar nisso logo antes que aconteça o pior e eu não sei o que acontecerá comigo.
Todas as minhas ideias atuais, meus projetos, sonhos, desejos atuais não significam absolutamente nada quando se trata de algo que possa acontecer com a minha mãe. Eu sei que não posso me sentir assim, dependente de ter ela por perto. Mas esse medo é tão horrível...
Ontem tomei a dose dobrada do olcadil. Natural ainda mais quando se vê alguém que ama passando mal.
Deve ser algo natural para quem sofre de ansiedade. Aquele preocupação que é normal, fica multiplicada muitas vezes e já achamos que estamos condenados.
Acho que no meu caso meu principal medo é de morrer. Não sei dizer porque mas fico com esse medo constante. Como se não quisesse morrer sem terminar todos os meus projetos e sonhos inacabados. Fica aquela sensação de que: "agora não, ainda preciso fazer tanta coisa".
Mas de todos os meus medos, o meu maior é perder a minha mãe. Perdi meu pai muito cedo e desde criança tinha sonhos relativos ao meu medo de perdê-la. Acho que talvez tudo isso seja o medo de ficar sozinho, sem ter ninguém pra cuidar de mim.
Sempre me senti muito só mas da mesma forma sempre soube que teria a minha mãe sempre que precisasse dela.
E quando a vejo passando mal, como nesse fim de semana, esse meu medo vem a tona e fico quase que desesperado.
Eu sei que as pessoas vão. Meu pai foi um dia, ela vai um dia e eu também vou um dia. Mas no fundo queria que tudo ficasse como na infância, que as pessoas não morressem.
Sim, não sei lidar com a perda. E preciso muito pensar nisso logo antes que aconteça o pior e eu não sei o que acontecerá comigo.
Todas as minhas ideias atuais, meus projetos, sonhos, desejos atuais não significam absolutamente nada quando se trata de algo que possa acontecer com a minha mãe. Eu sei que não posso me sentir assim, dependente de ter ela por perto. Mas esse medo é tão horrível...
Ontem tomei a dose dobrada do olcadil. Natural ainda mais quando se vê alguém que ama passando mal.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Mais tempo com o Olcadil
Hoje cedo fui a uma médica (diferente do que o que me passou o Olcadil). Eu tive que ir pois precisava de um atestado para a natação e fui no SUS mesmo porque não queria pagar outra consulta com o médico que me atende normalmente.
Falei do Olcadil e da ansiedade e ela me disse que achava melhor me receitar outra receita. Ela foi muito clara nisso ao dizer que do jeito que me viu agir (enquanto eu procurava uns exames na mochila) ela percebeu que sou muito agitado.
Provavelmente eu vou comprar e usar o remédio ainda um tempo, até voltar no médico original. Não tinha prestado atenção na receita original mas estou com duas caixas do Olcadil de 2mg. Como estou tomando meio por dia, ou seja, vai pelo menos uns meses aí com essa receita.
A receita nova é de uma caixa do Olcadil 1mg que devo comprar para usar na fase do desmame. Ainda não sei quanto tempo isso vai levar mas estou fazendo tudo (ou quase tudo) que é preciso: academia, natação, psicóloga, tentando me ocupar ao máximo com os trabalhos.
Esses dias ando um pouco mais agitado e o sono não tem sido tão bom quanto foi nas outras semanas. Não sei se efeito ainda do fim de semana (pessoa na família foi ao hospital) ou se devido a outros fatores.
O médico que me receitou o Olcadil disse: "um comprimido à noite e se estiver nervoso durante o dia, meio". Mas como estou tomando só meio, vou pensar se aumento a dose. Se continuar assim ou piorar, provavelmente aumentarei a dose para um comprimido diário.
As atividades extras (academia, natação e terapia) talvez ainda não tenham feito o efeito que devem. Então, talvez com o tempo eu fique bem mais tranquilo e não precise do remédio.
Para quem chegou aqui hoje por causa do Olcadil, recomendo ler meus post anteriores nos quais eu relato como estou me saindo com ele.
Falei do Olcadil e da ansiedade e ela me disse que achava melhor me receitar outra receita. Ela foi muito clara nisso ao dizer que do jeito que me viu agir (enquanto eu procurava uns exames na mochila) ela percebeu que sou muito agitado.
Provavelmente eu vou comprar e usar o remédio ainda um tempo, até voltar no médico original. Não tinha prestado atenção na receita original mas estou com duas caixas do Olcadil de 2mg. Como estou tomando meio por dia, ou seja, vai pelo menos uns meses aí com essa receita.
A receita nova é de uma caixa do Olcadil 1mg que devo comprar para usar na fase do desmame. Ainda não sei quanto tempo isso vai levar mas estou fazendo tudo (ou quase tudo) que é preciso: academia, natação, psicóloga, tentando me ocupar ao máximo com os trabalhos.
Esses dias ando um pouco mais agitado e o sono não tem sido tão bom quanto foi nas outras semanas. Não sei se efeito ainda do fim de semana (pessoa na família foi ao hospital) ou se devido a outros fatores.
O médico que me receitou o Olcadil disse: "um comprimido à noite e se estiver nervoso durante o dia, meio". Mas como estou tomando só meio, vou pensar se aumento a dose. Se continuar assim ou piorar, provavelmente aumentarei a dose para um comprimido diário.
As atividades extras (academia, natação e terapia) talvez ainda não tenham feito o efeito que devem. Então, talvez com o tempo eu fique bem mais tranquilo e não precise do remédio.
Para quem chegou aqui hoje por causa do Olcadil, recomendo ler meus post anteriores nos quais eu relato como estou me saindo com ele.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Atualizações
Tenho andando bem desde que comecei com o Olcadil. Na verdade acho que não é só devido ao remédio. Recomecei terapia e algumas coisas mudaram na minha vida. Mudança de casa, inscrição em academia, inicio natação hoje entre outras coisas.
Estou correndo atrás para resolver várias coisas da minha vida, como pensar e trabalhar para pagar meus débitos. Por vários erros no passado, criei dívidas monstruosas que só consigo pagar em menos de um ano se conseguir um emprego que me pague um alto salário. Caso contrário, que é o que vai acontecer, vou pagar aos poucos e resolver as coisas aos poucos.
O fato é que estou movimentando as coisas para sair desse buraco que me meti. Sei que vai ser muito difícil e demorado mas não tem outro jeito de resolver se não começar logo. E tenho tanta coisa que gostaria de fazer que dependo de me livrar dessas coisas que me prendem. Então é muito positivo que comecei a mexer.
Nesses últimos dias, especialmente ontem e hoje, estou com um pouco de ansiedade. Não sei se devido ao contato com o banco para ver o tamanho da dívida, ou se porque hoje começo a natação.
Mas o que tem a ver a natação com isso? Sempre que começo uma coisa nova, fico ansioso. Não sei explicar porque. Já ministrei vários treinamentos no meu trabalho mas cada treinamento novo é como se fosse o primeiro. Eu fico nervoso e tudo mais.
Pode ser que esses dias eu esteja assim. Ontem fui dar uma aula de reforço de matemática para umas crianças numa escola e estava um pouco ansioso com isso. Eu fui bem mas acho que estava antecipando alguma coisa ruim. Com a natação hoje também me sinto assim.
Mas não posso afirmar se estou assim por causa disso tudo ou por outro fator. Não sei dizer. As coisas parecem encaminhadas e espero que essa ansiedade seja só momentânea.
Quanto ao remédio, ainda estou tomando meio comprimido. Em princípio eu não ia aumentar para a dose recomendada pelo médico mas com esses dias assim eu estou em dúvida. Espero que passe logo mas de qualquer forma vou questionar um médico que vou na semana que vem (preciso de um atestado pra natação).
Acho que o desafio nos dias ansiosos é não deixar ela nos dominar e usamos a racionalidade para nos perguntar: "por que estou sentido isso? o que está me causando isso? será que tenho motivos mesmo para estar nervoso?"
Desafios...
Estou correndo atrás para resolver várias coisas da minha vida, como pensar e trabalhar para pagar meus débitos. Por vários erros no passado, criei dívidas monstruosas que só consigo pagar em menos de um ano se conseguir um emprego que me pague um alto salário. Caso contrário, que é o que vai acontecer, vou pagar aos poucos e resolver as coisas aos poucos.
O fato é que estou movimentando as coisas para sair desse buraco que me meti. Sei que vai ser muito difícil e demorado mas não tem outro jeito de resolver se não começar logo. E tenho tanta coisa que gostaria de fazer que dependo de me livrar dessas coisas que me prendem. Então é muito positivo que comecei a mexer.
Nesses últimos dias, especialmente ontem e hoje, estou com um pouco de ansiedade. Não sei se devido ao contato com o banco para ver o tamanho da dívida, ou se porque hoje começo a natação.
Mas o que tem a ver a natação com isso? Sempre que começo uma coisa nova, fico ansioso. Não sei explicar porque. Já ministrei vários treinamentos no meu trabalho mas cada treinamento novo é como se fosse o primeiro. Eu fico nervoso e tudo mais.
Pode ser que esses dias eu esteja assim. Ontem fui dar uma aula de reforço de matemática para umas crianças numa escola e estava um pouco ansioso com isso. Eu fui bem mas acho que estava antecipando alguma coisa ruim. Com a natação hoje também me sinto assim.
Mas não posso afirmar se estou assim por causa disso tudo ou por outro fator. Não sei dizer. As coisas parecem encaminhadas e espero que essa ansiedade seja só momentânea.
Quanto ao remédio, ainda estou tomando meio comprimido. Em princípio eu não ia aumentar para a dose recomendada pelo médico mas com esses dias assim eu estou em dúvida. Espero que passe logo mas de qualquer forma vou questionar um médico que vou na semana que vem (preciso de um atestado pra natação).
Acho que o desafio nos dias ansiosos é não deixar ela nos dominar e usamos a racionalidade para nos perguntar: "por que estou sentido isso? o que está me causando isso? será que tenho motivos mesmo para estar nervoso?"
Desafios...
sábado, 24 de agosto de 2013
10 dias com Olcadil
Hoje completam 10 dias que comecei a tomar o Olcadil 2mg.
Para quem não leu os posts anteriores, eu sofro de ansiedade e o médico me indicou esse com o argumento que esse é da classe dos lights, pelos poucos efeitos colaterais que dá.
Com relação aos benefícios realmente o remédio agiu nos primeiros dias. Ando muito mais tranquilo. Não vou dizer 100% bom mas sem dúvida estou muito melhor. Ando com mais disposição para resolver meus problemas e meu sono melhorou muito.
Dormi quase todos os dias antes da meia noite. Mas o que me mais chamou a atenção foi a qualidade do sono. Eu praticamente estou dormindo direto sem acordar no meio da madrugada. Sinto que meu sono está bem mais pesado, o que certamente influencia na minha disposição durante o dia.
Com relação a efeitos colaterais, a única coisa que senti foi uma diminuição da libido. Nada comparado ao que ocorria com a Fluoxetina mas certamente houve uma diminuição, o que no meu caso é bem positivo (risos).
Ah, eu tomo meio comprimido e não estou pensando em tomar a dose que o médico passou (1 cp ao dia e meio durante o dia se me sentir mal) se eu continuar bem assim. Sempre tomo por volta das 21 hs, como o médico recomendou.
Para quem não leu os posts anteriores, eu sofro de ansiedade e o médico me indicou esse com o argumento que esse é da classe dos lights, pelos poucos efeitos colaterais que dá.
Com relação aos benefícios realmente o remédio agiu nos primeiros dias. Ando muito mais tranquilo. Não vou dizer 100% bom mas sem dúvida estou muito melhor. Ando com mais disposição para resolver meus problemas e meu sono melhorou muito.
Dormi quase todos os dias antes da meia noite. Mas o que me mais chamou a atenção foi a qualidade do sono. Eu praticamente estou dormindo direto sem acordar no meio da madrugada. Sinto que meu sono está bem mais pesado, o que certamente influencia na minha disposição durante o dia.
Com relação a efeitos colaterais, a única coisa que senti foi uma diminuição da libido. Nada comparado ao que ocorria com a Fluoxetina mas certamente houve uma diminuição, o que no meu caso é bem positivo (risos).
Ah, eu tomo meio comprimido e não estou pensando em tomar a dose que o médico passou (1 cp ao dia e meio durante o dia se me sentir mal) se eu continuar bem assim. Sempre tomo por volta das 21 hs, como o médico recomendou.
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domingo, 18 de agosto de 2013
Olcadil - funcionando (pelo menos comigo)
Já são 4 dias tomando o Olcadil 2mg e parece que está funcionando. Apesar do meu médico não ter me falado, li na bula que o ideal é começar com dose menor (meio comprimido) e aumentar com o tempo.
Como funcionou comigo: estou realmente bem mais calmo tanto que não precisei recorrer ao Rivotril nenhuma vez nesses dias, diferentemente do que estava acontecendo antes. Tenho tido um sono quase que normal. Dormindo cedo, acordando bem cedo de manhã e tendo dias tranquilos.
Não posso afirmar que foi apenas o Olcadil que me trouxe esse estado. Coisas boas aconteceram nesses dias, como ter feito os exames (eletro e eco) e ter ido a uma consulta com psicóloga. Mas o fato é que, além de dormir melhor e estar quase tranquilo, eu saí daquele estado letárgico e voltei a trabalhar bem. Além do mais comecei a trabalhar na resolução dos meus problemas financeiros, vendo o que pode ser feito e fazendo planos.
Efeitos colaterais? Não senti nenhum. Nenhum mesmo. Como disse o meu médico, esse Olcadil é da classe dos antidepressivos "lights".
Se você chegou aqui buscando informações sobre o Olcadil espero que esse meu depoimento te ajude. Mas nunca se esqueça que quem receita remédio é médico e também que o remédio sozinho não faz nada. São necessárias outras coisas, como fazer exercícios, terapia, reservar tempo para fazer coisas que gosta, etc. Pense nisso e se puder leia meu texto "O que você tem feito por você"
Como funcionou comigo: estou realmente bem mais calmo tanto que não precisei recorrer ao Rivotril nenhuma vez nesses dias, diferentemente do que estava acontecendo antes. Tenho tido um sono quase que normal. Dormindo cedo, acordando bem cedo de manhã e tendo dias tranquilos.
Não posso afirmar que foi apenas o Olcadil que me trouxe esse estado. Coisas boas aconteceram nesses dias, como ter feito os exames (eletro e eco) e ter ido a uma consulta com psicóloga. Mas o fato é que, além de dormir melhor e estar quase tranquilo, eu saí daquele estado letárgico e voltei a trabalhar bem. Além do mais comecei a trabalhar na resolução dos meus problemas financeiros, vendo o que pode ser feito e fazendo planos.
Efeitos colaterais? Não senti nenhum. Nenhum mesmo. Como disse o meu médico, esse Olcadil é da classe dos antidepressivos "lights".
Se você chegou aqui buscando informações sobre o Olcadil espero que esse meu depoimento te ajude. Mas nunca se esqueça que quem receita remédio é médico e também que o remédio sozinho não faz nada. São necessárias outras coisas, como fazer exercícios, terapia, reservar tempo para fazer coisas que gosta, etc. Pense nisso e se puder leia meu texto "O que você tem feito por você"
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Primeiro dia com o Olcadil
Ontem tomei meio comprimido do Olcadil 2mg e fiquei com um pouco de sono. Acabei dormindo depois do jogo e acordei umas 4:30 hs. Depois não consegui dormir mais e nem fiquei tentando muito, pois fiquei fazendo outras coisas.
Fora agora no fim da tarde, passei o dia bem tranquilo. Não sei se pelo efeito do remédio ou se pela tranquilidade de ter ido ao médico ontem e ter retomado ao trabalho.
Estava uns dias sem fazer nada no trabalho e andava sem vontade nenhuma de fazer as cosias. Uma das coisas que mais me preocupam são as pendências de trabalho mas mesmo assim fico sem vontade de trabalhar duro e terminá-las. Confuso né?
Minha ex-psico me dizia que isso era medo do que eu poderia encontrar quando não tivesse mais sob pressão de ter coisas para fazer. Já faz um bom tempo que vivo apagando incêndios e isso me incomoda muito. Mas por outro lado, não dou duro suficiente para acabar.
O fato é que parei de pegar novos trabalhos. Então, mesmo que demore muito mais, esses atuais vão acabar uma hora. O que será que encontrarei em mim quando isso tudo acabar?
Fora agora no fim da tarde, passei o dia bem tranquilo. Não sei se pelo efeito do remédio ou se pela tranquilidade de ter ido ao médico ontem e ter retomado ao trabalho.
Estava uns dias sem fazer nada no trabalho e andava sem vontade nenhuma de fazer as cosias. Uma das coisas que mais me preocupam são as pendências de trabalho mas mesmo assim fico sem vontade de trabalhar duro e terminá-las. Confuso né?
Minha ex-psico me dizia que isso era medo do que eu poderia encontrar quando não tivesse mais sob pressão de ter coisas para fazer. Já faz um bom tempo que vivo apagando incêndios e isso me incomoda muito. Mas por outro lado, não dou duro suficiente para acabar.
O fato é que parei de pegar novos trabalhos. Então, mesmo que demore muito mais, esses atuais vão acabar uma hora. O que será que encontrarei em mim quando isso tudo acabar?
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Olcadil - agora vai?
Estive com meu médico hoje conversando sobre os efeitos da fluoxetina e os meus medos. Foi muito legal pois ele passou um monte de exames para eu fazer e segundo ele meu eletro estava super normal. Disse que eu gastaria dinheiro com o eco mas se fosse para me tranquilizar ele pediria.
Gosto de médicos assim que escutam a gente e buscam uma solução que nos atenda. Como eu tinha reservado um dinheiro para os exames, então farei o eco nessa semana.
Deve estar tudo bem, como estava em janeiro, mas não custa nada (um pouco só..rs) verificar.
Sobre a ansiedade ele me indicou o Olcadil 2mg (Cloxazolam). Não conhecia essa remédio e pelo que li na internet ele tem efeitos rápidos e poucos efeitos colaterais. Segundo o médico, esse ansiolítico é dos lights.
Tomarei antes de dormir e espero que seja tão bom quanto li em vários relatos.
Pelo o que entendi ele não é um remédio para tratamento longo e a saída dele deve ser feita de forma gradual.
Vamos ver como me sairei com ele e postarei os resultados aqui.
Estou bem mais tranquilo pela conversa com o médico e com a proximidade da consulta com a psicóloga chegando. Vamos ver se controlo essa ansiedade e volto a ser produtivo :-)
Gosto de médicos assim que escutam a gente e buscam uma solução que nos atenda. Como eu tinha reservado um dinheiro para os exames, então farei o eco nessa semana.
Deve estar tudo bem, como estava em janeiro, mas não custa nada (um pouco só..rs) verificar.
Sobre a ansiedade ele me indicou o Olcadil 2mg (Cloxazolam). Não conhecia essa remédio e pelo que li na internet ele tem efeitos rápidos e poucos efeitos colaterais. Segundo o médico, esse ansiolítico é dos lights.
Tomarei antes de dormir e espero que seja tão bom quanto li em vários relatos.
Pelo o que entendi ele não é um remédio para tratamento longo e a saída dele deve ser feita de forma gradual.
Vamos ver como me sairei com ele e postarei os resultados aqui.
Estou bem mais tranquilo pela conversa com o médico e com a proximidade da consulta com a psicóloga chegando. Vamos ver se controlo essa ansiedade e volto a ser produtivo :-)
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terça-feira, 13 de agosto de 2013
Ansiedade, mais um dia
Ontem acordei cedo para ir ao médico. Meu propósito em procurar de novo um médico é pedir a ele todos os exames possíveis para me certificar que fisicamente está tudo bem comigo. Fiz alguns em janeiro mas queria algo mais completo dessa vez até para tentar provar para mim mesmo que não tenho nada que vá me fazer morrer a cada instante.
Só consegui marcar a consulta para esta quarta, então estou um pouco ansioso. Espero poder fazer o máximo de exames amanhã e estando tudo bem, vou me matricular na academia perto da nova casa (vamos nos mudar).
Ontem, ao ir para o médico estava estranhamente feliz. Digo estranhamente porque não tinha nenhum motivo aparente de estar feliz, já que nada mudou na prática na minha vida. Depois, já no meio da manhã comecei a ficar bem impaciente na fila dos correios. Não era uma impaciência normal de quem estava uma hora esperando para ser atendido. Acho que esse nervosismo pode ter sido por ter não conseguido consulta para ontem mesmo.
Voltei para casa e estava fazendo nada quando me chamaram para socorrer minha avó, que estava passando mal. Depois que conseguimos restabelecer a consciência dela, comecei a me sentir mal novamente. Voltei para casa e tomei umas 5 gotas de rivotril.
Fui fazendo umas respirações e procurei uns vídeos de yoga. Depois disso acabei caindo no sono e dormi até o início da noite. Quando acordei contei para minha mãe do ocorrido e falei que ela precisa ver alguém para ajudar a cuidar da minha avó. Eu não estarei aqui para sempre e nem minha mãe, nem minha tia podem cuidar dela sozinhas.
Depois voltei para o quarto para escrever um post novo para um outro blog que mantenho (sobre política) e acabei pegando no sono de novo. Fiquei nessa de dormir e acordar até umas 7 da manhã quando acordei e levantei de vez. Acordei me sentindo um pouco estranho e tentei me ocupar com alguma coisa, seja jogos ou lendo as notícias do dia.
Fui fazer uns exercícios de yoga e me cansou bastante. Faz um tempinho que não fazia yoga e o corpo sentiu bem. Mas acho que fez bem.
Aliás a yoga é ótima para várias coisas e recomendo a todo mundo. No início parece difícil acertar as posições mas é uma coisa que só se melhora com a prática. Aliás, se eu tivesse continuado com a yoga desde que comecei acho que hoje estaria fazendo bem os exercícios.
Eu tenho essa dificuldade. Começo as coisas e não dou continuidade. É assim no trabalho, nos projetos pessoais, nos relacionamentos. Sabem quando uma criança ganha um brinquedo novo, se diverte por 2 dias e cansa? Eu sou exatamente assim com tudo.
Não consigo entender a origem disso. Olhando um pouco para trás eu vejo que não era assim quando tinha meus 16 anos ou quando estava me preparando para o vestibular. Eu sempre fui bem focado e tinha uma capacidade incrível de cumprir metas em cima de planejamentos bem feitos. Não sei em que ponto da minha vida perdi isso.
Aliás, tenho pensando em documentar todas as minhas lembranças, até para tentar entender tudo o que acontece comigo. Sei que isso se faz também em terapia mas talvez escrever me ajude a entender melhor as coisas que aconteceram e como isso tudo me transformou no que sou hoje.
Ah, terapia marcada para essa sexta. Certamente estou ansioso e espero chegar bem lá sem ter que tomar muito rivotril. Eu sei que essa coisa vicia e depois será mais difícil de parar.
Vamos em frente
P.S.: fico pensando nas pessoas que lerão isso um dia. O que será que pensarão? Se identificarão? Acharão esperança?
Só consegui marcar a consulta para esta quarta, então estou um pouco ansioso. Espero poder fazer o máximo de exames amanhã e estando tudo bem, vou me matricular na academia perto da nova casa (vamos nos mudar).
Ontem, ao ir para o médico estava estranhamente feliz. Digo estranhamente porque não tinha nenhum motivo aparente de estar feliz, já que nada mudou na prática na minha vida. Depois, já no meio da manhã comecei a ficar bem impaciente na fila dos correios. Não era uma impaciência normal de quem estava uma hora esperando para ser atendido. Acho que esse nervosismo pode ter sido por ter não conseguido consulta para ontem mesmo.
Voltei para casa e estava fazendo nada quando me chamaram para socorrer minha avó, que estava passando mal. Depois que conseguimos restabelecer a consciência dela, comecei a me sentir mal novamente. Voltei para casa e tomei umas 5 gotas de rivotril.
Fui fazendo umas respirações e procurei uns vídeos de yoga. Depois disso acabei caindo no sono e dormi até o início da noite. Quando acordei contei para minha mãe do ocorrido e falei que ela precisa ver alguém para ajudar a cuidar da minha avó. Eu não estarei aqui para sempre e nem minha mãe, nem minha tia podem cuidar dela sozinhas.
Depois voltei para o quarto para escrever um post novo para um outro blog que mantenho (sobre política) e acabei pegando no sono de novo. Fiquei nessa de dormir e acordar até umas 7 da manhã quando acordei e levantei de vez. Acordei me sentindo um pouco estranho e tentei me ocupar com alguma coisa, seja jogos ou lendo as notícias do dia.
Fui fazer uns exercícios de yoga e me cansou bastante. Faz um tempinho que não fazia yoga e o corpo sentiu bem. Mas acho que fez bem.
Aliás a yoga é ótima para várias coisas e recomendo a todo mundo. No início parece difícil acertar as posições mas é uma coisa que só se melhora com a prática. Aliás, se eu tivesse continuado com a yoga desde que comecei acho que hoje estaria fazendo bem os exercícios.
Eu tenho essa dificuldade. Começo as coisas e não dou continuidade. É assim no trabalho, nos projetos pessoais, nos relacionamentos. Sabem quando uma criança ganha um brinquedo novo, se diverte por 2 dias e cansa? Eu sou exatamente assim com tudo.
Não consigo entender a origem disso. Olhando um pouco para trás eu vejo que não era assim quando tinha meus 16 anos ou quando estava me preparando para o vestibular. Eu sempre fui bem focado e tinha uma capacidade incrível de cumprir metas em cima de planejamentos bem feitos. Não sei em que ponto da minha vida perdi isso.
Aliás, tenho pensando em documentar todas as minhas lembranças, até para tentar entender tudo o que acontece comigo. Sei que isso se faz também em terapia mas talvez escrever me ajude a entender melhor as coisas que aconteceram e como isso tudo me transformou no que sou hoje.
Ah, terapia marcada para essa sexta. Certamente estou ansioso e espero chegar bem lá sem ter que tomar muito rivotril. Eu sei que essa coisa vicia e depois será mais difícil de parar.
Vamos em frente
P.S.: fico pensando nas pessoas que lerão isso um dia. O que será que pensarão? Se identificarão? Acharão esperança?
sábado, 10 de agosto de 2013
Qual a origem da ansiedade?
Assisti um vídeo excelente ontem que compartilho no final do post.
Ao final desse vídeo me veio uma pergunta que já me fiz muitas vezes? Qual a origem da ansiedade? Se a resposta fosse tão fácil estaríamos todos "curados". Mas não é.
Pelo que li por aí e pelo o que o próprio psicólogo me disse (escrevi para ele), as origens da ansiedade são variadas. Tem gente que desenvolve ansiedade pelo convívio com outras pessoas ansiosas, gente que traz isso do ventre (ainda não achei a referência médica disso), traumas passados, etc.
A indicação lógica dele (e eu concordo) que a maneira de descobrir isso é com terapia. Eu já fiz bastante tempo (5 anos) e parei por questões financeiras. Mas nunca chegamos a uma resposta. Segundo a minha ex-psicóloga não necessariamente a minha ansiedade foi causada por uma coisa só, o que também faz muito sentido.
Com os acontecimentos dos últimos dias tenho sentido mais vontade de descobrir as raízes dos meus problemas. Sei que podem ter coisas que podem estar escondidas na minha mente que talvez eu não queira mexer. Mas acho que a solução para a minha ansiedade passa necessariamente por eu percorrer todos os caminhos da minha mente, escondidos ou não.
Esse processo, eu já passei um pouco por isso, é bem doloroso. Da mesma forma que se vence uma fobia, como medo de voar (também tenho). Mas, como disse o Dr. Olegário, o medo deve ser enfrentado.
Assistam o vídeo dele e os outros que têm no canal dele.
E recomendo a leitura desse texto: http://www.fernandomagalhaes.pt/ansiedadegeral.html
Ao final desse vídeo me veio uma pergunta que já me fiz muitas vezes? Qual a origem da ansiedade? Se a resposta fosse tão fácil estaríamos todos "curados". Mas não é.
Pelo que li por aí e pelo o que o próprio psicólogo me disse (escrevi para ele), as origens da ansiedade são variadas. Tem gente que desenvolve ansiedade pelo convívio com outras pessoas ansiosas, gente que traz isso do ventre (ainda não achei a referência médica disso), traumas passados, etc.
A indicação lógica dele (e eu concordo) que a maneira de descobrir isso é com terapia. Eu já fiz bastante tempo (5 anos) e parei por questões financeiras. Mas nunca chegamos a uma resposta. Segundo a minha ex-psicóloga não necessariamente a minha ansiedade foi causada por uma coisa só, o que também faz muito sentido.
Com os acontecimentos dos últimos dias tenho sentido mais vontade de descobrir as raízes dos meus problemas. Sei que podem ter coisas que podem estar escondidas na minha mente que talvez eu não queira mexer. Mas acho que a solução para a minha ansiedade passa necessariamente por eu percorrer todos os caminhos da minha mente, escondidos ou não.
Esse processo, eu já passei um pouco por isso, é bem doloroso. Da mesma forma que se vence uma fobia, como medo de voar (também tenho). Mas, como disse o Dr. Olegário, o medo deve ser enfrentado.
Assistam o vídeo dele e os outros que têm no canal dele.
E recomendo a leitura desse texto: http://www.fernandomagalhaes.pt/ansiedadegeral.html
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Lutar contra a ansiedade?
Se luta contra a ansiedade?
Li em algum lugar que todos que temos ansiedade não devemos lutar contra ela e sim aprender a lidar com ela. Talvez seja o que dê resultado mas é uma tarefa bem complicada.
Por exemplo: estamos no meio de uma crise de ansiedade e o que fazemos? Eu tento ficar falando para mim mesmo que estou "apenas" tendo uma crise e que vai passar. Mas tem horas que nem isso e nem aqueles exercícios de respiração funcionam. Aí eu tenho que apelar para o Rivotril que leva um tempinho mas funciona.
Como os médicos falam, o Rivotril é uma solução SOS. Não tratamos ansiedade com ele e sim aliviamos os efeitos dela em momentos de emergência.
Agora há pouco eu tomei umas gotas. Comigo 8 gotas do rivotril de 0,25 mg tem funcionado. Mas já é a quarta vez que tomo nessa semana e isso tá errado.
Depois do desmaio de quarta, o médico fez encaminhamento para terapia. Espero conseguir atendimento rápido no serviço público pois não tenho condições de pagar terapia. Vamos ver.
Pós desmaio
Ainda ando bem assustado com o que aconteceu na quarta, Em alguns momentos vem as imagens de eu caindo, no chão, minha mãe bem assustada e nervosa, etc. Sei que esses traumas não passam de um dia para outro e vai sumindo aos poucos. É uma daquelas coisas que temos que lidar e não lutar. O sentimento tá lá e não adianta negá-lo. O desafio é aprender. No caso, tentar se conscientizar que o trauma vai sumir aos poucos.
Parei mesmo com a fluoxetina. Não vou tomar mais até que passe por um psicólogo. Tentarei fazer o que todos recomendam: terapia, exercícios, viver mais, interagir com as pessoas, etc. Vamos ver se consigo tratar a minha ansiedade fazendo isso.
Desde que comecei a ter isso, eu sinto dores no peito de tempos em tempos. Já me explicaram que isso é causado pela respiração ruim (porque estou nervoso) e é efeito da ansiedade. Mas como bom ansioso que sou, vou pedir ao médico exames mais detalhados na semana que vem. Eu já fiz em 2010 e acho que vale a pena fazer agora.
É isso. Efeito do Rivotril daqui a pouco vai agir e posso pegar no sono...hehehe. Melhoras para todos nós!
Li em algum lugar que todos que temos ansiedade não devemos lutar contra ela e sim aprender a lidar com ela. Talvez seja o que dê resultado mas é uma tarefa bem complicada.
Por exemplo: estamos no meio de uma crise de ansiedade e o que fazemos? Eu tento ficar falando para mim mesmo que estou "apenas" tendo uma crise e que vai passar. Mas tem horas que nem isso e nem aqueles exercícios de respiração funcionam. Aí eu tenho que apelar para o Rivotril que leva um tempinho mas funciona.
Como os médicos falam, o Rivotril é uma solução SOS. Não tratamos ansiedade com ele e sim aliviamos os efeitos dela em momentos de emergência.
Agora há pouco eu tomei umas gotas. Comigo 8 gotas do rivotril de 0,25 mg tem funcionado. Mas já é a quarta vez que tomo nessa semana e isso tá errado.
Depois do desmaio de quarta, o médico fez encaminhamento para terapia. Espero conseguir atendimento rápido no serviço público pois não tenho condições de pagar terapia. Vamos ver.
Pós desmaio
Ainda ando bem assustado com o que aconteceu na quarta, Em alguns momentos vem as imagens de eu caindo, no chão, minha mãe bem assustada e nervosa, etc. Sei que esses traumas não passam de um dia para outro e vai sumindo aos poucos. É uma daquelas coisas que temos que lidar e não lutar. O sentimento tá lá e não adianta negá-lo. O desafio é aprender. No caso, tentar se conscientizar que o trauma vai sumir aos poucos.
Parei mesmo com a fluoxetina. Não vou tomar mais até que passe por um psicólogo. Tentarei fazer o que todos recomendam: terapia, exercícios, viver mais, interagir com as pessoas, etc. Vamos ver se consigo tratar a minha ansiedade fazendo isso.
Desde que comecei a ter isso, eu sinto dores no peito de tempos em tempos. Já me explicaram que isso é causado pela respiração ruim (porque estou nervoso) e é efeito da ansiedade. Mas como bom ansioso que sou, vou pedir ao médico exames mais detalhados na semana que vem. Eu já fiz em 2010 e acho que vale a pena fazer agora.
É isso. Efeito do Rivotril daqui a pouco vai agir e posso pegar no sono...hehehe. Melhoras para todos nós!
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quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Fluoxetina dia 11 - paro ou não paro?
Hoje foi o pior dia do reinício com a Fluoxetina. Estou pensando seriamente em parar e tratar minha ansiedade de formas mais naturais.
Eu sou meio desligado com alimentação. Fico horas sem comer e nunca me fez mal. Hoje tinha tomando iogurte com cereais de manhã e estava sem comer nada. Além de tudo estava com uma moleza muito grande.
Levantei para ajudar a minha mãe a carregar um butijão de gás e quando fui ao banheiro tudo escureceu. Pensei logo na falta de alimentação e corri pra pegar a primeira coisa salgada que vi na frente, uma fatia de presunto.
Como malhava, sei que banana dá energia também e comecei a descascar uma. Minha mãe percebeu e só me lembro de ter andado pro quarto e desmaiado no chão. Na hora, além do susto eu só pensava na minha mãe que chegou a ir ao hospital esse ano por problemas cardíacos.
Demorei um pouco a voltar a quase consciência e fiquei deitado no chão, enquanto ela me dava iogurte (açúcar) e passava álcool nas narinas para eu despertar.
Foi horrível e todas as doenças passaram pela minha cabeça naqueles longos minutos. Logo pedi para que me levasse ao PS e achei mesmo que estava tendo alguma coisa mais séria. Acho que com o susto a ansiedade foi ativada e comecei a ficar nervoso.
Chegamos no PS e minha pressão estava 16 por 10. Depois de 2 hs de espera fui atendido e o médico falou o que era óbvio e pediu encaminhamento para terapia.
Não sei se continuo com o remédio. Passar mais sustos assim eu não quero, principalmente pela minha mãe. Espero que melhore logo e aí esteja mais tranquilo pra decidir o que fazer.
Eu sou meio desligado com alimentação. Fico horas sem comer e nunca me fez mal. Hoje tinha tomando iogurte com cereais de manhã e estava sem comer nada. Além de tudo estava com uma moleza muito grande.
Levantei para ajudar a minha mãe a carregar um butijão de gás e quando fui ao banheiro tudo escureceu. Pensei logo na falta de alimentação e corri pra pegar a primeira coisa salgada que vi na frente, uma fatia de presunto.
Como malhava, sei que banana dá energia também e comecei a descascar uma. Minha mãe percebeu e só me lembro de ter andado pro quarto e desmaiado no chão. Na hora, além do susto eu só pensava na minha mãe que chegou a ir ao hospital esse ano por problemas cardíacos.
Demorei um pouco a voltar a quase consciência e fiquei deitado no chão, enquanto ela me dava iogurte (açúcar) e passava álcool nas narinas para eu despertar.
Foi horrível e todas as doenças passaram pela minha cabeça naqueles longos minutos. Logo pedi para que me levasse ao PS e achei mesmo que estava tendo alguma coisa mais séria. Acho que com o susto a ansiedade foi ativada e comecei a ficar nervoso.
Chegamos no PS e minha pressão estava 16 por 10. Depois de 2 hs de espera fui atendido e o médico falou o que era óbvio e pediu encaminhamento para terapia.
Não sei se continuo com o remédio. Passar mais sustos assim eu não quero, principalmente pela minha mãe. Espero que melhore logo e aí esteja mais tranquilo pra decidir o que fazer.
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