Finalmente recomecei nessa semana a fazer terapia. Terapeuta com ar de intelectual, que me deixou falar bastante e perto de casa. Ah, e bem acima do que queria pagar. Mas paciência, vai se pagar rápido se eu conseguir controlar meus problemas comigo mesmo.
Cada semana tem sido na torcida para chegar logo sexta. Acho que não vai mudar nas próximas semanas, pois não vejo chefes me colocando em projetos, apenas em tarefas pontuais. Mas está valendo, visto que meu dia tem passado rápido.
Também comecei uma dieta essa semana, tomando aquele suco verde e maneirando bem nas refeições. Eu já estava dividindo as refeições direito, vamos ver se agora vai melhorar.
Além disso, por conta de problemas anais (sim, hemorroida) vi que preciso comer fibras. E seguindo recomendação materna, comecei a comer all bran. Li em vários lugares que realmente regula o intestino e ajuda a emagrecer, graças ao fato de ser de baixa calorias e por causa das fibras causar sensação de saciedade. O objetivo é o intestino mas se ajudar em outras coisas, ótimo.
Espero que na terapia eu consiga continuar o processo de autoconhecimento que comecei com a antiga terapeuta. Tenho muitas questões a resolver e sei que quanto mais demorar pra tratar, pior pode ficar.
Acho que nessa semana não recorri ao rivotril nenhuma vez. Tive pensamentos ruins, muitas vezes até, mas não cheguei ao ponto de apelar. Na torcida para a próxima semana ser ainda melhor.
Volto essa semana na minha cardio e vou pedir para renovar a receita do olcadil. Dizem que ele é apenas por pouco tempo mas como não estou curado (nem perto disso) da ansiedade, ou melhor, não estou em um estado normopata, não vejo porque deixar de tomar. E não queria ter ter passar a tomar outra coisa, especialmente pelos efeitos desagradáveis que sempre vem.
Venho aqui de tempos em tempos para tentar organizar meus pensamentos e, anonimamente, expurgar tudo o que me sufoca.
sábado, 23 de agosto de 2014
domingo, 17 de agosto de 2014
Medo de morrer
Se hoje me perguntassem qual a coisa que mais me aflige, mais me aterroriza é esse medo da morte constante.
Se sinto alguma coisa, uma dor qualquer, já é motivo para pensar que estou com algo grave. Muitas vezes penso que minha estada nesse mundo não vai ser longa. Agora, por exemplo, estou bem agitado, achando que posso estar com meu coração com problema e que posso ter um ataque cardíaco.
Fazia tempo que não tinha esses momentos tão agitados com uma frequência tão grande. Tem sido quase semanal (tudo bem, há 3 meses tinha isso 2/3 vezes por semana) e de novo recorri ao rivotril. Estava me sentindo um pouco agitado e o pavor de ter aquela crise de 2010 de novo me fez recorrer ao SOS. O duro é que depois disso comecei a ficar mais agitado ainda, sentindo algo no peito, uma espécie de aperto.
Felizmente marquei psicóloga pra essa semana. Será só na sexta mas espero que agora recomece um tratamento para esse transtorno que me incomoda tanto.
Fico tentando fazer aqueles exercícios de respiração (respira fundo, segura, e solta - tudo contando até 8) mas não consigo me concentrar quando estou nesses momentos de agitação. Eu tenho tanta coisa pra me ocupar, leituras, pendências de trabalho, aqueles projetos que fico adiando... Mas não consigo pegar nada disso nesses momentos de ansiedade e me ocupar.
Queria aprender a lidar com esses momentos e certamente vou perguntar isso a minha nova psicóloga. Preciso de um passo a passo do que fazer quanto estiver assim. Hoje, eu tomo rivotril, bebo uma quantidade grande de água e ultimamente tenho vindo escrever aqui.
Sei que a morte é o destino de todos nós, mas eu me assusto tanto com isso que esse medo me domina (talvez isso explique meu medo de voar).
As coisas parecem melhorar no campo profissional, mais responsabilidades, elogios vindo dos colegas e equipe me integrando cada vez mais. Nos estudos também parece que vou bem. No financeiro estou me organizando, embora ainda longe de resolver os meus problemas. Mas estou caminhando.
Sinto falta de ter alguém e sempre lembro da guria. Mas fico pensando como seria estranho estar alguém e ter uma crise de ansiedade. No pico das minhas crises eu estava iniciando um relacionamento. Nunca cheguei a ter uma crise na frente dela mas aconteceram algumas vezes durante nosso namoro (e ela sabia disso).
Toda vez que morre alguém eu sempre fico muito abalado. Nas últimas semanas têm morrido muitas pessoas famosas e possivelmente isso tem me afetado.
Eu deveria ser tão feliz por tudo que tenho hoje. Falta muita coisa, claro. Mas comparado a como estava ano passado minha vida está muito melhor. No entanto, esse medo constante de morrer está comigo todos os dias. Fico pensando se serei como aquele cara do filme que mesmo velho ainda via seus amigos imaginários. Será que é alguma coisa que terei que lidar pra sempre ou um dia serei curado?
Se sinto alguma coisa, uma dor qualquer, já é motivo para pensar que estou com algo grave. Muitas vezes penso que minha estada nesse mundo não vai ser longa. Agora, por exemplo, estou bem agitado, achando que posso estar com meu coração com problema e que posso ter um ataque cardíaco.
Fazia tempo que não tinha esses momentos tão agitados com uma frequência tão grande. Tem sido quase semanal (tudo bem, há 3 meses tinha isso 2/3 vezes por semana) e de novo recorri ao rivotril. Estava me sentindo um pouco agitado e o pavor de ter aquela crise de 2010 de novo me fez recorrer ao SOS. O duro é que depois disso comecei a ficar mais agitado ainda, sentindo algo no peito, uma espécie de aperto.
Felizmente marquei psicóloga pra essa semana. Será só na sexta mas espero que agora recomece um tratamento para esse transtorno que me incomoda tanto.
Fico tentando fazer aqueles exercícios de respiração (respira fundo, segura, e solta - tudo contando até 8) mas não consigo me concentrar quando estou nesses momentos de agitação. Eu tenho tanta coisa pra me ocupar, leituras, pendências de trabalho, aqueles projetos que fico adiando... Mas não consigo pegar nada disso nesses momentos de ansiedade e me ocupar.
Queria aprender a lidar com esses momentos e certamente vou perguntar isso a minha nova psicóloga. Preciso de um passo a passo do que fazer quanto estiver assim. Hoje, eu tomo rivotril, bebo uma quantidade grande de água e ultimamente tenho vindo escrever aqui.
Sei que a morte é o destino de todos nós, mas eu me assusto tanto com isso que esse medo me domina (talvez isso explique meu medo de voar).
As coisas parecem melhorar no campo profissional, mais responsabilidades, elogios vindo dos colegas e equipe me integrando cada vez mais. Nos estudos também parece que vou bem. No financeiro estou me organizando, embora ainda longe de resolver os meus problemas. Mas estou caminhando.
Sinto falta de ter alguém e sempre lembro da guria. Mas fico pensando como seria estranho estar alguém e ter uma crise de ansiedade. No pico das minhas crises eu estava iniciando um relacionamento. Nunca cheguei a ter uma crise na frente dela mas aconteceram algumas vezes durante nosso namoro (e ela sabia disso).
Toda vez que morre alguém eu sempre fico muito abalado. Nas últimas semanas têm morrido muitas pessoas famosas e possivelmente isso tem me afetado.
Eu deveria ser tão feliz por tudo que tenho hoje. Falta muita coisa, claro. Mas comparado a como estava ano passado minha vida está muito melhor. No entanto, esse medo constante de morrer está comigo todos os dias. Fico pensando se serei como aquele cara do filme que mesmo velho ainda via seus amigos imaginários. Será que é alguma coisa que terei que lidar pra sempre ou um dia serei curado?
domingo, 10 de agosto de 2014
Manter-se ocupado
Ainda acordo no domingo pensando em quão longe está o próximo fim de semana. O mundo ideal seria estarmos super animados com a segunda-feira que traz consigo a volta ao trabalho, ou no máximo indiferentes.
Mas já fazem muitos domingos que já acordo torcendo que chegue logo o fim de semana. Meu alento nessa semana é que retorno com as atividades acadêmicas e com isso a semana tenderá a passar mais rápido. Mas até quando isso? Isso é saudável? Acho que não...
No trabalho, além de ter buscado me ocupar (mesmo com tarefas chatas), parece que terei dias bem ocupados, pelo fato da equipe estar momentaneamente desfalcada. Dentro do que andei "reclamando" nas últimas semanas, isso pode ser uma coisa boa. Mas como eu sempre vejo os dois lados da moeda, não sei se será melhor ou pior com esse desfalque, que era responsável pela maior parte dos momentos descontraídos que eu tinha no trabalho. Vida que segue e mais um desafio pela frente.
Tenho uma infinidade de coisas que posso fazer no meu tempo fora do trabalho que preciso me organizar, porque corro o risco de não fazer nada e me meter em coisas demais de novo. Além disso, preciso mesmo tirar um tempo para o que as pessoas chamam de lazer. Sério, eu me divirto aprendendo coisas novas mas sei que isso não basta.
Já dizia o poeta que é impossível ser feliz sozinho. Há uns anos, eu sofria constantemente de refluxo. Para quem não sabe, na prática o efeito do refluxo é o alimento voltar do estômago e você acabar se engasgando. Não sei se é com todos mas comigo sempre aconteceu dormindo (mania de comer tarde) e acordava sem conseguir respirar direito. Além disso, depois de vomitar um líquido com gosto horrível e misturado com sangue, eu ficava muito assustado.
Por que comecei falando de poeta e terminei no refluxo? É porque nesses momentos eu pensava: "E se eu morrer aqui? Alguém vai me achar?"
Toda vez que fico mal de saúde, sempre penso em como será na velhice se eu não tiver alguém (e se chegar lá). Hoje eu sou uma pessoa relativamente independente e nessas horas, se não for nada grave, eu mesmo cuido de mim. Mas e lá na frente? Vejo pelas pessoas idosas que inevitavelmente precisam de alguém junto o tempo quase todo.
Eu ando tão ocupado cuidando da minha carreira e correndo atrás do dinheiro para pagar os meus erros do passado (impostos) que não tem me sobrado tempo para nada. Fico pensando como seria se eu tivesse namorando hoje. A última terminou dizendo que "você nunca está presente quando eu preciso de você". Isso não mudou de 2010 para cá e só piorou, pois além das tarefas já citadas, ainda tenho tentado ser um filho melhor e dar mais apoio a pessoa mais importante do mundo para mim.
Uns posts atrás eu estava me questionando (junto com o bot leitor do blog) o que eu teria a oferecer agora em um relacionamento. Sou uma pessoa divertida e tal, acho que sou uma pessoa boa e tenho cara de normal (como diria um amigo). Mas, pelas minhas experiências, sei que isso é muito pouco.
Preciso mesmo pensar nessas coisas e tentar achar um tempo para ao menos me divertir. Quem sabe eu não acho uma pessoa louca o suficiente para se divertir comigo no curto tempo que tenho livre?
Mas já fazem muitos domingos que já acordo torcendo que chegue logo o fim de semana. Meu alento nessa semana é que retorno com as atividades acadêmicas e com isso a semana tenderá a passar mais rápido. Mas até quando isso? Isso é saudável? Acho que não...
No trabalho, além de ter buscado me ocupar (mesmo com tarefas chatas), parece que terei dias bem ocupados, pelo fato da equipe estar momentaneamente desfalcada. Dentro do que andei "reclamando" nas últimas semanas, isso pode ser uma coisa boa. Mas como eu sempre vejo os dois lados da moeda, não sei se será melhor ou pior com esse desfalque, que era responsável pela maior parte dos momentos descontraídos que eu tinha no trabalho. Vida que segue e mais um desafio pela frente.
Tenho uma infinidade de coisas que posso fazer no meu tempo fora do trabalho que preciso me organizar, porque corro o risco de não fazer nada e me meter em coisas demais de novo. Além disso, preciso mesmo tirar um tempo para o que as pessoas chamam de lazer. Sério, eu me divirto aprendendo coisas novas mas sei que isso não basta.
Já dizia o poeta que é impossível ser feliz sozinho. Há uns anos, eu sofria constantemente de refluxo. Para quem não sabe, na prática o efeito do refluxo é o alimento voltar do estômago e você acabar se engasgando. Não sei se é com todos mas comigo sempre aconteceu dormindo (mania de comer tarde) e acordava sem conseguir respirar direito. Além disso, depois de vomitar um líquido com gosto horrível e misturado com sangue, eu ficava muito assustado.
Por que comecei falando de poeta e terminei no refluxo? É porque nesses momentos eu pensava: "E se eu morrer aqui? Alguém vai me achar?"
Toda vez que fico mal de saúde, sempre penso em como será na velhice se eu não tiver alguém (e se chegar lá). Hoje eu sou uma pessoa relativamente independente e nessas horas, se não for nada grave, eu mesmo cuido de mim. Mas e lá na frente? Vejo pelas pessoas idosas que inevitavelmente precisam de alguém junto o tempo quase todo.
Eu ando tão ocupado cuidando da minha carreira e correndo atrás do dinheiro para pagar os meus erros do passado (impostos) que não tem me sobrado tempo para nada. Fico pensando como seria se eu tivesse namorando hoje. A última terminou dizendo que "você nunca está presente quando eu preciso de você". Isso não mudou de 2010 para cá e só piorou, pois além das tarefas já citadas, ainda tenho tentado ser um filho melhor e dar mais apoio a pessoa mais importante do mundo para mim.
Uns posts atrás eu estava me questionando (junto com o bot leitor do blog) o que eu teria a oferecer agora em um relacionamento. Sou uma pessoa divertida e tal, acho que sou uma pessoa boa e tenho cara de normal (como diria um amigo). Mas, pelas minhas experiências, sei que isso é muito pouco.
Preciso mesmo pensar nessas coisas e tentar achar um tempo para ao menos me divertir. Quem sabe eu não acho uma pessoa louca o suficiente para se divertir comigo no curto tempo que tenho livre?
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Segurança é importante. Mas e a felicidade?
Essa semana me rendi ao rivotril mais uma vez. Dessa vez foi no trabalho, comecei a ficar nervoso do nada e ter pensamentos ruins. Tomei umas gotas e depois antecipei o meu olcadil da noite para a tarde. Até que funcionou pois pouco tempo depois estava calmo. Mas uma crise dessa não vem do nada... e por que ela aconteceu?
Profissionalmente estou numa situação que muitos poderia considerar perfeita. Estou numa grande empresa, não ganho mal (pelo menos para mim é suficiente), as pessoas em volta são legais no geral. Apesar de estar tendo mais atividades, ainda fica aquela sensação de que estou perdendo tempo lá.
Essa semana foi extremamente difícil sair da cama e ir para o trabalho. Cheguei depois das 9 hs quase todos os dias. Claro que houve uma evolução, pois pelo menos tive atividades. Mas nada que me agregasse grandes conhecimentos.
Em paralelo fico vendo, pelas newsletters de mercado que recebo, que estou investindo meu tempo em algo que não vai me abrir muitas possibilidades de trabalho no futuro. E como não tenho mais 20 anos, não tenho tanto tempo assim para desperdiçar em oportunidades erradas.
Por outro lado... a segurança. Estou em um trabalho que dificilmente serei demitido antes do fim do contrato (mais um ano), a cobrança é bem pequena e o ritmo é muito diferente do que eu tinha antes.
Essas coisas todas deveriam ser motivos para comemorar, não? Mas por que não consigo me sentir feliz lá? Por que fico torcendo para chegar logo 18 hs e ir embora? Por que tenho a impressão, às vezes, que apesar das pessoas gostarem de mim elas nunca me incluirão para nada?
A segurança que eu tenho hoje é muito boa por vários motivos. Necessidade de fazer um colchão para o futuro, poder cuidar da minha vida acadêmica de maneira tranquila, acertar dívidas antigas, entre outras coisas.
Mas não consigo entender porque não estou agradecendo por tudo que tenho e me sinto infeliz lá? Querendo que chegue logo o fim de semana, contando as horas para dar a hora de ir embora. Hoje o meu grande receio é: conseguirei suportar essas coisas que me deixam infelizes tempo suficiente para conseguir meu colchão?
Porque hoje isso me parece muito difícil. Não é normal ter pouca vontade de sair da cama para trabalhar, estar lá pensando na hora de ir embora, torcer loucamente pelo fim de semana e ficar extremamente deprimido no domingo. Isso não é normal.
Mudar de emprego? Poderia ser uma opção mas para meus planos a médio prazo, essa segurança é tão importante que preciso achar uma forma de me ocupar lá e não ter tempo para pensar em besteiras.. Sair da cama e ir para lá não pode ser tão difícil, porque nesse ritmo acho que não completo nem um ano de trabalho.
Muitas das coisas que me incomodam não dependem das pessoas que estão a minha volta. A empresa é tão grande que certas coisas não dependem mesmo dos meus colegas. Mas preciso encontrar em mim um ânimo para fazer essa jornada ser menos dolorida.
Um especialista em RH me disse anos atrás: as pessoas não te motivam. Motivação não é algo que alguém te dá. Ela existe dentro de vc.
Pois é... preciso encontrar a minha para manter essa segurança de modo que tenha melhores condições (poupança) de tomar decisões mais ousadas no futuro. Mas como encontrar essa motivação? Espero que eu encontre logo...
Profissionalmente estou numa situação que muitos poderia considerar perfeita. Estou numa grande empresa, não ganho mal (pelo menos para mim é suficiente), as pessoas em volta são legais no geral. Apesar de estar tendo mais atividades, ainda fica aquela sensação de que estou perdendo tempo lá.
Essa semana foi extremamente difícil sair da cama e ir para o trabalho. Cheguei depois das 9 hs quase todos os dias. Claro que houve uma evolução, pois pelo menos tive atividades. Mas nada que me agregasse grandes conhecimentos.
Em paralelo fico vendo, pelas newsletters de mercado que recebo, que estou investindo meu tempo em algo que não vai me abrir muitas possibilidades de trabalho no futuro. E como não tenho mais 20 anos, não tenho tanto tempo assim para desperdiçar em oportunidades erradas.
Por outro lado... a segurança. Estou em um trabalho que dificilmente serei demitido antes do fim do contrato (mais um ano), a cobrança é bem pequena e o ritmo é muito diferente do que eu tinha antes.
Essas coisas todas deveriam ser motivos para comemorar, não? Mas por que não consigo me sentir feliz lá? Por que fico torcendo para chegar logo 18 hs e ir embora? Por que tenho a impressão, às vezes, que apesar das pessoas gostarem de mim elas nunca me incluirão para nada?
A segurança que eu tenho hoje é muito boa por vários motivos. Necessidade de fazer um colchão para o futuro, poder cuidar da minha vida acadêmica de maneira tranquila, acertar dívidas antigas, entre outras coisas.
Mas não consigo entender porque não estou agradecendo por tudo que tenho e me sinto infeliz lá? Querendo que chegue logo o fim de semana, contando as horas para dar a hora de ir embora. Hoje o meu grande receio é: conseguirei suportar essas coisas que me deixam infelizes tempo suficiente para conseguir meu colchão?
Porque hoje isso me parece muito difícil. Não é normal ter pouca vontade de sair da cama para trabalhar, estar lá pensando na hora de ir embora, torcer loucamente pelo fim de semana e ficar extremamente deprimido no domingo. Isso não é normal.
Mudar de emprego? Poderia ser uma opção mas para meus planos a médio prazo, essa segurança é tão importante que preciso achar uma forma de me ocupar lá e não ter tempo para pensar em besteiras.. Sair da cama e ir para lá não pode ser tão difícil, porque nesse ritmo acho que não completo nem um ano de trabalho.
Muitas das coisas que me incomodam não dependem das pessoas que estão a minha volta. A empresa é tão grande que certas coisas não dependem mesmo dos meus colegas. Mas preciso encontrar em mim um ânimo para fazer essa jornada ser menos dolorida.
Um especialista em RH me disse anos atrás: as pessoas não te motivam. Motivação não é algo que alguém te dá. Ela existe dentro de vc.
Pois é... preciso encontrar a minha para manter essa segurança de modo que tenha melhores condições (poupança) de tomar decisões mais ousadas no futuro. Mas como encontrar essa motivação? Espero que eu encontre logo...
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Batalha perdida
Toda vez que preciso recorrer ao rivotril sinto que perdi uma batalha na guerra contra a ansiedade. Fazia exatamente uma semana que não tinha tomado o rivotril e a última foi disparada porque senti um gosto estranho na garganta e já me imaginei com algo super sério.
Ao contrário da outra, essa semana até que não foi ruim. Não vou dizer maravilhosa, mas não foi ruim. Tive uma conversa animadora no trabalho e as coisas ficaram mais interessantes por lá. Longe de ser ótimo, mas muito melhor do que têm sido as últimas semanas. Tenho as mesmas preocupações de antes e devo ter pensado em morte todos os dias da semana, mas foi uma semana melhor, por conta do fator trabalho e por uma nova perspectiva nos estudos.
Mas hoje, ao chegar em casa e vir para a minha cama, liguei me computador e comecei a me inteirar das notícias do dia. Do nada comecei a ficar nervoso e agitado (ainda estou). Não me veio nada em especial mas comecei a me sentir agitado demais e recorri ao rivotril (dessa vez 10 gotas).
Não entendo porque mesmo isso aconteceu. Não teve nada em especial que me chateasse hoje e eu estava feliz porque tinha começado o tão sonhado fim de semana, com tanto para fazer (e dormir). Por isso não consigo entender como apareceu essa crise de ansiedade de agora.
Estou aqui escrevendo (possivelmente sem muita coesão entre os parágrafos) na expectativa que o SOS faça logo seu efeito e me deixe calmo. Fico me perguntando se isso não teria a ver com uma crise de pressão alta mas estou com os remédios em dia e o resultado do exame que pegarei amanhã (MAPA) deve mostrar bons números. Durante o uso do aparelho semana passada, olhei minha pressão por várias vezes e, ao contrário da outra vez, estava sempre normal. Logo, só consigo associar essa agitação a uma crise de ansiedade.
Estou em dia com o Olcadil 2 mg que estou tomando mas penso que meu nível de ansiedade esteja muito maior do que o olcadil pode me ajudar dessa vez (ano passado tomei e me dei muito bem com ele).
Essa semana não fui nenhum dia à academia e não corri atrás do assunto terapia. Vamos ver se semana que vem volto a malhar (semana não fui por vários motivos mas o principal foi: preguiça) e quem sabe isso me ajude.
Acho que tenho que buscar a terapia logo. Pedi uma indicação de uma aqui na cidade onde moro mas até agora nada. Talvez seja melhor correr atrás por conta própria. Duro que eu fiquei um bom tempo sem usar rivotril (até tinha ele na mochila mas não usava). Acho que em 2012 foi o ano quase todo. Ano passado voltei a usar de vez em quando e esse ano já devo ter usado em pelo menos 10% dos dias no ano, o que são muitas vezes.
É fato que estou melhor do que antes do olcadil, quando estava tomando de 2 a 3 vezes por semana em média. Mas me sinto tão derrotado quando ainda preciso recorrer a isso.
Não sei se essa característica é comum a outros ansiosos, mas quando estou agitado eu bebo muita água, mas muita água mesmo. Chego a virar 1,5 litro em menos de 30 minutos. Não sei qual relação da ansiedade com beber água mas sinto necessidade de beber água.
Assim como ano passado, nessa mesma época do ano, meu sistema respiratório parece diferente, como se estivesse com mais dificuldade pra respirar do que o normal. Engraçado que estou num lugar mais quente do que os outros anos, embora aqui seja bem mais úmido, pela proximidade com o mar. Mas outra coisa que me faz sentir meio "louco" é que nessas épocas, eu consumo vidrinhos de vicky. Consumo no sentido de colocar nas narinas constantemente à noite, de modo a melhorar a minha respiração.
Mas, apesar de ter tido problemas de bronquite quando criança, não penso que essa possível dificuldade de respirar seja alguma coisa do meu sistema respiratório e sim uma resposta dele a um estado de ansiedade.
Estou pensando aqui...planejo escrever um livro há mais de ano e até hoje mal consegui começar. Mas quando estou nessas crises de ansiedade, escrevo freneticamente. Acho que, como falei, estou tentando me ocupar enquanto a crise não passa.
Queria que ela passasse logo e estou ficando sem assunto para escrever (risos). Talvez deva buscar outra coisa pra fazer, tipo encher a garrafa de água que esvaziei rapidamente durante a crise.
Espero ter cada vez menos batalhas perdidas. Penso como seria se eu estivesse namorando alguém agora. Já namorei alguém quando estava na pior fase da ansiedade e acho que joguei uma carga pesada demais para ela. Ela foi ótima comigo, claro, mas não precisava passar por isso.
Como ter alguém se eu fico tendo essas coisas? Tipo, começa a namorar alguém (como se fosse fácil) e no meio de uma crise aviso: "olha, eu sofro de ansiedade e de vez em quando fico super agitado achando que estou tendo um ataque, e só me acalmo tomando um rivotril". Ou já tento passar que sofro disso antes de começar uma envolvimento?
Parece ridículo e talvez seja mesmo. Mas são pensamentos que passam pela minha cabeça e como estou aqui escrevendo esperando essa crise passar, vou escrevendo...
Cada vez que escrevo aqui fico lembrando que ninguém lê isso aqui. Até vejo uma visita em cada post meu mas sei que se refere ao bot do google para indexa as páginas. Ou seja, estou escrevendo para ninguém além de mim mesmo e o bot.
Será que o bot um dia vai parar de indexar as páginas e me dar uns conselhos? Seria legal algum tipo de comunicação..
Bem, já estou fazendo piadas (ruins). Bom sinal que a crise parece estar sendo dominada pelas santas gotas do rivotril.
Além dos meus projetos pessoais, estava com ideia de fazer um para vencer meu medo de me aproximar de mulheres: começar a praticar a receber uns nãos nas baladas por aí e publicar essas aventuras. pensei nisso na viagem de volta semana passada e me pareceu uma coisa legal para fazer. Tipo um diário de quem só toma "toco". Já vi leituras dos pegadores mas será que tem gente que conta as histórias de fracasso? (Deve ter sim, isso não é uma inovação e necessidade só minha).
Vou pensar no assunto. Agora me vou porque parece que estou mais ou menos controlado e preciso encher a garrafa de água. (e esvaziar a bexiga).
Até a próxima, bot do google!
Ao contrário da outra, essa semana até que não foi ruim. Não vou dizer maravilhosa, mas não foi ruim. Tive uma conversa animadora no trabalho e as coisas ficaram mais interessantes por lá. Longe de ser ótimo, mas muito melhor do que têm sido as últimas semanas. Tenho as mesmas preocupações de antes e devo ter pensado em morte todos os dias da semana, mas foi uma semana melhor, por conta do fator trabalho e por uma nova perspectiva nos estudos.
Mas hoje, ao chegar em casa e vir para a minha cama, liguei me computador e comecei a me inteirar das notícias do dia. Do nada comecei a ficar nervoso e agitado (ainda estou). Não me veio nada em especial mas comecei a me sentir agitado demais e recorri ao rivotril (dessa vez 10 gotas).
Não entendo porque mesmo isso aconteceu. Não teve nada em especial que me chateasse hoje e eu estava feliz porque tinha começado o tão sonhado fim de semana, com tanto para fazer (e dormir). Por isso não consigo entender como apareceu essa crise de ansiedade de agora.
Estou aqui escrevendo (possivelmente sem muita coesão entre os parágrafos) na expectativa que o SOS faça logo seu efeito e me deixe calmo. Fico me perguntando se isso não teria a ver com uma crise de pressão alta mas estou com os remédios em dia e o resultado do exame que pegarei amanhã (MAPA) deve mostrar bons números. Durante o uso do aparelho semana passada, olhei minha pressão por várias vezes e, ao contrário da outra vez, estava sempre normal. Logo, só consigo associar essa agitação a uma crise de ansiedade.
Estou em dia com o Olcadil 2 mg que estou tomando mas penso que meu nível de ansiedade esteja muito maior do que o olcadil pode me ajudar dessa vez (ano passado tomei e me dei muito bem com ele).
Essa semana não fui nenhum dia à academia e não corri atrás do assunto terapia. Vamos ver se semana que vem volto a malhar (semana não fui por vários motivos mas o principal foi: preguiça) e quem sabe isso me ajude.
Acho que tenho que buscar a terapia logo. Pedi uma indicação de uma aqui na cidade onde moro mas até agora nada. Talvez seja melhor correr atrás por conta própria. Duro que eu fiquei um bom tempo sem usar rivotril (até tinha ele na mochila mas não usava). Acho que em 2012 foi o ano quase todo. Ano passado voltei a usar de vez em quando e esse ano já devo ter usado em pelo menos 10% dos dias no ano, o que são muitas vezes.
É fato que estou melhor do que antes do olcadil, quando estava tomando de 2 a 3 vezes por semana em média. Mas me sinto tão derrotado quando ainda preciso recorrer a isso.
Não sei se essa característica é comum a outros ansiosos, mas quando estou agitado eu bebo muita água, mas muita água mesmo. Chego a virar 1,5 litro em menos de 30 minutos. Não sei qual relação da ansiedade com beber água mas sinto necessidade de beber água.
Assim como ano passado, nessa mesma época do ano, meu sistema respiratório parece diferente, como se estivesse com mais dificuldade pra respirar do que o normal. Engraçado que estou num lugar mais quente do que os outros anos, embora aqui seja bem mais úmido, pela proximidade com o mar. Mas outra coisa que me faz sentir meio "louco" é que nessas épocas, eu consumo vidrinhos de vicky. Consumo no sentido de colocar nas narinas constantemente à noite, de modo a melhorar a minha respiração.
Mas, apesar de ter tido problemas de bronquite quando criança, não penso que essa possível dificuldade de respirar seja alguma coisa do meu sistema respiratório e sim uma resposta dele a um estado de ansiedade.
Estou pensando aqui...planejo escrever um livro há mais de ano e até hoje mal consegui começar. Mas quando estou nessas crises de ansiedade, escrevo freneticamente. Acho que, como falei, estou tentando me ocupar enquanto a crise não passa.
Queria que ela passasse logo e estou ficando sem assunto para escrever (risos). Talvez deva buscar outra coisa pra fazer, tipo encher a garrafa de água que esvaziei rapidamente durante a crise.
Espero ter cada vez menos batalhas perdidas. Penso como seria se eu estivesse namorando alguém agora. Já namorei alguém quando estava na pior fase da ansiedade e acho que joguei uma carga pesada demais para ela. Ela foi ótima comigo, claro, mas não precisava passar por isso.
Como ter alguém se eu fico tendo essas coisas? Tipo, começa a namorar alguém (como se fosse fácil) e no meio de uma crise aviso: "olha, eu sofro de ansiedade e de vez em quando fico super agitado achando que estou tendo um ataque, e só me acalmo tomando um rivotril". Ou já tento passar que sofro disso antes de começar uma envolvimento?
Parece ridículo e talvez seja mesmo. Mas são pensamentos que passam pela minha cabeça e como estou aqui escrevendo esperando essa crise passar, vou escrevendo...
Cada vez que escrevo aqui fico lembrando que ninguém lê isso aqui. Até vejo uma visita em cada post meu mas sei que se refere ao bot do google para indexa as páginas. Ou seja, estou escrevendo para ninguém além de mim mesmo e o bot.
Será que o bot um dia vai parar de indexar as páginas e me dar uns conselhos? Seria legal algum tipo de comunicação..
Bem, já estou fazendo piadas (ruins). Bom sinal que a crise parece estar sendo dominada pelas santas gotas do rivotril.
Além dos meus projetos pessoais, estava com ideia de fazer um para vencer meu medo de me aproximar de mulheres: começar a praticar a receber uns nãos nas baladas por aí e publicar essas aventuras. pensei nisso na viagem de volta semana passada e me pareceu uma coisa legal para fazer. Tipo um diário de quem só toma "toco". Já vi leituras dos pegadores mas será que tem gente que conta as histórias de fracasso? (Deve ter sim, isso não é uma inovação e necessidade só minha).
Vou pensar no assunto. Agora me vou porque parece que estou mais ou menos controlado e preciso encher a garrafa de água. (e esvaziar a bexiga).
Até a próxima, bot do google!
sábado, 19 de julho de 2014
Dias de tédio
Essa semana teve seus altos e baixos. Tive bons momentos com os colegas de trabalho e acho que é o que tem me sustentado lá. As pessoas são legais e parecem gostar de mim. Apesar da dificuldade de me aproximar de mulheres quando há interesse, tenho relativa facilidade de me relacionar com as pessoas em geral. Acho que meu problema é "apenas" quando assuntos amorosos/sexuais são envolvidos.
No trabalho tenho estado no ponto de torcer para dar a hora de sair. Eu acho que isso é uma coisa muito ruim, pois o dia parece durar uma eternidade. A falta de atividades tem me deixado bem mal e em alguns dias chega a ser insuportável.
Em vários pontos a minha ocupação atual é ótima. Salário, benefícios, pessoas legais, estabilidade aparente, sem aquela correria louca de antes, etc. O ponto é que essa situação lá tem me atingido de uma forma que a balança está pendendo mais para esse lado.
Semana que vem acho que vou conversar com quem me contratou para tentar ouvir dele sobre perspectivas. Talvez isso melhore as coisas ou talvez acenda uma luz clara para eles de que não estou satisfeito. E sempre fica aquela dúvida: "e se mudar para um lugar onde os problemas sejam outros?". Enfim, o desafio (acho que de todos) é buscar esse equilíbrio.
No meu caso, essas coisas afetam minha saúde mental. Por dos dias nessa semana recorri ao rivotril. Já fazem 3 que voltei a tomar o olcadil e apesar de estar mais tranquilo na média, ainda tenho uns picos de ansiedade e pensamentos ruins.
Os momentos em que não estou lá (fim de semana e à noite) eu tenho até que aproveitado bem. Academia, estada com a família, estudos de coisas novas. Hoje, até conversei com uma ex que não falava faz tempo.
O papo com ela me lembrou como é bom ter alguém para conversar e que tenha afinidade com você. Se isso é só uma carência de amigo ou de namorada eu não sei. Mas estava torcendo para ela não ter que sair enquanto conversávamos. Fazia tempo que não sentia isso...
Estou tentando preencher meu tempo da maneira que posso, com coisas que me agradam. Falta muita coisa ainda que gostaria de fazer e como disse semana passada, se no trabalho eu fico ocioso é mais tempo para pensamentos ruins.
Agora, por exemplo, por uma dor de garganta que voltou, estou tendo pensamentos ruins que tem algo errado aqui. Penso logo em um câncer de laringe, faringe ou sei lá o termo correto. Mas essa dor que vem e volta e o gosto ruim na boca de vez em quando tem despertado meus pensamentos de coisas que podem me matar.
Quando me vejo tendo esses pensamentos malucos, penso que nunca na vida terei alguém de novo. Não só pela impossibilidade de encontrar outra como aquela que desapareceu mas mais pelo o que tenho a oferecer: uma pessoa confusa, cheia de problemas financeiros, com pensamentos diários de coisas ruins que podem acontecer comigo. Eu sei que tenho coisas boas mas essas coisas tomam tanta conta de mim que acho que é isso que tenho a oferecer apenas...
Pelo menos escrever aqui tem me feito bem, pelo menos ajuda a me tirar de um sufoco momentâneo.
No trabalho tenho estado no ponto de torcer para dar a hora de sair. Eu acho que isso é uma coisa muito ruim, pois o dia parece durar uma eternidade. A falta de atividades tem me deixado bem mal e em alguns dias chega a ser insuportável.
Em vários pontos a minha ocupação atual é ótima. Salário, benefícios, pessoas legais, estabilidade aparente, sem aquela correria louca de antes, etc. O ponto é que essa situação lá tem me atingido de uma forma que a balança está pendendo mais para esse lado.
Semana que vem acho que vou conversar com quem me contratou para tentar ouvir dele sobre perspectivas. Talvez isso melhore as coisas ou talvez acenda uma luz clara para eles de que não estou satisfeito. E sempre fica aquela dúvida: "e se mudar para um lugar onde os problemas sejam outros?". Enfim, o desafio (acho que de todos) é buscar esse equilíbrio.
No meu caso, essas coisas afetam minha saúde mental. Por dos dias nessa semana recorri ao rivotril. Já fazem 3 que voltei a tomar o olcadil e apesar de estar mais tranquilo na média, ainda tenho uns picos de ansiedade e pensamentos ruins.
Os momentos em que não estou lá (fim de semana e à noite) eu tenho até que aproveitado bem. Academia, estada com a família, estudos de coisas novas. Hoje, até conversei com uma ex que não falava faz tempo.
O papo com ela me lembrou como é bom ter alguém para conversar e que tenha afinidade com você. Se isso é só uma carência de amigo ou de namorada eu não sei. Mas estava torcendo para ela não ter que sair enquanto conversávamos. Fazia tempo que não sentia isso...
Estou tentando preencher meu tempo da maneira que posso, com coisas que me agradam. Falta muita coisa ainda que gostaria de fazer e como disse semana passada, se no trabalho eu fico ocioso é mais tempo para pensamentos ruins.
Agora, por exemplo, por uma dor de garganta que voltou, estou tendo pensamentos ruins que tem algo errado aqui. Penso logo em um câncer de laringe, faringe ou sei lá o termo correto. Mas essa dor que vem e volta e o gosto ruim na boca de vez em quando tem despertado meus pensamentos de coisas que podem me matar.
Quando me vejo tendo esses pensamentos malucos, penso que nunca na vida terei alguém de novo. Não só pela impossibilidade de encontrar outra como aquela que desapareceu mas mais pelo o que tenho a oferecer: uma pessoa confusa, cheia de problemas financeiros, com pensamentos diários de coisas ruins que podem acontecer comigo. Eu sei que tenho coisas boas mas essas coisas tomam tanta conta de mim que acho que é isso que tenho a oferecer apenas...
Pelo menos escrever aqui tem me feito bem, pelo menos ajuda a me tirar de um sufoco momentâneo.
sábado, 12 de julho de 2014
Calmaria?
Esses últimos dias até que foram melhores. O trabalho esteve um pouco mais animado onde, por animado, entenda-se com tarefas que fizeram o dia passar rápido.
Estou hoje fazendo o último exame dos que minha cardio pediu e devo voltar com ela no fim do mês. Espero ter as confirmações do que tenho que cuidar e não encher a minha cabeça com mais preocupações. Mas vai dizer isso para um ansioso...
Em post passado, comentei da minha última experiência sexual. Taí uma coisa que gosto muito mas que tenho praticado pouco ou quase nada. Não sou muito de sair e de tanto mudar de casa/cidade meus círculos de amizades são sempre vazios ou compostos por pessoas já casadas, o que me impede de convidá-los para sair para conhecer mulher.
Sair sozinho e ir a luta? Seria uma opção. Mas isso parece tão estranho pra mim. Sair sem nenhum amigo/colega, ir para algum lugar onde tem mulheres e passar à noite tentando alguma coisa. Será que um dia conseguirei fazer isso? Como me disse um ex-colega de república, nenhuma mulher vai bater na porta da minha casa me procurando. Logo, se eu não sair daqui, não vou conhecer ninguém. Quem sabe não seja uma coisa que eu tome coragem de fazer num fim de semana desses.
Como sempre (essa é para os psicólogos) só ando me atraindo para mulheres que não posso ter = comprometidas. Tenho olhado com outros olhos uma colega de trabalho que se fosse uma pessoa que eu pensasse pra namorar, seria ela. Mas claro, que outra pessoa já enxergou isso e até onde eu sei eles têm um namoro bem estável. Bom para eles, eu é que preciso não alimentar isso e procurar mulheres disponíveis.
Tomei rivotril dia desses, acho que na quinta. Cheguei esbaforido no trabalho (sempre faço a mesma caminhada) e na hora já vieram vários pensamentos ruins. Esse é um dos grandes desafios que preciso vencer na minha vida. Fico pensando se isso vai me acompanhar para o resto da vida, como naquele filme sobre o John Nash que mesmo idoso ainda tinha os amigos imaginários dele. Será que serei assim até o fim da minha vida ou é uma coisa que poderei me curar? Espero que sim.
Nesse sentido, resolvi procurar terapia. Mesmo não podendo gastar, tem sido muito ruim ficar dependendo de remédios para manter o controle que perco em momentos diversos. Então resolvi procurar por um aqui na cidade onde moro mesmo. Vamos ver.
O início das aulas se aproximando e com isso a pressão pela busca de tema de pesquisa. Mas espero que esse segundo semestre seja menos corrido do que o primeiro e e eu consiga o tempo para cuidar de mim.
Estou hoje fazendo o último exame dos que minha cardio pediu e devo voltar com ela no fim do mês. Espero ter as confirmações do que tenho que cuidar e não encher a minha cabeça com mais preocupações. Mas vai dizer isso para um ansioso...
Em post passado, comentei da minha última experiência sexual. Taí uma coisa que gosto muito mas que tenho praticado pouco ou quase nada. Não sou muito de sair e de tanto mudar de casa/cidade meus círculos de amizades são sempre vazios ou compostos por pessoas já casadas, o que me impede de convidá-los para sair para conhecer mulher.
Sair sozinho e ir a luta? Seria uma opção. Mas isso parece tão estranho pra mim. Sair sem nenhum amigo/colega, ir para algum lugar onde tem mulheres e passar à noite tentando alguma coisa. Será que um dia conseguirei fazer isso? Como me disse um ex-colega de república, nenhuma mulher vai bater na porta da minha casa me procurando. Logo, se eu não sair daqui, não vou conhecer ninguém. Quem sabe não seja uma coisa que eu tome coragem de fazer num fim de semana desses.
Como sempre (essa é para os psicólogos) só ando me atraindo para mulheres que não posso ter = comprometidas. Tenho olhado com outros olhos uma colega de trabalho que se fosse uma pessoa que eu pensasse pra namorar, seria ela. Mas claro, que outra pessoa já enxergou isso e até onde eu sei eles têm um namoro bem estável. Bom para eles, eu é que preciso não alimentar isso e procurar mulheres disponíveis.
Tomei rivotril dia desses, acho que na quinta. Cheguei esbaforido no trabalho (sempre faço a mesma caminhada) e na hora já vieram vários pensamentos ruins. Esse é um dos grandes desafios que preciso vencer na minha vida. Fico pensando se isso vai me acompanhar para o resto da vida, como naquele filme sobre o John Nash que mesmo idoso ainda tinha os amigos imaginários dele. Será que serei assim até o fim da minha vida ou é uma coisa que poderei me curar? Espero que sim.
Nesse sentido, resolvi procurar terapia. Mesmo não podendo gastar, tem sido muito ruim ficar dependendo de remédios para manter o controle que perco em momentos diversos. Então resolvi procurar por um aqui na cidade onde moro mesmo. Vamos ver.
O início das aulas se aproximando e com isso a pressão pela busca de tema de pesquisa. Mas espero que esse segundo semestre seja menos corrido do que o primeiro e e eu consiga o tempo para cuidar de mim.
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