Retirado de http://super.abril.com.br/saude/melatonina-agenda-corpo-436397.shtml
por Lúcia Helena de Oliveira e Chris Delboni
Um hormônio secretado pela glândula pineal, localizada no cérebro, ganha cada vez mais admiradores, que tomam sua versão sintética como que bebe da fonte da juventude. A promessa: ela seria capaz até de reverter a passagem do tempo. Mas os cientistas não têm provas. Reconhecem que a substância é a responsável pela incrível pontualidade do corpo humano saudável, em que cada órgão faz a coisa certa na hora certa. Se tem efeito como remédio é outra história. Por isso sua comercialização ainda é proibida no Brasil.
Até recentemente, fora da comunidade científica, seu nome só era conhecido de poucos viajantes internacionais e pilotos. Essa gente sabia da sua fama de bloquear o jet lag, o mal-estar que alguns sentem quando mudam de fuso horário. Mas, de uns tempos para cá, a melatonina caiu na boca do povo. E como caiu. Cerca de 3 milhões de americanos não passam sem seu comprimido de melatonina toda noite e 40 000 brasileiros também não vão para cama sem ela. A maré de usuários sobe desde o final de 1995, impulsionada por livros propagando que o hormônio evitaria o envelhecimento.
“Não recomendo que ninguém tome melatonina antes de ouvir um médico”, disse à SUPER o neuroendocrinologista Russel Reiter, professor da Universidade do Texas e autor de Melatonin: Your Body’s Natural Wonder Drug (algo como: melatonina, a droga maravilhosa que o seu corpo produz), que chegou às livrarias americanas em novembro passado. Segundo o texto, “além de combater o estresse e os micróbios, melhorar a qualidade do sono, reduzir os riscos de enfartes, regular ritmos biológicos, a substância talvez proteja contra o câncer.” Ufa. Resista à automedicação quem puder.
Reiter, ao menos, estuda o assunto há 32 anos. E, apesar de ser seu fã número um e apresentar dados cientificamente corretos, reconhece: “Ainda temos muito o que pesquisar.” A cautela pode evitar a repetição do fiasco ocorrido quando o hormônio foi isolado em 1958 dentro da minúscula glândula pineal. Seu descobridor, o dermatologista americano Aaron Lerner, cismou que poderia curar uma doença de pele chamada vitiligo, em que falta o pigmento melanina. Por isso deu-lhe o nome de melatonina. Só que as duas coisas não tinham nada a ver e o próprio Lerner abandonou a investigação. Na época, porém, dois cientistas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos ficaram intrigados. Richard Wurtman e Julius Axelrod acertaram na mosca: “Sua fabricação era inibida pela luz do dia”, explica Axelrod à SUPER. “Só podíamos estar mexendo com uma peça do nosso relógio biológico.”
Ritmo para tirar proveito da natureza
Dia, noite, noite, dia: os seres vivos se adaptaram ao vaivém da luz criando uma rotina interna. O primeiro cientista a ter essa suspeita foi o astrônomo francês Jean-Jacques De Mairan que, em 1729, prestou atenção em uma planta da espécie Mimosa pudica que ficava ao lado de seu telescópio. Ela abria ou fechava as folhas conforme a luminosidade. De Mairan, então, resolveu guardar o vaso dentro de um baú e notou que o vegetal continuava se comportando como se acompanhasse a presença ou ausência do sol. A experiência foi relatada à Academia de Ciências de Paris que, no entanto, não deu bola.
Na época, acreditava-se que os ritmos biológicos obedeciam às mudanças naturais externas e não a uma programação do indivíduo. Mas o francês tinha razão. Segundo os atuais especialistas em cronobiologia, a agenda inte- rior não depende diretamente da luminosidade. “Se você isolar alguém em um lugar com luz artificial 24 horas, verá que os ciclos tenderão a acontecer normalmente, pelo menos durante certo tempo”, diz o neurofisiologista José Cipolla-Neto, professor da Universidade de São Paulo.
Mas se a alteração das condições ambientais persistir, o corpo vai se reprogramar passando a agir conforme esse novo software. Por isso, se você mudar para o Japão, depois de um período seu corpo aprenderá a sentir fome por volta da meia-noite brasileira, que é meio-dia no lugar em que você está morando. “Os ciclos biológicos não são efeito do ambiente, simplesmente estão sincronizados com ele.” E a sincronia ajuda a tirar proveito das fases da natureza.
De olho na luz
Assim, as plantas fazem sua fotossíntese nos momentos mais ensolarados do dia. As abelhas, por sua vez, não perdem tempo: dão seus passeios nas horas em que as flores liberam maior quantidade pólen. O corpo humano também tem seus horários (veja as ilustrações ao lado). Normalmente a melatonina, presente até nos seres unicelulares, começa a ser fabricada logo depois do anoitecer. “Seu pico no homem é por volta das 2 horas da manhã”, conta o americano Russel Reiter. O corpo compreende se é dia ou noite sabendo que há um antes e um depois da melatonina. E cada órgão tem tarefas noturnas e diurnas, com um padrão de atividade que se reinicia a cada 25,2 horas. São os ciclos de circadianos, ou seja, que duram cerca de um dia.
Há um ano, cientistas da Universidade Harvard, Estados Unidos, mostraram que a retina, no fundo dos olhos, é um órgão fundamental para corrigir a programação biológica quando necessário. A retina sempre registra impulsos luminosos, mesmo no caso dos cegos ou quando as pálpebras estão fechadas. Desse modo, no primeiro dia que você passar no Japão, a sua retina vai mandar sinais da presença de luz para o núcleo supraquiasmático, o relógio biológico. Ele, por sua vez, passa um recado à pineal: “Interrompa a sua produção de melatonina” (veja o infográfico da página 57). Se a mesma ordem se repete vários dias em seguida, a agenda acaba por se reprogramar.
Impressão digital
A questão é saber qual a “zero hora” de alguém. Há quem seja o chamado tipo vespertino preferindo ir para a cama de madrugada para acordar perto do meio dia. Nesse tipo, a produção de melatonina começa mais tarde do que no tipo matutino, que adormece cedo, despertando com os primeiros raios solares. “O perfil de produção de melatonina de cada indivíduo tende a ser único, como uma impressão digital”, diz Cipolla. Cada um, portanto, tem sua agenda exclusiva marcando os compromissos dos diversos órgãos, o que complica bastante o uso de melatonina como medicamento. “Como saber a hora exata de tomar o remédio, para não bagunçar toda essa programação?”, pergunta Andrew Monjan, do Instituto Nacional de Envelhecimento nos Estados Unidos. Por enquanto, não há resposta.
Promessas de manter a juventude
A melatonina produzida pela pineal despenca com o passar dos anos (veja gráfico abaixo). “Isso é uma boa explicação para a insônia comum na terceira idade”, diz à SUPER o neurologista americano Andrew Monjan. “Pois, de fato, os comprimidos da substância são ótimos para chamar o sono, sem causarem os malefícios dos calmantes”, afirma. No entanto, Monjan não indica o hormônio a pacientes idosos. “Sabemos dos benefícios para os insones quando a melatonina é tomada durante no máximo seis dias”, conta. “Mas ninguém faz idéia do que acontece com o uso a longo prazo.”
Para quem viaja e não se acostuma com o novo fuso horário, um comprimido ou outro podem ajustar os ponteiros do relógio biológico (veja como ele funciona ao lado). Os idosos, porém, precisariam mais do que um mero ajuste. Como falta o hormônio em seu corpo, para resolver suas noites mal dormidas eles dependeriam da substância para sempre. Por isso, os famosos comprimidos não lhes serviriam de remédio. José Cipolla-Neto, da Universidade de São Paulo, aponta outro detalhe importante: a dose. Os produtos encontrados no mercado com menor dosagem contêm 1 miligrama do hormônio. “Isso é duas a cinco vezes a quantidade que o corpo produz todo dia”, diz. “E as conseqüências do excesso são uma incógnita. Há indícios que o ciclo reprodutivo da mulher seja interrompido”, exemplifica.
A mania das megadoses surgiu com a hipótese sedutora de que seu uso prolonga a vida. Há dois anos, o cientista Vladimir Dilman, do Instituto de Pesquisa Experimental de São Petersburgo, acrescentou gotas de melatonina na água de ratos. Os bichos viveram 25% mais do que o esperado.
Combate aos radicais
Já o neurologista Walter Pierpaoli, da Fundação Biancalana Masea, na Itália, implantou uma glândula pineal novinha em folha no cérebro de uma cobaia velha e ela também ganhou 30% mais longevidade. O pesquisador americano Russel Reiter tem uma teoria para explicar a juventude esticada dos animais: “A melatonina é mais eficiente no combate aos radicais livres do que a vitamina E”, afirma. Radicais livres são moléculas produzidas durante a respiração que possuem um número ímpar de elétrons ao redor do núcleo. Como esses só gostam de viver em pares, os radicais roubam elétrons de tudo quanto é célula que encontram pela frente, causando estragos que, somados, estão por trás de males diversos, como a perda de memória na velhice e o câncer.
As defesas aumentam
Em tubos de ensaio, os cientistas já observaram que a melatonina pode fazer um tumor maligno crescer mais devagar. Também em vidrinhos de laboratório o hormônio age como uma vara de condão que multiplica as células imunológicas. “São estudos sérios, mas ainda não há garantia de que o mesmo se repita dentro do corpo humano”, opina Monjan, do Instituto Nacional do Envelhecimento. E Reiter lamenta: “Nas poucas vezes em que esses efeitos foram testados em seres humanos, foram usados pacientes à beira da morte. Mas acho que muito em breve a melatonina será examinada em gente com câncer pouco desenvolvido.”
Isso dependerá das novidades saídas da indústria farmacêutica: “Como o hormônio faz mil e uma coisas dentro do organismo, fica difícil tomar melatonina para esse ou aquele efeito sem produzir uma série de outros”, explica Cipolla, da USP. Mas os químicos estão se inspirando na substância natural para desenhar moléculas com uma única ação – anticâncer ou sonífera, por exemplo. Drogas assim, com tudo o que a melatonina tem de bom e nada do que ela pode causar de ruim, deverão chegar ao mercado nos próximos dois anos.
Para saber mais
Melatonin: Your Body’s Nature Wonder Drug, Russel Reiter, Bantam Books, Nova York, 1995.
Introdução ao Estudo da Cronobiologia, José Cipolla-Neto, Nelson Marques e Luiz Menna-Barreto, Ícone Editora, São Paulo, 1988.
Um dia cheio de compromissos sérios
7
DIA
Hormônios do estresse preparam o corpo para acordar.
NOITE
O estômago, menos ácido, suporta melhor os medicamenos
8
DIA
O coração acelera e há maior tendência a enfartes.
NOITE
A pele recebe mais sangue e os cremes fazem mais efeito.
9
DIA
As áreas da atenção no cérebro ficam mais ativas.
NOITE
A melatonina é secretada pela glândula pineal.
10
DIA
O álcool se concentra mais rápido no sangue.
NOITE
Os brônquios se contraem, aumentando o risco de asma.
11
DIA
O desempenho de modo geral diminui. Ele aumentará de novo à tarde.
NOITE
Na maioria dos indivíduos, é quando surge o sono.
12
DIA
Enzimas digestivas a todo vapor fazem bater a fome.
NOITE
Só a partir daí é que são secretados os hormônios do crescimento
1
DIA
O cérebro provoca um certo tipo de preguiça, que não depen
NOITE
O pico das contrações uterinas pode provocar partos.
2
DIA
Diminui o número de células de defesa no sangue.
NOITE
A melatonina provoca o aumento das células defensoras
3
DIA
É o momento em que se tem mais força muscular.
NOITE
Os hormônios do estresse são inibidos. O relaxamento é total
4
DIA
É o pico da temperatura corporal. As febres tendem a se elevar.
NOITE
Qualquer reação alérgica pode ser mais forte
5
DIA
Principal pico da atenção cerebral que dura até a noite.
NOITE
A glândula tireóide passa a regular o consumo de energia.
6
DIA
Os nervos muito ativados tornam as dores mais fortes.
NOITE
As articulações ficam inchadas e aumenta o reumatismo.
Um sistema com pontualidade britânica
A digestão, a renovação celular, os batimentos cardíacos – tudo obedece ao ritmo da melatonina. Entenda como ela é disparada e como age no corpo.
Relógio
Feito uma bola de gude, o núcleo supraquiasmático do cérebro se comunica com a retina dos olhos e deduz que horas são pela luz captada por eles.
Agenda
Em outro canto do cérebro, quem marca os compromissos diurnos e noturnos é a glândula pineal produtora da melatonina. O relógio manda mensagens nervosas sobre o horário (só durante a noite é que deve secretar melatonina). Mas a agenda também fica acertando seus ponteiros, conforme a estação do ano.
O alarme
A presença ou ausência da melatonina são alarmes da agenda que disparam funções cerebrais como preparar o sono ou a vigília. Mas a melatonina também age no resto do corpo.
Energia
A melatonina avisa diretamente as células a que horas elas devem absorver mais insulina, hormônio sem o qual é impossível usar a glicose como fonte de energia.
Circulação
Ela também interfere na parede dos vasos, provocando sua contração ou seu relaxamento. Controla assim as alterações de pressão no decorrer do dia.
Defesas
Sob influência do hormônio da pineal, os glóbulos brancos do sangue, que são os defensores do organismo, podem se multiplicar, aumentando seu exército.
Remédio ainda é ilegal no Brasil
“A situação da melatonina nos Estados Unidos começa a preocupar”, informa Andrew Monjan, do Instituto Nacional do Envelhecimento desse país. Por ser uma proteína, como qualquer hormônio sob o ponto de vista estritamente químico, a substância ganhou o rótulo de suplemento alimentar, como uma cápsula de vitamina. Com isso, escapa das garras mais afiadas do Food and Drug Administration (FDA), o órgão americano que controla alimentos e medicações. “Ora, comida não tem hora certa para se engolir, mas melatonina deve ter”, critica Monjan. Segundo o cientista, o horário de consumir melatonina deve ser diferente de indivíduo para indivíduo e só um exame de sangue pode determiná-lo. “Está certo que apelar para uns poucos comprimidos esporadicamente não deve atrapalhar o funcionamento do organismo”, diz. “Mas quem usa a substância diariamente, na esperança de retardar a velhice, pode estar fazendo mal a saúde em vez de bem.”
Além disso, por não se tem certeza se todas as marcas vendem de fato melatonina. No Brasil, os riscos são idênticos, já que não existe melatonina nacional. Pior: a que se vende aqui é fruto de contrabando. Não há meios legais de a substância ser importada para o comércio, uma vez que não tem registro no Ministério da Saúde. No entanto, nada impede que um brasileiro compre melatonina no Exterior para consumo próprio no Brasil. A questão ética é se os médicos deveriam ou não receitá-la, sem provas de que funcione como remédio.
Venho aqui de tempos em tempos para tentar organizar meus pensamentos e, anonimamente, expurgar tudo o que me sufoca.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Rivotril X Metatonina
Do (ótimo) site do Nassif:
http://www.advivo.com.br/node/782960
Vale a pena ler principalmente os comentários.
http://www.advivo.com.br/node/782960
Vale a pena ler principalmente os comentários.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Botão de "Ligar"
Mais uma semana e eu mal saio da cama. Saí algumas vezes nesses dias para ir ao mercado comprar algo para fazer em casa e mais nada.
Deveria ter ido a clientes e não fui. Deveria ter ido a aula e não fui. Deveria ter ido dar o curso e não fui. Esse curso, que me traria alguma grana é mais uma porta que irei fechar na minha vida.
Sempre critiquei essa empresa por ganhar dinheiro com treinamentos pegando instrutores inexperientes e cobrando absurdos das empresas. Aí me chamam para eu dar um curso numa coisa que sou especialista e o que eu faço: aceito e confirmo. Fico pensando em quantas vezes mais irei ficar rasgando meus princípios.
Oportunidades surgem o tempo todo e eu não canso de decepcionar as pessoas e a mim mesmo. Continuo a atrasar meus projetos, não saio desse estado letárgico. As pessoas falam que tenho que ter força, lutar mas eu não tenho conseguido. Me falta um botão para apertar e eu passar a ter vontade de sair da cama, de aproveitar as oportunidades que a vida me dá todos os dias.
Oportunidades essas, que com meu comportamento, serão cada vez mais escassas. As pessoas pararão de contar comigo, como a pequena fez, pararão de acreditar em mim, como muitos clientes e simplesmente me deixarão de lado. Sinto que o mundo não me respeita, tenho tomado broncas de pessoas muito menos qualificadas do que eu e me sinto humilhado a cada semana.
Penso que essa vida não anda tendo sentido nenhum pra mim. O que me dá alguma força ainda é aquela que sempre foi meu exemplo de luta: minha mãe. Sinto que não posso deixar de lutar para não dar esse desgosto a ela. Já sofreu tanto nessa vida que pelo menos os filhos deveriam ajudar. E nem isso eu tenho conseguido.
As contas não param de chegar, devo 2 meses de aluguel e sou cobrado sempre. Devo ter entre notas e moedas, uns 110 reais que é o que vai me ajudar a comer esses dias e garantir uma ida a Sampa para atender aos clientes. Duro que não me animo a sair de casa, durmo tarde, praticamente troquei a noite pelo dia.
Os únicos momentos que não sofro tanto são quando estou nas salas de bate papo, nas quais eu sou o engraçado, descolado, amigo de todos, animado. Como diz a minha psicóloga, tudo é resumido ao virtual quando se trata da minha vida.
Estou enrolando para escrever para a empresa e dizer que não darei o curso. Apesar de achar que essa é uma atitude mais relacionada a não sair de casa do que propriamente um momento de consciência limpa de não colaborar com a prática que citei antes.
Estou com barba, fedendo, casa e louça suja. E não tenho vontade de sair disso. Pelo menos eu ainda tenho a internet...
Deveria ter ido a clientes e não fui. Deveria ter ido a aula e não fui. Deveria ter ido dar o curso e não fui. Esse curso, que me traria alguma grana é mais uma porta que irei fechar na minha vida.
Sempre critiquei essa empresa por ganhar dinheiro com treinamentos pegando instrutores inexperientes e cobrando absurdos das empresas. Aí me chamam para eu dar um curso numa coisa que sou especialista e o que eu faço: aceito e confirmo. Fico pensando em quantas vezes mais irei ficar rasgando meus princípios.
Oportunidades surgem o tempo todo e eu não canso de decepcionar as pessoas e a mim mesmo. Continuo a atrasar meus projetos, não saio desse estado letárgico. As pessoas falam que tenho que ter força, lutar mas eu não tenho conseguido. Me falta um botão para apertar e eu passar a ter vontade de sair da cama, de aproveitar as oportunidades que a vida me dá todos os dias.
Oportunidades essas, que com meu comportamento, serão cada vez mais escassas. As pessoas pararão de contar comigo, como a pequena fez, pararão de acreditar em mim, como muitos clientes e simplesmente me deixarão de lado. Sinto que o mundo não me respeita, tenho tomado broncas de pessoas muito menos qualificadas do que eu e me sinto humilhado a cada semana.
Penso que essa vida não anda tendo sentido nenhum pra mim. O que me dá alguma força ainda é aquela que sempre foi meu exemplo de luta: minha mãe. Sinto que não posso deixar de lutar para não dar esse desgosto a ela. Já sofreu tanto nessa vida que pelo menos os filhos deveriam ajudar. E nem isso eu tenho conseguido.
As contas não param de chegar, devo 2 meses de aluguel e sou cobrado sempre. Devo ter entre notas e moedas, uns 110 reais que é o que vai me ajudar a comer esses dias e garantir uma ida a Sampa para atender aos clientes. Duro que não me animo a sair de casa, durmo tarde, praticamente troquei a noite pelo dia.
Os únicos momentos que não sofro tanto são quando estou nas salas de bate papo, nas quais eu sou o engraçado, descolado, amigo de todos, animado. Como diz a minha psicóloga, tudo é resumido ao virtual quando se trata da minha vida.
Estou enrolando para escrever para a empresa e dizer que não darei o curso. Apesar de achar que essa é uma atitude mais relacionada a não sair de casa do que propriamente um momento de consciência limpa de não colaborar com a prática que citei antes.
Estou com barba, fedendo, casa e louça suja. E não tenho vontade de sair disso. Pelo menos eu ainda tenho a internet...
terça-feira, 19 de julho de 2011
Rei do planejamento
Hoje, na terapia minha psicóloga falou uma coisa que eu já sabia: faço planos e mais planos e não realizo nada.
Faço planos para ficar bom tecnicamente e nunca me esforço para estudar. Faço planos com os projetos para colocar as contas em dia e na primeira catástrofe eu pulo fora. Rasguei um projeto de 3 mil por mês porque não dava certo e eu desisti em lutar. Provavelmente eles me cortariam do projeto mas eu preferi correr do que ser "demitido". Poderia ao menos ter lutado.
Tenho várias planilhas de cálculos financeiros espetaculares para deixar minha vida em ordem. E o que eu faço? Nada. Faço planos de viajar pro Chile e na hora de realizar,o que eu faço? Pulo fora.
Acho q o último grande planos que fiz foi o meu preparativo do vestibular. Tinha meu plano de estudos, de gastos e fiz tudo exatamente como planejei. Nunca um plano meu foi tão bom e realizado quanto aquele. 13 anos depois não fiz parecido com isso. Por que? Aonde foi q eu me perdi nesse tempo?
Tenho consciência que a salvação do estado em que me encontro está unicamente nas minhas mãos. Mas simplesmente eu não tenho vontade de ir além das planilhas. Como disse minha psicóloga, tudo fica no virtual, no imaginário. Assim é com minha carreira, com meus relacionamentos, comigo mesmo. Tudo fica como um plano maravilhoso que fica esquecido no meu computador meses depois.
Como o livro, q planejei escrever tantas vezes. Como esse blog. Como meu condicionamento físico. Como meu tratamento para ansiedade. Como minha busca por felicidade.
Por que meus planos não saem do papel? O que me impede de colocar em prática tudo que planejo? Em qual momento da minha vida eu perdi o que tinha de melhor: minha iniciativa?
Ver a psico foi bom. Mas não sei como continuarei a terapia. Ela me lembrou que faz 1 ano que não a pago e ela não pode esperar muito mais sem um plano. E eu preciso fazer esse plano. E mais do que fazer o plano, realizar.
Faço planos para ficar bom tecnicamente e nunca me esforço para estudar. Faço planos com os projetos para colocar as contas em dia e na primeira catástrofe eu pulo fora. Rasguei um projeto de 3 mil por mês porque não dava certo e eu desisti em lutar. Provavelmente eles me cortariam do projeto mas eu preferi correr do que ser "demitido". Poderia ao menos ter lutado.
Tenho várias planilhas de cálculos financeiros espetaculares para deixar minha vida em ordem. E o que eu faço? Nada. Faço planos de viajar pro Chile e na hora de realizar,o que eu faço? Pulo fora.
Acho q o último grande planos que fiz foi o meu preparativo do vestibular. Tinha meu plano de estudos, de gastos e fiz tudo exatamente como planejei. Nunca um plano meu foi tão bom e realizado quanto aquele. 13 anos depois não fiz parecido com isso. Por que? Aonde foi q eu me perdi nesse tempo?
Tenho consciência que a salvação do estado em que me encontro está unicamente nas minhas mãos. Mas simplesmente eu não tenho vontade de ir além das planilhas. Como disse minha psicóloga, tudo fica no virtual, no imaginário. Assim é com minha carreira, com meus relacionamentos, comigo mesmo. Tudo fica como um plano maravilhoso que fica esquecido no meu computador meses depois.
Como o livro, q planejei escrever tantas vezes. Como esse blog. Como meu condicionamento físico. Como meu tratamento para ansiedade. Como minha busca por felicidade.
Por que meus planos não saem do papel? O que me impede de colocar em prática tudo que planejo? Em qual momento da minha vida eu perdi o que tinha de melhor: minha iniciativa?
Ver a psico foi bom. Mas não sei como continuarei a terapia. Ela me lembrou que faz 1 ano que não a pago e ela não pode esperar muito mais sem um plano. E eu preciso fazer esse plano. E mais do que fazer o plano, realizar.
domingo, 17 de julho de 2011
Fundo do poço?
Têm sido tão difíceis esses dias... Olho para a minha vida e me pergunto: "o que eu fiz da minha vida?".
Fase de indefinição total. Procurei emprego, fiz entrevistas e vi que depois de tantos anos de empresário, não tenho preparação nenhuma. Com mais de 30 anos e mais de uma década de trabalho, não estou qualificado para boas vagas.
Penso em estudar uma coisa, estudar outra e não sei o que fazer. Penso em seguir carreira técnica, outra hora penso na carreira gerencial. Tem horas q fico pensando se existe alguma ideia que me deixe rico rapidamente. Na verdade, nem penso em ficar rico mas sim pagar as minhas dívidas. Fazendo as contas hoje, sem contas os impostos da empresa, devo mais de 55 mil reais.
Fico me perguntando como consegui me enrolar assim. Poderia ganhar mais de 4 mil por mês e mesmo assim devo esse absurdo. Minhas duas contas estão zeradas, não tenho limite disponível no cartão de crédito (ainda bem que é baixo) e devo ter uns 300 reais na carteira, que saquei do banco com medo do banco cobrar taxas e eu ficar sem nada.
Como cheguei a esse ponto absurdo? Morei 3 anos em saigon, ganhando mais de 3 mil por mês e pagando 350 de aluguel. Paguei dívidas antigas mas mesmo assim não juntei dinheiro. Fazendo contas daria mais ou menos 100 mil reais em 3 anos e mesmo assim voltei para a minha cidade sem quase nada no banco.
Aonde eu torrei tanto dinheiro? Não me droguei, não fui alcoólatra, não me envolvi com prostitutas e nem jogos. Aonde eu torrei esse dinheiro?
Desde a minha volta, em 2010, devo ter ganho mais de 30 mil no período. E mesmo assim, minha dívida saiu de uns 12 mil para mais de 50 mil. Uns 40 dessa dívida é do Itaú, pois caí na besteira de usar cheque especial e depois pedir empréstimo para cobrir cheque especial.
Ano passado tive as minhas várias viagens para o Rio para ver a pequena. Voei e gastei com ela sei lá porque. Talvez para compensar o fato de não ter carro, ou de ser feio, ou de não ter roupas legais, etc. Mas não foi só com ela.
Deixei de andar de ônibus, ia de táxi para todos os lugares porque não tinha paciência de esperar ônibus. Tive recebimentos espalhados, é verdade. Mas não era para estar assim. Não sei aonde gastei tanto dinheiro...
Não consigo atender bem nenhum cliente que eu tenho. Os treinamentos que dei foram péssimos, superfaturei horas de trabalho. Deus, como cheguei a esse ponto?
Atrasei todos os projetos e enrolei todos os meus clientes. Eu não era assim, meu Deus. aonde eu me perdi?
Em abril cancelei 3 mil reais por mês ao cancelar o projeto com meu maior cliente, porque assumi minha incapacidade de atendê-lo. Fui um péssimo prestador de serviços.
Mal posso usar os clientes como referência em futuros empregos, porque pisei na bola com todos. Com todos eu fui incompetente, irresponsável, mentiroso. Desmarquei reuniões, cheguei atrasado em quase todas, sumi sem dar notícias e dei desculpas mentirosas. Como de profissional exemplar virei um lixo desses? Como eu fiz isso?
Talvez ainda consiga salvar uns 2 ou 3 projetos, se correr atrás. Mas não tenho forças, não consigo fazer as tarefas que me passam e quando faço alguma coisa é apenas para enrolar o cliente. Não tenho nem vontade de trabalhar, mesmo sabendo exatamente o que tenho que fazer.
Todos estão decepcionados comigo. Acho que mais que a decepção deles, está a minha própria decepção comigo.
Sinto pavor de morrer às vezes, em outras penso em eu mesmo fazer isso. mas nessas horas lembro do desgosto que daria pra minha mãe. Coitada, sofre tanto para cuidar da minha vó, tem os 3 filhos longe, vive só com uma mãe doente e uma irmã que só suga. Eu sou tão lixo que mal dou atenção aquela que abdicou de viver para cuidar dos filhos.
Perdão minha mãe. Eu nunca quis ser esse lixo que eu sou. Sempre quis ganhar dinheiro para te dar uma vida de rainha. Mas quando ganhei foi para gastar com meus luxos e/ou impressionar alguém.
Deixo meus irmãos preocupados comigo o tempo todo. Como se eles não tivessem suas próprias preocupações e frustrações para pensar. Nem dar atenção a eles eu sou capaz. E como me disse a pequena há semanas atrás, quando procuro as pessoas é porque tenho interesse. Porque quando acho que não preciso volto para o meu isolamento.
Tenho medo dos meus pensamentos, tenho medo de ficar louco. Olho minhas contas e vejo que para me livrar das dívidas vou ter que trabalhar um ano sem poder gastar com nada além do básico. Até não seria muito tempo, se eu não estivesse tão sem vontade, tão deprimido, tão angustiado.
Acabo de tomar rivotril. Queria tanto me livrar dessa merda. Mas espero que faça efeito logo e me ajude a parar de pensar coisa ruim. Ou que me faça dormir logo, que seja.
Vontade de gritar, de correr, de chorar mais. De sumir, de apagar minha vida e começar tudo de novo. Me falam para escrever mas acho que fazer isso está me deixando pior. O sentimento de fracasso está maior. Os pensamentos em fazer besteira aumentam.
E não tenho ninguém pra falar. Não tenho namorada, nem sei como arrumo uma. Meus amigos? afastei todos com meu isolamento. Família? Acho que já os maltrato demais para levar mais problemas para eles. Como disse meu irmão, talvez seja apenas uma crise de stress. Mas acho que é muito mais do que isso.
Queria ficar horas conversando com minha psicóloga mas até para ela eu devo. E devo muito. Nem tenho coragem de chegar lá. Faltei várias consultas, porque acordava tarde, ficava ansioso para ir e não dormia na noite anterior. Ou simplesmente, como diz ela, por medo de mexer em alguma coisa.
Eu quero ter esperança. Quero pensar em coisas boas como as pessoas falam. Quero ter forças. Quero ter vontade. Quero ter vida. Quero ser livre de dívidas.
Mas será que quero isso tudo mesmo? Porque eu não consigo ter nada disso e estou aqui, de madrugada, escrevendo num blog que ninguém lê na tentativa quase desesperada de pedido de ajuda.
Penso em tudo, nos meus medos, na minha mãezinha e não paro de chorar. Oh Senhor, me ajude. Preciso superar mais essa noite.
Fase de indefinição total. Procurei emprego, fiz entrevistas e vi que depois de tantos anos de empresário, não tenho preparação nenhuma. Com mais de 30 anos e mais de uma década de trabalho, não estou qualificado para boas vagas.
Penso em estudar uma coisa, estudar outra e não sei o que fazer. Penso em seguir carreira técnica, outra hora penso na carreira gerencial. Tem horas q fico pensando se existe alguma ideia que me deixe rico rapidamente. Na verdade, nem penso em ficar rico mas sim pagar as minhas dívidas. Fazendo as contas hoje, sem contas os impostos da empresa, devo mais de 55 mil reais.
Fico me perguntando como consegui me enrolar assim. Poderia ganhar mais de 4 mil por mês e mesmo assim devo esse absurdo. Minhas duas contas estão zeradas, não tenho limite disponível no cartão de crédito (ainda bem que é baixo) e devo ter uns 300 reais na carteira, que saquei do banco com medo do banco cobrar taxas e eu ficar sem nada.
Como cheguei a esse ponto absurdo? Morei 3 anos em saigon, ganhando mais de 3 mil por mês e pagando 350 de aluguel. Paguei dívidas antigas mas mesmo assim não juntei dinheiro. Fazendo contas daria mais ou menos 100 mil reais em 3 anos e mesmo assim voltei para a minha cidade sem quase nada no banco.
Aonde eu torrei tanto dinheiro? Não me droguei, não fui alcoólatra, não me envolvi com prostitutas e nem jogos. Aonde eu torrei esse dinheiro?
Desde a minha volta, em 2010, devo ter ganho mais de 30 mil no período. E mesmo assim, minha dívida saiu de uns 12 mil para mais de 50 mil. Uns 40 dessa dívida é do Itaú, pois caí na besteira de usar cheque especial e depois pedir empréstimo para cobrir cheque especial.
Ano passado tive as minhas várias viagens para o Rio para ver a pequena. Voei e gastei com ela sei lá porque. Talvez para compensar o fato de não ter carro, ou de ser feio, ou de não ter roupas legais, etc. Mas não foi só com ela.
Deixei de andar de ônibus, ia de táxi para todos os lugares porque não tinha paciência de esperar ônibus. Tive recebimentos espalhados, é verdade. Mas não era para estar assim. Não sei aonde gastei tanto dinheiro...
Não consigo atender bem nenhum cliente que eu tenho. Os treinamentos que dei foram péssimos, superfaturei horas de trabalho. Deus, como cheguei a esse ponto?
Atrasei todos os projetos e enrolei todos os meus clientes. Eu não era assim, meu Deus. aonde eu me perdi?
Em abril cancelei 3 mil reais por mês ao cancelar o projeto com meu maior cliente, porque assumi minha incapacidade de atendê-lo. Fui um péssimo prestador de serviços.
Mal posso usar os clientes como referência em futuros empregos, porque pisei na bola com todos. Com todos eu fui incompetente, irresponsável, mentiroso. Desmarquei reuniões, cheguei atrasado em quase todas, sumi sem dar notícias e dei desculpas mentirosas. Como de profissional exemplar virei um lixo desses? Como eu fiz isso?
Talvez ainda consiga salvar uns 2 ou 3 projetos, se correr atrás. Mas não tenho forças, não consigo fazer as tarefas que me passam e quando faço alguma coisa é apenas para enrolar o cliente. Não tenho nem vontade de trabalhar, mesmo sabendo exatamente o que tenho que fazer.
Todos estão decepcionados comigo. Acho que mais que a decepção deles, está a minha própria decepção comigo.
Sinto pavor de morrer às vezes, em outras penso em eu mesmo fazer isso. mas nessas horas lembro do desgosto que daria pra minha mãe. Coitada, sofre tanto para cuidar da minha vó, tem os 3 filhos longe, vive só com uma mãe doente e uma irmã que só suga. Eu sou tão lixo que mal dou atenção aquela que abdicou de viver para cuidar dos filhos.
Perdão minha mãe. Eu nunca quis ser esse lixo que eu sou. Sempre quis ganhar dinheiro para te dar uma vida de rainha. Mas quando ganhei foi para gastar com meus luxos e/ou impressionar alguém.
Deixo meus irmãos preocupados comigo o tempo todo. Como se eles não tivessem suas próprias preocupações e frustrações para pensar. Nem dar atenção a eles eu sou capaz. E como me disse a pequena há semanas atrás, quando procuro as pessoas é porque tenho interesse. Porque quando acho que não preciso volto para o meu isolamento.
Tenho medo dos meus pensamentos, tenho medo de ficar louco. Olho minhas contas e vejo que para me livrar das dívidas vou ter que trabalhar um ano sem poder gastar com nada além do básico. Até não seria muito tempo, se eu não estivesse tão sem vontade, tão deprimido, tão angustiado.
Acabo de tomar rivotril. Queria tanto me livrar dessa merda. Mas espero que faça efeito logo e me ajude a parar de pensar coisa ruim. Ou que me faça dormir logo, que seja.
Vontade de gritar, de correr, de chorar mais. De sumir, de apagar minha vida e começar tudo de novo. Me falam para escrever mas acho que fazer isso está me deixando pior. O sentimento de fracasso está maior. Os pensamentos em fazer besteira aumentam.
E não tenho ninguém pra falar. Não tenho namorada, nem sei como arrumo uma. Meus amigos? afastei todos com meu isolamento. Família? Acho que já os maltrato demais para levar mais problemas para eles. Como disse meu irmão, talvez seja apenas uma crise de stress. Mas acho que é muito mais do que isso.
Queria ficar horas conversando com minha psicóloga mas até para ela eu devo. E devo muito. Nem tenho coragem de chegar lá. Faltei várias consultas, porque acordava tarde, ficava ansioso para ir e não dormia na noite anterior. Ou simplesmente, como diz ela, por medo de mexer em alguma coisa.
Eu quero ter esperança. Quero pensar em coisas boas como as pessoas falam. Quero ter forças. Quero ter vontade. Quero ter vida. Quero ser livre de dívidas.
Mas será que quero isso tudo mesmo? Porque eu não consigo ter nada disso e estou aqui, de madrugada, escrevendo num blog que ninguém lê na tentativa quase desesperada de pedido de ajuda.
Penso em tudo, nos meus medos, na minha mãezinha e não paro de chorar. Oh Senhor, me ajude. Preciso superar mais essa noite.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Recaída
Depois de muito tempo sem nada, com tratamento com Sertralina eis que tive uma nova recaída.
Estava quase dormindo, quando senti uma picada de mosquito. Aí acordei com a garganta ruim (tinha tomado vento) e pensamentos ruins começaram a me dominar, como se minha respiração fosse piorar ainda mais e eu não conseguisse respirar mais.
Sentindo que tava ficando nervoso demais resolvi apelar para o SOS (Rivotril) e espero que essa ansiedade passe logo.
Estava pensando nos fatores que me deixam ansioso e um deles são os compromissos atrasados. Não me policio para deixar as coisas em dia nos clientes e de repente todos começam a me cobrar com demandas "urgentes". Aí fico preocupado e me chateio (aos clientes tb).
Preciso ser mais organizado para evitar esses fatores que aumentam minha ansiedade.
Estava quase dormindo, quando senti uma picada de mosquito. Aí acordei com a garganta ruim (tinha tomado vento) e pensamentos ruins começaram a me dominar, como se minha respiração fosse piorar ainda mais e eu não conseguisse respirar mais.
Sentindo que tava ficando nervoso demais resolvi apelar para o SOS (Rivotril) e espero que essa ansiedade passe logo.
Estava pensando nos fatores que me deixam ansioso e um deles são os compromissos atrasados. Não me policio para deixar as coisas em dia nos clientes e de repente todos começam a me cobrar com demandas "urgentes". Aí fico preocupado e me chateio (aos clientes tb).
Preciso ser mais organizado para evitar esses fatores que aumentam minha ansiedade.
domingo, 13 de março de 2011
Sem dores
faz tempo que não tenho dores. Pelo menos dores como antes.
Vida anda menos agitada graças a pílula da tranquilidade: sertralina (assert). Não sei ainda quanto tempo vou tomar isso mas está valendo os dias menos tensos.
De vez em quando recorro ao SOS (rivotril) mas estou melhorando.
Como disse o psiquiatra que me receitou tudo isso, meu tratamento é 80% psicoterápico. Que bom!
Vida anda menos agitada graças a pílula da tranquilidade: sertralina (assert). Não sei ainda quanto tempo vou tomar isso mas está valendo os dias menos tensos.
De vez em quando recorro ao SOS (rivotril) mas estou melhorando.
Como disse o psiquiatra que me receitou tudo isso, meu tratamento é 80% psicoterápico. Que bom!
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