Tentando me entender, vejo que as indefinições me deixam ainda mais agitado do que já sou. Minha cabeça está sempre a mil, imaginando mil cenários possíveis e sofrendo sempre na maior parte deles. Claro que essa capacidade tem seu lado bom. No trabalho isso acaba sendo um diferencial e tanto, pois chego em soluções que muitas pessoas não chegam na mesma velocidade. Mas, como toda dádiva tem seu custo, a capacidade da minha mente de viajar loucamente me leva a lugares que geralmente me causam mais dor do que benefícios.
Estava na dúvida sobre uma oportunidade e sofri algumas semanas com isso. Imaginando como seria se eu aceitasse (caso fosse chamado) ou não aceitasse e ficasse onde estou. Depois de muito pensar, fazer milhares de cálculos, analisar várias vezes e mudar de opinião quase todo dia, decidi por não ir. Acho que dentre as várias coisas que analisei, a mais importante foi devida as crises de ansiedade que tive no período. De um jeito ou de outro, ficando onde estou, tenho suporte de várias pessoas. E ir para um lugar onde não conheço ninguém, a um vôo de distância de casa, me fez pensar como eu ficaria quando tivesse esses dias difíceis.
Sim, tive medo de passar mal e não ter alguém por perto a quem recorrer ou que entendesse do que sofro, o que tenho aqui. E como a opção de ficar não seria ruim também, apenas adiando algumas coisas que eu queria resolver para ontem, resolvi ficar. Tenho minha lista de coisas que quero nesse ano mas não posso esquecer em nenhum momento que estar bem mentalmente é a primeira delas. As outras podem acontecer no seu tempo, já que erros de anos não vai ser corrigidos rapidamente. Então, preciso sempre dizer a mim mesmo "uma coisa de cada vez" e não posso arrumar mais coisas que me deixem mais ansioso.
Escolher sempre é difícil mas com serenidade, temos menos chance de errar. Por isso, tentei ao máximo ter isso e tomar a decisão que me pareceu mais adequada com o que eu defini como prioridade. As outras coisas serão resolvidas, tenho certeza. Mas primeiro, preciso terminar meu primeiro passo acadêmico, ajudar uma pessoa da família em uma questão e manter meu emprego até o final do ano. Depois disso, posso me dedicar às outras coisas, com muito mais recursos do que tenho hoje, com meu passe muito mais valorizado e talvez com mais serenidade ainda, podendo estar em melhores condições para, dentre os vários cenários que minha mente visualiza, distinguir aqueles que valham a pena investir, daqueles que devo ignorar porque são criações da parte louca da minha mente e que só me fazem mal.
Que a Força esteja comigo nessa segunda metade do ano!
Venho aqui de tempos em tempos para tentar organizar meus pensamentos e, anonimamente, expurgar tudo o que me sufoca.
sábado, 27 de junho de 2015
terça-feira, 9 de junho de 2015
Menos ansioso??
Ontem fui a minha médica para uma consulta de rotina e para renovar as receitas, dos remédios de pressão, além do Olcadil e Rivotril. Após ela me examinar e ver que meu coração está normal (assim como a pressão), disse-me que me achava menos ansioso até pelo meu jeito de falar. De fato, ontem realmente estava numa noite mais tranquila do que tem sido...
Mas aquela constatação momentânea não reflete nem de perto como ando me sentindo. A irritação com tudo me acompanha, a falta de paciência com tudo e todos persiste, os pensamentos ruins me perseguem... Nada disso mudou. Talvez tenho tido momentos que posso até chamar de bons, mas esses não têm sido meu "normal".
Tenho procurado não me envolver em mais atividades do que já tenho, contrariando a minha tendência de querer abraçar o mundo. Acho que com menos coisas para fazer, tenho dedicado mais tempo para aquelas que preciso me dedicar. Talvez isso tenha me trazido momentos menos ansiosos, como minha médica viu ontem.
Mas acho que no geral não ando tão diferente. Na verdade, a diferença é que tenho tentado não deixar os pensamentos ruins me dominarem. Nem sempre eu consigo mas estou me esforçando e tentando desviar meu pensamento para qualquer coisa que não sejam esses pensamentos.
Hoje estou um pouco mais agitado, acho que pela chance de ter que tomar uma decisão profissional em breve. Talvez eu tenha que escolher entre meu emprego e uma oportunidade temporária fora daqui. Parece uma decisão fácil, pq bem ou mal tenho alguma estabilidade e estou sob a "proteção" da CLT. Mas o que pesa para o outro lado é que o retorno financeiro em curto prazo, me permitiria resolver duas das três coisas que mais quero na vida: pagar as minhas dívidas e ter dinheiro para um procedimento médico que será necessário para alguém da família. Depois posso até ficar sempre emprego mas, como eu falei com um amigo, qualquer coisa que eu consiga depois já vai ser muito lucro, pq não terei mais o passivo que toma todo o meu dinheiro. Sim, tudo o que ganho com meu salário, nada fica pra mim. É pagar contas do dia a dia, ajudar família e diminuir as dívidas. A diferença é que nessa oportunidade, eu aceleraria isso.
Parece fácil agora escolher? Nada na minha cabeça é fácil ou simples... Recentemente recebi uma oportunidade de ouro na empresa, entrando em um projeto que, ao final dele, me colocará em outro patamar profissional, abrindo muitas portas profissionais. Então, pensar que ao assumir uma outra oportunidade de trabalho, estarei fechando essa porta e desperdiçando uma oportunidade de aprender coisas que muitos profissionais gastam o valor de um carro para aprender (sem exagero).
Então, estou entre a aposta na carreira a longo prazo e a resolução de duas coisas que me incomodam muito e que anseio há um bom tempo. Se eu tiver a oportunidade de escolher, certamente não será uma escolha fácil.
Como essas duas coisas me causam tanta dor, tendo a colocar essa oportunidade nova com um peso bem maior. As pessoas me dizem que eu não preciso correr, que deveria ficar por aqui e aproveitar o que tenho agora, resolvendo as coisas no seu tempo.
Mas, e quem me lê me entende bem, só nós sabemos a dor que sentimos em certas coisas. E quando essa dor atrapalha teu sono, teus relacionamentos, tua vida... Queremos fazer qq coisa para nos livrar dela.
Importante deixar claro que a oportunidade nova é temporária (9 meses), é na minha área e relacionada a minha área de pesquisa e não é em um lugar onde eu corra riscos, como uma área de guerra. Tem bastante ladrão lá, de terno e gravata, mas esses já me roubam estando eu em qq lugar do país. Não preciso dizer onde é, né?
Enfim, nem sei se serei escolhido. Mas vamos ver o que vai acontecer... Só espero ter serenidade para tomar a melhor decisão e principalmente para lidar com todas as coisas que estão acontecendo.
Mas aquela constatação momentânea não reflete nem de perto como ando me sentindo. A irritação com tudo me acompanha, a falta de paciência com tudo e todos persiste, os pensamentos ruins me perseguem... Nada disso mudou. Talvez tenho tido momentos que posso até chamar de bons, mas esses não têm sido meu "normal".
Tenho procurado não me envolver em mais atividades do que já tenho, contrariando a minha tendência de querer abraçar o mundo. Acho que com menos coisas para fazer, tenho dedicado mais tempo para aquelas que preciso me dedicar. Talvez isso tenha me trazido momentos menos ansiosos, como minha médica viu ontem.
Mas acho que no geral não ando tão diferente. Na verdade, a diferença é que tenho tentado não deixar os pensamentos ruins me dominarem. Nem sempre eu consigo mas estou me esforçando e tentando desviar meu pensamento para qualquer coisa que não sejam esses pensamentos.
Hoje estou um pouco mais agitado, acho que pela chance de ter que tomar uma decisão profissional em breve. Talvez eu tenha que escolher entre meu emprego e uma oportunidade temporária fora daqui. Parece uma decisão fácil, pq bem ou mal tenho alguma estabilidade e estou sob a "proteção" da CLT. Mas o que pesa para o outro lado é que o retorno financeiro em curto prazo, me permitiria resolver duas das três coisas que mais quero na vida: pagar as minhas dívidas e ter dinheiro para um procedimento médico que será necessário para alguém da família. Depois posso até ficar sempre emprego mas, como eu falei com um amigo, qualquer coisa que eu consiga depois já vai ser muito lucro, pq não terei mais o passivo que toma todo o meu dinheiro. Sim, tudo o que ganho com meu salário, nada fica pra mim. É pagar contas do dia a dia, ajudar família e diminuir as dívidas. A diferença é que nessa oportunidade, eu aceleraria isso.
Parece fácil agora escolher? Nada na minha cabeça é fácil ou simples... Recentemente recebi uma oportunidade de ouro na empresa, entrando em um projeto que, ao final dele, me colocará em outro patamar profissional, abrindo muitas portas profissionais. Então, pensar que ao assumir uma outra oportunidade de trabalho, estarei fechando essa porta e desperdiçando uma oportunidade de aprender coisas que muitos profissionais gastam o valor de um carro para aprender (sem exagero).
Então, estou entre a aposta na carreira a longo prazo e a resolução de duas coisas que me incomodam muito e que anseio há um bom tempo. Se eu tiver a oportunidade de escolher, certamente não será uma escolha fácil.
Como essas duas coisas me causam tanta dor, tendo a colocar essa oportunidade nova com um peso bem maior. As pessoas me dizem que eu não preciso correr, que deveria ficar por aqui e aproveitar o que tenho agora, resolvendo as coisas no seu tempo.
Mas, e quem me lê me entende bem, só nós sabemos a dor que sentimos em certas coisas. E quando essa dor atrapalha teu sono, teus relacionamentos, tua vida... Queremos fazer qq coisa para nos livrar dela.
Importante deixar claro que a oportunidade nova é temporária (9 meses), é na minha área e relacionada a minha área de pesquisa e não é em um lugar onde eu corra riscos, como uma área de guerra. Tem bastante ladrão lá, de terno e gravata, mas esses já me roubam estando eu em qq lugar do país. Não preciso dizer onde é, né?
Enfim, nem sei se serei escolhido. Mas vamos ver o que vai acontecer... Só espero ter serenidade para tomar a melhor decisão e principalmente para lidar com todas as coisas que estão acontecendo.
sábado, 30 de maio de 2015
Preciso de ajuda
Tenho andado com pensamentos e sentimentos tão ruins que ando bem assustado comigo. Falta de paciência com qualquer coisa, irritação fora do normal com coisas não me irritariam (ou me irritariam pouco), raiva ao ver coisas erradas, etc. Não que sejam sentimentos anormais mas o grau em que essas coisas vem acontecendo está me preocupando.
Hoje, vi um casal fazer uma coisa que infelizmente é muito comum em supermercado. Para poder passar nos caixas rápidos, dividiram a compra enorme deles em várias compras, como se fossem para várias pessoas. Os dois são cretinos e isso explica porque temos os políticos que temos. Mas a raiva que senti, a irritação e reclamações o tempo todo, me mostraram que não estou nada bem.
Esse exemplo tem acontecido com muita frequência. Para tentar me irritar menos, tenho tentado não ler notícias de jornais. Mas das coisas que acontecem no dia a dia, não consigo fugir e isso tem me feito muito mal.
Com relação a sentimentos, também ando sentindo coisas muito estranhas. Um vazio, como se nada que estivesse fazendo tivesse sentido, não vendo propósito na minha vida. Estava atribuindo isso ao estresse em que ando, sem férias e com milhares de coisas para fazer, Fiquei uns dias fora em um evento acadêmico e achei que, apesar de ter levado obrigações para fazer, sair me faria bem. Mas tive todos esses pensamentos e sentimentos ruins durante os 4 dias que fiquei fora.
Tive alguns momentos lúcidos e produtivos e até produzido uma lista das coisas que mais "não quero":
Hoje, vi um casal fazer uma coisa que infelizmente é muito comum em supermercado. Para poder passar nos caixas rápidos, dividiram a compra enorme deles em várias compras, como se fossem para várias pessoas. Os dois são cretinos e isso explica porque temos os políticos que temos. Mas a raiva que senti, a irritação e reclamações o tempo todo, me mostraram que não estou nada bem.
Esse exemplo tem acontecido com muita frequência. Para tentar me irritar menos, tenho tentado não ler notícias de jornais. Mas das coisas que acontecem no dia a dia, não consigo fugir e isso tem me feito muito mal.
Com relação a sentimentos, também ando sentindo coisas muito estranhas. Um vazio, como se nada que estivesse fazendo tivesse sentido, não vendo propósito na minha vida. Estava atribuindo isso ao estresse em que ando, sem férias e com milhares de coisas para fazer, Fiquei uns dias fora em um evento acadêmico e achei que, apesar de ter levado obrigações para fazer, sair me faria bem. Mas tive todos esses pensamentos e sentimentos ruins durante os 4 dias que fiquei fora.
Tive alguns momentos lúcidos e produtivos e até produzido uma lista das coisas que mais "não quero":
- não quero ficar sem dinheiro
- não quero ficar todo o tempo desesperado com tarefas para entregar
- não quero depender de remédios pra dormir
- não quero ter pensamentos ruins
- não quero mais dever pra ninguém
- não quero fins de semana com listas de tarefas
Consegui refletir sobre meu momento e na minha pressa para fazer andar coisas que ficaram paradas por anos. Um colega me disse, a respeito das tarefas acadêmicas, que não preciso ter pressa e que tenho que ir mais devagar.
E vendo meu acúmulo de tarefas, de coisas que eu coloquei nos meus afazeres, vi que preciso mesmo tirar um monte de coisa e deixar apenas o essencial. Cancelei inscrições em alguns cursos online que tinha me inscrito. São cursos importantes para minha carreira, mas como já tenho um mestrado para concluir, talvez valha a pena pensar nisso depois.
Essa viagem eu fiz de avião e, não sei se falei aqui, detesto voar. A ida, no primeiro trecho, foi aterrorizante e nem com rivotril consegui ficar calmo. Na segunda parte da viagem consegui ao menos ficar controlado. Na volta, embora não tenha tido o pavor da ida, tive pensamentos ruins pela viagem toda. E se o avião cair? E se eu tiver um treco aqui dentro? Pensava na morte e nas coisas que deixaria pendente para as pessoas que ficariam. Na tristeza profunda que deixaria nas pessoas.
Isso, por si só, deveria ser motivo para eu me animar e lutar para seguir em frente. Mas tem muitos momentos que me sinto sem forças, sem ânimo para fazer qualquer coisa. Dias atrás, tive início de conjuntivite e a oftalmo me deixou em casa por um dia. Não consigo descrever a alegria que tive ao receber o atestado para poder ficar em casa e não ver ninguém, não fazer nada.
Esse momento também se reflete na relação com minha namorada. Estou tão preocupado comigo que mal dou atenção a ela, me limitando a responder as mensagens que ela manda e vendo cada mensagem que tenho que responder como mais uma obrigação na minha vida. Também reparei que nesses dias fora, só liguei para ela uma vez, antes de pegar o avião de volta. Quando vi as mensagens de saudade dela, só consegui pensar que não estava sentindo a menor falta dela. E isso, mais uma vez, me preocupou muito. Me sinto um lixo porque não estou conseguindo ser um mínimo de namorado para um anjo que Deus colocou na minha vida, que só quer o meu bem e tem feito tudo para me ajudar, mesmo tendo passado recentemente por uma tragédia familiar.
Eu devia fazer o máximo por ela, mas não consigo... quando o faço é mais no sentido de obrigação (porque ela é uma pessoa boa, por tudo que passou, pelo que faz por mim) do que por vontade de fazer para agradá-la. Me sinto um lixo por ter desejado tanto uma namorada e quando eu recebo esse anjo, não consigo fazer nada por ela.
Ando sem vontade nada inclusive com relação a ela. E fico pensando no que fazer... se volto para a minha solidão (nunca acharei alguém como ela) e deixo ela seguir a vida dela, para achar algo melhor. Ou se tento o máximo que puder, na esperança que esses sentimentos em relação a ela estejam sendo influenciados pelo meu momento psicológico péssimo e lute para ficar bem.
No vôo, enquanto estava tendo os pensamentos ruins, eu repetia para mim mesmo. Preciso muito de ajuda. Não estou nada bem e tenho medo de afundar tudo que consegui reconstruir em pouco tempo. Como diz minha mãe, em relação ao que estava no final de 2012, quantas vitórias eu tive até agora. Mas estão me faltando vontade e energia para continuar.
Com tanta coisa boa acontecendo (a namorada, o trabalho q melhorou, o mestrado indo bem), eu não consigo ficar feliz. Ao invés disso, ando desanimado, irritado com as coisas erradas e com medo.. muito medo.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Só por hoje
Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu espero conseguir
Aceitar o que passou e o que virá
(...)
Em dias que estou muito para baixo essa música sempre me vem a cabeça. Aliás, tenho andado assim faz um bom tempo... Parece que uma luz se apagando em mim a cada dia que passa. Tenho, na minha vã esperança, atribuir isso tudo a falta de férias e ao ritmo louco de atividades em que me meti.
O fato é que não me sinto feliz...Tudo anda me aborrecendo ou me deixando mais deprimido. Um exemplo dessa mistura: minha mãe estava em um ônibus em que o motorista passou a toda no quebra-molas e com o impacto minha mãe subiu e caiu em cima do braço do banco. O resultado é que ela está com muitas dores em todo o corpo e, como se não bastasse todos os cuidados que ela deve ter com a saúde, agora tem mais isso para se preocupar. Raio-x na segunda e volta ao ortopedista para um diagnóstico mais preciso. Tomara que seja o mínimo possível de efeitos que sejam tratados rapidamente. Minha mãe não precisa de mais dificuldade de locomoção.
E como eu reagi a isso tudo? Bom, a primeira coisa que senti quando ela me contou foi uma raiva imensa. Juro que pensei em descobrir quem foi o motorista que fez isso e fazer ele pagar com isso. Sim, pensei em no mínimo socá-lo e estragar bastante a cara dele. Matá-lo? Desejei isso também. Não justifica e nem resolve nada, eu sei. Mas meu ódio por esse desgraçado ter causado tanta dor a minha mãe, que tudo o que faz em todos os dias dela é procurar fazer o bem pelos outros, só me fez ter sentimentos ruins. Ainda estou com muita raiva mas ao menos penso em apenas escrever uma carta à empresa relatando o fato. Pensar que isso não vai resolver nada e o desgraçado no máximo vai tomar uma chamada me deixa com mais raiva ainda. Então, estou me esforçando muito para não alimentar esses sentimentos e pensamentos. Mas é muito difícil.
Estando hoje com ela e vendo/ouvindo o relato sobre o que aconteceu, sobre as dores que ela está, sobre o medo que ela está de ter que ficar de cama.. ver minha mãe sofrendo só me deixou mais deprimido. Minha mãe foi duas vezes a UPA e o merda que faz o Raio-X fez dois e não conseguiu acertar um. E, como tudo é demorado nesses lugares, minha mãe não voltou nas várias filas para tentar que o lixo humano que cuida disso fizesse a merda do trabalho dele direito.
Paguei um particular na tentativa que ela fosse melhor atendida e embora isso não garanta nada, pelo menos ela foi e agora espero ter um diagnóstico melhor. Saber de outras coisas dela, como uma cretina de uma ginecologista que machucou minha mãe num preventivo porque estava de papo com a enfermeira, me deixa mais puto e triste. Puto porque não posso fazer nada que gostaria e triste por ver minha mãe cercada de monstros que não se têm o mínimo de cuidado com um idoso.
Já pensei algumas vezes em largar tudo (trabalho e mestrado) e voltar a morar com ela aqui. Pelo menos eu poderia acompanhar minha mãe nessas coisas e evitar alguma dessas coisas. Mas infelizmente tenho outros problemas que minha estada longe tem amenizado. Pagar esses exames dela e o procedimento mais caro que ela fará esse ano, só são possíveis porque tenho um emprego que me paga razoável.
Mas me deprime ao lembrar que cada vez mais ela ficará mais dependente da gente e um dia nos deixará. Eu morro de medo desse dia e não sei o que será de mim quando isso acontecer. Enquanto eu ouvia os relatos dela, tive vontade de chorar por várias vezes. Agora, ao desabafar aqui, pelo menos posso chorar sem que ela veja e fique mais preocupada.
Tudo tem me deixado assim: deprimido ou puto. Às vezes as duas coisas ao mesmo tempo. A falta de humanidade das pessoas, a certeza de que estamos completamente abandonados por todos aqueles que delegamos poderes (com nosso voto), a situação cada vez pior em todas as áreas... Minha mente vai longe e fico mais deprimido, só vendo caos e dor.
Não consigo olhar para a minha carreira tendo progressos, oportunidades boas que estão aprendendo, o anjo que eu namoro... nada disso parece estar sendo suficiente para eu ter um estado onde, como disse o Renato Russo na música que escrevi acima, possa aprender a viver um dia de cada vez.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Tempos tão estranhos...
Eu ia escrever um título para esse post mas percebi que seria o mesmo do post de 10 dias atrás...
As coisas não mudaram muito... quer dizer, tive mais dois boas notícias no campo profissional/acadêmico e devia estar em festa. Até fiquei bastante no dia em que tive as notícias mas o fato é que tenho andando com uma energia bem ruim. Não sei se daria a isso o nome de tristeza mas tenho andado com um desânimo muito grande de tudo. Com dificuldade de sair da cama, sem ânimo para as brincadeiras no trabalho, raramente com meu estilo alegre de sempre, estando com a namorada quase que como protocolo.
Tenho recorrido bastante também ao Rivotril. Acho que mais pelo medo de ter uma crise do que propriamente em uma crise de fato. Ando também sem paciência para nada... qualquer coisa que me deixaria apenas incomodado tem me deixado puto. Devo estar também num estilo mais reclamão... de tudo e de todos.
E não consigo entender o que está acontecendo comigo... eu tenho ótimos motivos para comemorar. as coisas realmente estão muito melhores do que há 4 meses. Mas parece que a minha energia do início do ano está bem apagada.. ou quase apagando.
Tenho andado com sensações tão ruins...Enfim, não me sinto bem. Pode ser fruto de muito tempo sem férias, do ritmo maluco de tarefas que andei nos últimos meses...na verdade, eu gostaria que fosse só isso. Porque aí bastaria tirar as minhas férias (sendo liberado ou me liberando - pedindo demissão) e eu estaria bem.
Mas minha cabeça fica pensando em coisa pior...em um estado depressivo (não seria a primeira vez) ou sei lá o que...
As coisas não mudaram muito... quer dizer, tive mais dois boas notícias no campo profissional/acadêmico e devia estar em festa. Até fiquei bastante no dia em que tive as notícias mas o fato é que tenho andando com uma energia bem ruim. Não sei se daria a isso o nome de tristeza mas tenho andado com um desânimo muito grande de tudo. Com dificuldade de sair da cama, sem ânimo para as brincadeiras no trabalho, raramente com meu estilo alegre de sempre, estando com a namorada quase que como protocolo.
Tenho recorrido bastante também ao Rivotril. Acho que mais pelo medo de ter uma crise do que propriamente em uma crise de fato. Ando também sem paciência para nada... qualquer coisa que me deixaria apenas incomodado tem me deixado puto. Devo estar também num estilo mais reclamão... de tudo e de todos.
E não consigo entender o que está acontecendo comigo... eu tenho ótimos motivos para comemorar. as coisas realmente estão muito melhores do que há 4 meses. Mas parece que a minha energia do início do ano está bem apagada.. ou quase apagando.
Tenho andado com sensações tão ruins...Enfim, não me sinto bem. Pode ser fruto de muito tempo sem férias, do ritmo maluco de tarefas que andei nos últimos meses...na verdade, eu gostaria que fosse só isso. Porque aí bastaria tirar as minhas férias (sendo liberado ou me liberando - pedindo demissão) e eu estaria bem.
Mas minha cabeça fica pensando em coisa pior...em um estado depressivo (não seria a primeira vez) ou sei lá o que...
domingo, 19 de abril de 2015
Devia comemorar mas...
Essa semana tive duas ótimas notícias no campo profissional. Uma em relação a um trabalho aceito em um congresso e outra relativa a uma mudança no emprego que vai me abrir muitas possibilidades ao final do contrato. São duas coisas que queria muito e felizmente consegui vencer essas etapas. Claro que existem outras etapas e se eu não mantiver o ritmo, tudo que fiz até agora será perdido, ou quase perdido.
Mas não ando bem... sinto como se estivesse carregando um peso muito maior do que consigo carregar... as várias questões que demandam minha atenção parecem me sufocar às vezes...Em muitos momentos tenho tido vontade de ficar só no meu canto, isolado de qualquer coisa que se pareça com obrigação. E acabo vendo como obrigação coisas como dar atenção a família, namorada, me cuidar, estudar, etc...
E esses sentimentos me incomodam muito. Sinto que não vou dar conta das várias coisas que estou envolvido e uma hora isso vai estourar. Tenho recorrido ao Rivotril com alguma frequência, digamos 2x por semana.
Apesar das coisas estarem caminhando tal como eu desejei no início do ano, não consigo me sentir feliz. E me deixa nervoso não saber porque...Tenho tido menos pensamentos de morte, de que algo vai me acontecer... Mas ando por demais irritado e impaciente... olhando para o relógio com muito mais frequência do que o meu "normal". Não tendo paciência para ouvir longas explanações...Ficando aéreo boa parte do tempo..
Minha ex-psico sempre me dizia que eu adoro ter o controle.. e não ter o controle das minhas emoções é algo que só faz me chatear mais, me deixa nervoso e mais preocupado sobre o que anda acontecendo comigo.
Estou com medo de surtar perante as novas etapas que se aproximam, de não dar conta das coisas e decepcionar aos outros. Talvez a quantidade de ocupações seja um fator que contribua para esses sentimentos... andei tanto tempo descuidando de várias coisas que acho que acabei abrindo frentes demais para recuperar o tempo perdido.
Talvez eu precise enxergar que não sou capaz de dar conta de tanta coisa e pisar realmente no freio. Talvez eu tenha que acreditar que não sou o dono do tempo e que consertar erros de anos em pouco tempo não seja possível. Talvez focar em uma coisa por vez...O que eu não posso mais é viver assim... preciso estar em paz.
Mas não ando bem... sinto como se estivesse carregando um peso muito maior do que consigo carregar... as várias questões que demandam minha atenção parecem me sufocar às vezes...Em muitos momentos tenho tido vontade de ficar só no meu canto, isolado de qualquer coisa que se pareça com obrigação. E acabo vendo como obrigação coisas como dar atenção a família, namorada, me cuidar, estudar, etc...
E esses sentimentos me incomodam muito. Sinto que não vou dar conta das várias coisas que estou envolvido e uma hora isso vai estourar. Tenho recorrido ao Rivotril com alguma frequência, digamos 2x por semana.
Apesar das coisas estarem caminhando tal como eu desejei no início do ano, não consigo me sentir feliz. E me deixa nervoso não saber porque...Tenho tido menos pensamentos de morte, de que algo vai me acontecer... Mas ando por demais irritado e impaciente... olhando para o relógio com muito mais frequência do que o meu "normal". Não tendo paciência para ouvir longas explanações...Ficando aéreo boa parte do tempo..
Minha ex-psico sempre me dizia que eu adoro ter o controle.. e não ter o controle das minhas emoções é algo que só faz me chatear mais, me deixa nervoso e mais preocupado sobre o que anda acontecendo comigo.
Estou com medo de surtar perante as novas etapas que se aproximam, de não dar conta das coisas e decepcionar aos outros. Talvez a quantidade de ocupações seja um fator que contribua para esses sentimentos... andei tanto tempo descuidando de várias coisas que acho que acabei abrindo frentes demais para recuperar o tempo perdido.
Talvez eu precise enxergar que não sou capaz de dar conta de tanta coisa e pisar realmente no freio. Talvez eu tenha que acreditar que não sou o dono do tempo e que consertar erros de anos em pouco tempo não seja possível. Talvez focar em uma coisa por vez...O que eu não posso mais é viver assim... preciso estar em paz.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Serenidade
Hoje me falaram que, para tratar um assunto familiar, preciso ter serenidade. Que ficando nervoso ou parecendo nervoso acabo prejudicando quem eu quero ajudar. Concordo que realmente a imagem de um filho angustiado não é boa para uma mãe e que preciso me esforçar para não deixar que isso transpareça para ela.
Mas é tão difícil... ando tão preocupado com os meus problemas, os problemas familiares... as coisas que acontecem no país..Ando preocupado com tudo... e tem sido tão difícil ter serenidade..Me sinto correndo o tempo todo e sem tempo para mim.. para pensar em mim e nas minhas várias questões.
Estou com mais medo ainda de que algo ruim aconteça com alguém que amo ou comigo..Estou com muito medo de surtar nessa sensação de correria constante que tenho vivido.
Envolvido em tantas coisas, cuidando finalmente da carreira que abandonei por anos, penso que talvez lidar com pressão é uma coisa que definitivamente não sei e só me faz mal. Pressão para andar com minha carreira, pressão para ajudar minha mãe e tentar ao máximo livrá-la dos problemas que tem parecido, pressão para dar atenção sempre a namorada, quando muitas vezes tenho saudade de estar só e ter todo o meu tempo só para mim.
Sim, minha mente é bizarra. Reclamei diversas vezes aqui que me sentia só, que queria achar alguém. E quando eu acho um anjo na minha vida, por muitas vezes me vem o desejo de estar comigo mesmo apenas e dar vazão às tantas coisas que eu tenho que resolver.
Eu devia agradecer por ter alguém que se mostra estar 100% comigo, mesmo com toda a minha carga. Mas muitas vezes me pego pensando que o tempo que estou com ela, poderia estar resolvendo algumas das várias pendências que tenho. Como sou estranho...
Ando muito preocupado comigo... essa profusão de pensamentos tão contraditórios.. esses mar de preocupações que têm sido os meus dias...Não é essa a vida que quero pra mim...quero paz na minha cabeça...
Sim, preciso ter serenidade para achar as respostas que preciso. Me pergunto como achar serenidade no meio dessa tempestade que parece ser a minha vida...ou melhor, que parece estar a minha cabeça. Mas eu preciso achar...e logo.
Mas é tão difícil... ando tão preocupado com os meus problemas, os problemas familiares... as coisas que acontecem no país..Ando preocupado com tudo... e tem sido tão difícil ter serenidade..Me sinto correndo o tempo todo e sem tempo para mim.. para pensar em mim e nas minhas várias questões.
Estou com mais medo ainda de que algo ruim aconteça com alguém que amo ou comigo..Estou com muito medo de surtar nessa sensação de correria constante que tenho vivido.
Envolvido em tantas coisas, cuidando finalmente da carreira que abandonei por anos, penso que talvez lidar com pressão é uma coisa que definitivamente não sei e só me faz mal. Pressão para andar com minha carreira, pressão para ajudar minha mãe e tentar ao máximo livrá-la dos problemas que tem parecido, pressão para dar atenção sempre a namorada, quando muitas vezes tenho saudade de estar só e ter todo o meu tempo só para mim.
Sim, minha mente é bizarra. Reclamei diversas vezes aqui que me sentia só, que queria achar alguém. E quando eu acho um anjo na minha vida, por muitas vezes me vem o desejo de estar comigo mesmo apenas e dar vazão às tantas coisas que eu tenho que resolver.
Eu devia agradecer por ter alguém que se mostra estar 100% comigo, mesmo com toda a minha carga. Mas muitas vezes me pego pensando que o tempo que estou com ela, poderia estar resolvendo algumas das várias pendências que tenho. Como sou estranho...
Ando muito preocupado comigo... essa profusão de pensamentos tão contraditórios.. esses mar de preocupações que têm sido os meus dias...Não é essa a vida que quero pra mim...quero paz na minha cabeça...
Sim, preciso ter serenidade para achar as respostas que preciso. Me pergunto como achar serenidade no meio dessa tempestade que parece ser a minha vida...ou melhor, que parece estar a minha cabeça. Mas eu preciso achar...e logo.
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