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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Amor maior - parecia perfeito demais...

Depois de cerca de 15 dias nos falando diariamente quase, estava tão envolvido por M. que achei que finalmente tinha encontrado o amor da minha vida. Parecia que era questão de tempo para nos encontrarmos e eu viveria tudo o que sonhei com a mulher dos meus sonhos. Parecia...

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M. parecia a pessoa que sonhei a vida toda. Engraçada, inteligente, sexy, carinhosa... Aliás, de tudo que sempre amei em M., a característica mais marcante dela era o carinho. Já tive outros relacionamentos mas em nenhum deles recebi tanto carinho e cuidado como o que M. me fazia ter.

Andava ansioso para nos encontrarmos mas andava difícil por agendas complicadas, tanto para mim quanto para ela. Principalmente ela, médica que andava em plantões. E eu, cada vez mais dependente dos nossos contatos via msn, praticamente ficava online o tempo todo, a espera de que ela aparecesse. E quase todo dia nos falávamos, já que ela quase sempre aparecia online.

Chegamos a falar algumas vezes ao telefone. Celular não era banal como é hoje mas ela me ligou algumas vezes em casa. Ah, a voz dela... Com um pouco de sotaque do Sul do Brasil. Lembro da voz dela ainda hoje. Voz de menina, alegre e tão doce aos meus ouvidos. Quanta saudade você deixou, M.

Morava em república na época e meus colegas diziam que eu não saía mais do quarto. Era do trabalho pro quarto e do quarto para o trabalho. Queria tanto estar com ela que simplesmente só queria esperá-la no msn para curtirmos nosso tempo juntos. Se alguém já viveu ao lado de alguém momentos que chamamos de mágicos, entende bem o que estou falando. Me faltam palavras para descrever como era cada minuto com ela, mesmo que através de uma tela de computador.

Mas em um final de semana, tudo mudou. Não o que sentia por ela e o que ela sentia por mim. Mas a mágica deu lugar a realidade*. Cansado de esperar por ela estar online e lembrando das críticas dos colegas de república, resolvi sair para caminhar, como fazia antes de conhecê-la. Dizia para mim mesmo: "não posso ficar online o tempo todo, tenho que sair para fazer qualquer coisa, pois vou enlouquecer".

E então saí para caminhar. Muitos anos depois, meu arrependimento por esse dia ainda parece tão grande como naquele dia. Ao voltar da caminhada, um colega disse: "M. ligou te procurando. Conversamos um pouco e ela parece legal. Disse que ia te escrever".

A gente tinha combinado de nesse final de semana se falar para combinar algo ao vivo. Então, quem me lê imagina como fiquei com ódio de mim por ter saído justamente no momento que ela ligou.

De qualquer forma, mal ouvi o que o colega falou e corri para o quarto para ver meu e-mail. M. tinha me escrito um mail longo dizendo que a mãe dela tinha tentado se matar e ela teve que partir em direção a cidade dela (Blumenau). Ela se desculpava mas estava desesperada e não sabia se voltaria para nossa cidade (Campinas), pois tinha que ficar com a mãe. Mas que queria muito viver tudo o que falávamos e que estava triste porque não poderia me encontrar naquele momento.

E então eu chorei como nunca chorei na minha vida. Fiquei horas e horas chorando, me lamentando por ter ido caminhar, por não ter confortado-a nesse momento, por não ter me oferecido para ir junto na longa viagem. O que teria acontecido se eu estivesse em casa e atendido o telefone? Por mais que eu especule, nunca irei saber..

Olhava o e-mail dela, chorava muito e escutava a música que ela dizia ser a preferida dela:



Chorava também por mim, por imaginar a possibilidade de não acontecer uma coisa tão maravilhosa como ela. Me lamentava por tudo, pelas coisas boas nunca acontecerem comigo. Me senti revoltado por tudo e estava desesperado, porque estávamos tão perto e acontecia uma coisa dessa. 

Rezava pela mãe dela, por ela e por mim. E me questionava se aquilo tudo ia acabar ou se teríamos nova chance...

Continua**...


* Um adendo importante: muito do que relato aqui não tenho como comprovar a verdade. Não me refiro ao que sentia e ao que vivemos. Mas o nome dela, a profissão dela, a casa dela, o que aconteceu com ela... talvez nunca saiba a verdade. E isso me mata a cada dia...

** Sempre choro muito quando lembro dela. E escrever isso tudo está sendo bem difícil para mim. Que saudade...

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Para ler desde o início:

1) http://writerapia.blogspot.com/2014/12/amor-maior-o-inicio-de-tudo.html
2) http://writerapia.blogspot.com/2014/12/amor-maior-voltando-sentir-o-coracao.html

domingo, 14 de dezembro de 2014

Amor maior - voltando a sentir o coração bater forte

Continuação da história que comecei a contar aqui:

http://writerapia.blogspot.com/2014/12/amor-maior-o-inicio-de-tudo.html

Incrível como certas coisas acontecem muito rápido. Carência? Amor a primeira vista? Não sei.. o fato é que após conhecer uma menina no chat do UOL, as coisas aconteceram numa velocidade espantosa. Para o bem e para o mal...

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Depois de conhecer M. no chat do UOL numa noite de abril/2005, trocamos e-mails, porque eu queria falar mais com ela. Aquela noite tinha sido tão legal que eu precisava falar com M. de novo e quem sabe evoluir nossos contatos.

Acho que escrevi para ela um ou dois dias depois, não me lembro exatamente o conteúdo. Alguns emails que trocamos eu acabei apagando, porque reler certas coisas me doem muito.

Ela demorou uns 15 dias para me responder, disse que tinha gostado de mim e falava sobre a carreira dela (médica), que tinha cogitado parar a residência, entre outras coisas. Sei que a respondi no mesmo dia passando meu msn e sugerindo que nos falássemos de novo, desta vez por lá.

Acho que nesse mesmo dia ela me adicionou e ficamos novamente horas conversando à noite. Eu tinha receio dela desistir quando visse minha foto (não mudei nesse ponto) no msn mas ela gostou de mim. E ela? Aquela pessoa que parecia linda por dentro também o era por fora.

Conversamos tanto nessa noite e descobrimos tanta afinidade que eu estava encantado e ela correspondia. Uma coisa que nunca esquecerei dela: ela sempre era tão carinhosa...Nunca mais tive na vida tanto carinho. Tiveram outras pessoas mas carinho como o dela, nunca mais...

Eu estava tão encantado que nem lembrava mais da ex, que terminou no ano anterior, e nem estava interessado na vida que estava levando antes de baladas toda semana. Só queria falar com M.

Passamos a nos falar diariamente, quase. Ela com seus plantões tinha uns horários diferentes mas eu sempre estava on para ela, porque minha carreira me permitia isso.

Como faz parte de mim, eu já sonhava com nosso encontro e com as coisas acontecendo...Estava empolgadíssimo e sentia falta imensa quando não estávamos nos falando. Um dia ela me mandou essa música:



Essa foi uma característica nos nossos 5 anos juntos. Sempre mandávamos músicas um para o outro. E cada uma delas reflete o momento que estávamos vivendo.

Acho que foram duas semanas com esses contatos quase diários com M. Dentre muitos momentos mágicos que tivemos, essas duas semanas talvez estejam entre os 10 mais da nossa história. Talvez seja difícil para a maioria das pessoas entender como conversas por msn possam ser mágicas mas só posso dizer que foram..

Estava totalmente encantado por ela e queria muito conhecê-la. Ela declarava o mesmo e eu achava que era questão de tempo para isso acontecer. Mas aí...

Continua...






sábado, 6 de dezembro de 2014

Amor maior - o início de tudo

Hoje, ao caminhar pela praia, encontrei pessoas conhecidas que de alguma forma me lembraram daquela que não consegui superar. Estava há tempos para escrever sobre tudo o que aconteceu, até para poder organizar meus pensamentos. Já fazem tantos anos e certos detalhes vão sumindo das minhas lembranças. Ela, que chamarei aqui de M., sempre está presente...

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No início de 2005 eu estava experimentando uma coisa que nunca aconteceu comigo (nem antes e nem depois do fato): estava ficando com mulheres com uma frequência maior do que o meu histórico. Nunca fui o cara que ficava com uma mulher diferente a toda semana mas isso estava acontecendo comigo.

Voltando alguns meses atrás no tempo, a minha ex-namorada tinha terminado comigo, depois de quase 4 anos juntos. Moramos juntos por 2 anos e vivemos como casal com tudo de bom e ruim que a vida de casado tem. Ela foi a primeira namorada que tive, foi com ela que tive minha primeira relação sexual e por aí vai.

Quando ela terminou, em novembro/2004, eu nem sofri tanto. Nossa relação já não andava boa fazia tempo e eu mesmo estava cansado daquilo. Mas nunca sou o cara que termina as relações e precisou ela fazer o que eu estava sem coragem de fazer.

O que aconteceu pouco tempo depois é que passei a procurar conhecer outras mulheres. E, incrivelmente, comecei a ficar com algumas em curto espaço de tempo. Cheguei ao ponto até de ficar com uma menina em uma viagem de ônibus de 6 horas. Quem me conhece, nunca imaginaria que eu ficaria com alguém em uma viagem. Mas enfim, aconteceu.

De novembro/04 até abril/05 eu passei a sair mais e conhecia mulheres que mantinha contato via internet. Esse é um ponto importante: fora a menina do ônibus, todas as outras eu conheci em salas de chat e marquei de encontrar. Com uma delas, cheguei até a ficar mais de uma vez, um visitando a cidade do outro, além de nos encontrarmos no carnaval de 2005.

Estava uma vida divertida, pois eu estava procurando viver, saindo com alguma frequência e buscando diversão. No entanto, por talvez eu ser o tipo de cara que prefira segurança a aventuras, comecei a me cansar disso e sentir falta de ter alguém todo o tempo, como era no meu tempo de casado.

Numa noite de abril de 2005, depois de voltar de uma balada, resolvi entrar no ambiente onde sou desinibido, atirado, descolado, etc: uma sala de chat. Entrei numa sala de chat da minha cidade, pois dessa vez eu queria conhecer alguém da minha cidade, já que estava ficando caro interurbanos e viagens pelo interior de SP.

Não demorei muito a ter a atenção de alguém. Uma menina muito simpática e ficamos conversando por horas. Ela parecia tão legal e estava tão divertido falar com ela que não vi o tempo passar. Pela primeira vez em meses estava tendo um tipo de contato com mulher que não era aquela coisa de conversar um pouco e ficar/não ficar.

Esse foi o dia que falei com M. pela primeira vez, numa relação que durou quase 5 anos. A pessoa que mais me fez sentir amado e que sempre dizia que eu nunca mais me sentiria só.

Continua...

"Mas se for para falar de algo bom, eu sempre vou lembrar de você. Difícil não lembrar do que nunca se esqueceu, fácil perceber que seu amor é meu, difícil não lembrar do que nunca se esqueceu, é fácil perceber que meu amor é seu"