Lembro que cerca de 20 anos atrás, quando estudava para o vestibular, eu era uma pessoa completamente diferente do que sou. Seria algo óbvio, se eu estivesse falando de evolução. Mas, e cada vez mais percebo isso, aconteceu o contrário comigo. Regredi em tantas coisas...
Três anos antes de fazer vestibular pela primeira vez, eu já sabia em qual universidade queria estudar. Minha escolha se deu pela qualidade reconhecida dos seus cursos e pelas possibilidades para alguém como eu, sem dinheiro para viver longe da casa da família, pudesse estudar. Não sei se a universidade tem os mesmos programas para estudantes de baixa renda, mas o fato é que eu poderia estudar lá com as bolsas de apoio à moradia e alimentação. E esse fato, mais até do que a fama de lá, foi o que me fez querer ir para esta universidade.
Então, mesmo com minha formação deficiente, estudei muito, principalmente no último ano. Mas não foi suficiente para entrar onde eu queria. Me aconselharam a tentar para outras, mas meu objetivo era ir para lá. E voltei para cidade da família (morava com parentes no último ano, para estar "mais perto das coisas") e continuei a estudar, dessa vez com um planejamento melhor. Como precisava bancar os gastos com viagens para provas, inscrições, etc, trabalhei por uns 7 ou 8 meses em um escritório da cidade. E, no final do ano, fui tentar de novo. E não passei.
Mesmo com mais opiniões contrárias, para prestar para uma "mais fácil", não abandonei meu objetivo. E dessa vez, tinha o plano de estudos e trabalho (para pagar os custos) todo traçado. Aliás, quando fui ver o resultado dessa segunda reprovação, passados os 10 minutos de tristeza, eu já comecei a pensar o que ia fazer no dia seguinte.
Quando prestei pela terceira vez, saíram quase juntos os resultados dessa universidade e de outra, igualmente conhecida por sua excelência (tinha prestado nela também nos dois anos anteriores). Embora tenha prestado em duas, eu imaginava minha vida apenas nessa que eu queria de verdade.
Enfim, na que eu menos queria passei numa minha segunda opção de curso, que apenas coloquei por colocar, já que desde meus 12 anos eu sabia com o que queria trabalhar. E na que eu queria de verdade, eu fiquei na lista de espera, não tão perto dos primeiros lugares.
Com a pressão familiar (afinal, ao menos tinha passado em algo) fui fazer matrícula na outra, cuja data era antes da que eu queria mesmo. E, chegando lá, na mesa com os documentos, perguntei se eu desistisse da vaga, ainda concorreria a vaga de primeira opção. Não lembro a resposta mas o que me passou naquele momento foi que muitos que passaram nessa teriam passado também na que eu queria. E como a que eu queria ficava no interior e a outra na capital, minha lógica me disse que as pessoas da capital naturalmente escolheriam a da capital, liberando vagas para os da lista de espera.
E então desisti dessa vaga nessa universidade. Quando contei aos parentes, todo mundo reclamou muito, pois eu tinha conseguido passar numa "universidade de ponta". Mas não era no curso que eu queria e nem era a minha primeira opção. E estava certo que conseguiria a vaga no dia da matrícula onde eu queria. Nessa, os aprovados se matriculavam de manhã e os da lista de espera que declararam interesse (também pela manhã) em concorrer aproveitariam as vagas remanescentes. E então fui para uma cidade que já conhecia de tanto ler mas que nunca estivera antes.
Resumindo a longa história, aconteceu o que eu previa e eu entrei na universidade e no curso que sempre quis. Se eu faria tudo de novo? Certamente. Não penso como teria sido a minha vida se eu seguisse os conselhos dos outros e renegasse a minha verdadeira vontade.
Essa longa história mostra como eu era há vinte anos atrás. Determinado, que nunca desistia e que lutava todo dia, mesmo quando os outros diziam para eu seguir o "caminho menos difícil".
Hoje eu olho para mim, com tantas coisas para terminar e fazer, e não vejo mais essa pessoa. Eu tenho olhado muito mais o longo caminho a percorrer do que a minha vida, quando me livrar de tudo o que me tira o sono. E quando penso no caminho, me bate um desânimo tão grande que não consigo fazer nada. Fico parado, procrastinando e arrumando outras coisas fora do foco que deveria ter.
Tem momentos que eu acho que minha bateria está acabando, que nunca vou terminar essas pendências que eu mesmo criei. Aliás, não sei porque tenho essa capacidade, de me meter em coisas que nunca termino ou que demoro imensamente a terminar. E, diferente da época do vestibular, eu só olho o quão longe é o caminho e penso que deveria ficar no "caminho menos difícil", que não tenho mais a energia que tinha para lutar dos meus 17-19 anos.
Tenho muito a fazer e tenho empurrado com a barriga, até que eu esgote a paciência de mais algumas pessoas e tenha prejuízos/processos de novo. Basta eu sentar e trabalhar, certo? Mas não estou conseguindo e tenho pedido forças para seguir em frente, para parar de ficar andando de lado e conquistar o que é meu, como fiz na época do vestibular.
Venho aqui de tempos em tempos para tentar organizar meus pensamentos e, anonimamente, expurgar tudo o que me sufoca.
domingo, 17 de abril de 2016
sábado, 9 de abril de 2016
Vencendo o medo
Minha vida é repleta de medos e preocupações. Em todos os aspectos. Durmo e acordo preocupado e com medo de qualquer coisa. E isso me paralisa a todo tempo, me fazendo perder muitas coisas. Muitas vezes penso que esses pedo me impedem de viver a vida. Não me aproximo de uma moça porque tenho medo do não, tem horas que não consigo fazer as coisas porque me sentindo ansioso e tenho medo de passar mal e morrer, medo de perder as pessoas que amo, entre tantas coisas.
Uma dessas é meu medo de voar. Muitas pessoas não entendem como eu, sendo de uma área de exatas, consigo ter medo do transporte mais seguro do mundo. Mas não é uma questão lógica e não se trata de 0 e 1. Como queria que fosse mas não funciona assim.
Já voei mais de uma dezena de vezes, na maioria das vezes por causa de trabalho. E sempre é complicado para mim. Não consigo relaxar totalmente e nem dormir, mesmo já tendo virado noite para pegar um vôo. Em algumas vezes, até consegui ter alguns momentos de calma e observar o visual lindo de cima. Mas sempre com um olho em todo movimento do avião, sinais, etc.
Por duas vezes namorei moças de outros estados e isso me fez voar bastante. Acho que pela frequência, acho que foi a época que cheguei mais perto de algo parecido com relaxamento.
Com a vinda a ansiedade, voar se tornar algo mais difícil ainda. Já perdi muito dinheiro de vôos que desisti simplesmente por medo. Por duas vezes, deixei de fazer uma viagem para um dos destinos que mais quero conhecer na vida por causa do medo de voar. E cancelar vôos em cima da hora sempre tem um custo muito alto.
Mas mais do perder dinheiro, o medo de voar me faz perder grandes oportunidades de realizar coisas que gosto, como conhecer novas culturas ou até oportunidades de trabalho. Sem contar no tempo que gasto em ônibus em viagens que gastaria no máximo 15% se fosse de avião.
Pois bem, nessa semana fiz minha segunda viagem internacional. Viagem curta, aqui mesmo na América do Sul. Mas para mim a possibilidade de estar num avião, me traz todos os pensamentos ruins possíveis: que vai cair, que vou passar mal lá em cima, que algo de muito ruim vai ar de errado. E esses pensamentos me dominaram todos os dias antes da viagem, como em todas vezes que tive que voar.
Tentando me acalmar e relaxar, além do Rivotril, recorri a um vídeo que posto no final. Esse vídeo fala de como seria nossa vida se não tivéssemos medo. E, depois de passado o medo da subida do avião, comecei a pensar em tudo isso. De que estava indo para um lugar que nunca tinha ido, com possibilidades de interagir com pessoas de diversos países e estar outro país pela primeira vez sozinho. Da outra vez estive com colegas, então não tive tanta liberdade como gosto nas viagens.
Embora tenha ido dessa vez a trabalho, tive alguns momentos de entretenimento, na parte da noite, E a cada passo que dava lá, a sensação de descobertas e liberdade me fez pensar ainda mais em como o meu medo tem me impedido de viver, de fazer as coisas que gosto. E comecei a pensar que preciso de alguma forma praticar isso para curtir tudo que essa sensação de liberdade pode oferecer.
Enfim, consegui fazer a viagem, aproveitei cada minuto que pude e me senti livre. Preciso fazer dessa ocasião um ensinamento para todas as áreas da minha vida, de cada momento que deixo o medo me vencer e perco chances de sair da minha prisão e viver a vida.
Segue o vídeo: é uma reflexão mas acho que a mensagem é muito valiosa:
Uma dessas é meu medo de voar. Muitas pessoas não entendem como eu, sendo de uma área de exatas, consigo ter medo do transporte mais seguro do mundo. Mas não é uma questão lógica e não se trata de 0 e 1. Como queria que fosse mas não funciona assim.
Já voei mais de uma dezena de vezes, na maioria das vezes por causa de trabalho. E sempre é complicado para mim. Não consigo relaxar totalmente e nem dormir, mesmo já tendo virado noite para pegar um vôo. Em algumas vezes, até consegui ter alguns momentos de calma e observar o visual lindo de cima. Mas sempre com um olho em todo movimento do avião, sinais, etc.
Por duas vezes namorei moças de outros estados e isso me fez voar bastante. Acho que pela frequência, acho que foi a época que cheguei mais perto de algo parecido com relaxamento.
Com a vinda a ansiedade, voar se tornar algo mais difícil ainda. Já perdi muito dinheiro de vôos que desisti simplesmente por medo. Por duas vezes, deixei de fazer uma viagem para um dos destinos que mais quero conhecer na vida por causa do medo de voar. E cancelar vôos em cima da hora sempre tem um custo muito alto.
Mas mais do perder dinheiro, o medo de voar me faz perder grandes oportunidades de realizar coisas que gosto, como conhecer novas culturas ou até oportunidades de trabalho. Sem contar no tempo que gasto em ônibus em viagens que gastaria no máximo 15% se fosse de avião.
Pois bem, nessa semana fiz minha segunda viagem internacional. Viagem curta, aqui mesmo na América do Sul. Mas para mim a possibilidade de estar num avião, me traz todos os pensamentos ruins possíveis: que vai cair, que vou passar mal lá em cima, que algo de muito ruim vai ar de errado. E esses pensamentos me dominaram todos os dias antes da viagem, como em todas vezes que tive que voar.
Tentando me acalmar e relaxar, além do Rivotril, recorri a um vídeo que posto no final. Esse vídeo fala de como seria nossa vida se não tivéssemos medo. E, depois de passado o medo da subida do avião, comecei a pensar em tudo isso. De que estava indo para um lugar que nunca tinha ido, com possibilidades de interagir com pessoas de diversos países e estar outro país pela primeira vez sozinho. Da outra vez estive com colegas, então não tive tanta liberdade como gosto nas viagens.
Embora tenha ido dessa vez a trabalho, tive alguns momentos de entretenimento, na parte da noite, E a cada passo que dava lá, a sensação de descobertas e liberdade me fez pensar ainda mais em como o meu medo tem me impedido de viver, de fazer as coisas que gosto. E comecei a pensar que preciso de alguma forma praticar isso para curtir tudo que essa sensação de liberdade pode oferecer.
Enfim, consegui fazer a viagem, aproveitei cada minuto que pude e me senti livre. Preciso fazer dessa ocasião um ensinamento para todas as áreas da minha vida, de cada momento que deixo o medo me vencer e perco chances de sair da minha prisão e viver a vida.
Segue o vídeo: é uma reflexão mas acho que a mensagem é muito valiosa:
terça-feira, 29 de março de 2016
Felicidade parece tão longe
Queria escrever um post só de alegrias, de avanços na minha vida e de conquistas, mas simplesmente não tenho muito ânimo para comemorar nada. Tenho um emprego e isso, nos tempos atuais, é algo a se comemorar. Mas todo o contexto não me deixa olhar para as coisas boas que tenho.
Por mais que eu tente, não consigo ficar alheio a tudo que acontece no nosso país. Não vou aqui descrever tudo o que penso, mas a certeza de que vamos retroceder ainda mais e que viveremos tempos muito difíceis, só me deixam preocupado, sentimento que me domina nos últimos anos.
Essa semana que passou ainda tive a preocupação adicional com a pessoa mais importante da minha vida, de cama por causa de uma das doenças do momento. Não poder estar lá, por mais que outras pessoas tivessem, foi uma faca perfurando meu coração cada dia que tinha notícias. Felizmente a situação é de melhora, mas fico me perguntando como estarei quando algo mais grave acontecer. E isso, inerente ao processo de envelhecimento, só me mata um pouco mais. Queria poder enxergar isso de maneira normal e que faz parte da nossa vida por aqui, mas não consigo.
Com o ambiente profissional não sendo dos melhores, por n fatores, e pelo sentimento de solidão crescente, fico me perguntando se não deveria voltar. O problema é que lá a situação é muito pior do que em outras partes do país e cheguei um ponto da minha carreira onde não tenho mais tantas ofertas como tinha antes, seja por que descuidei da minha capacitação ou pela idade, que mesmo na minha área tem feito diferença, como nunca achei que faria. E infelizmente caí no estado em que preciso de renda mensal, pela quantidade de compromissos que assumi, pelos meus erros e com aqueles que dependem de mim.
Além disso tenho algumas pendências a cumprir de trabalhos antigos que me tomam o tempo que deveria usar para descansar, me cuidar, me divertir. Precisava terminar isso logo mas quanto mais faço mas longe pareço de terminar. E aí o desânimo toma conta nos dias que não deveria e produzo muito menos, gerando o efeito cascata.
Tenho sentido saudade também da guria. Isso não estava acontecendo com tanta frequência mas estar só aqui, com muito mais tempo comigo do que eu estava antes, tem me feito lembrar dela, dos nossos planos, de tudo o que aconteceu e da quase certeza de que nunca mais saberei dela. E tudo isso só me deixa mais triste.
Sei que faltava muito no que tínhamos mas tudo o que mais queria agora seria ela me dizendo o que sempre dizia quando eu estava chateado por qualquer motivo: "tudo vai ficar bem, gordinho". Saudade...(e as lágrimas têm vindo com tanta frequência...)
Por mais que eu tente, não consigo ficar alheio a tudo que acontece no nosso país. Não vou aqui descrever tudo o que penso, mas a certeza de que vamos retroceder ainda mais e que viveremos tempos muito difíceis, só me deixam preocupado, sentimento que me domina nos últimos anos.
Essa semana que passou ainda tive a preocupação adicional com a pessoa mais importante da minha vida, de cama por causa de uma das doenças do momento. Não poder estar lá, por mais que outras pessoas tivessem, foi uma faca perfurando meu coração cada dia que tinha notícias. Felizmente a situação é de melhora, mas fico me perguntando como estarei quando algo mais grave acontecer. E isso, inerente ao processo de envelhecimento, só me mata um pouco mais. Queria poder enxergar isso de maneira normal e que faz parte da nossa vida por aqui, mas não consigo.
Com o ambiente profissional não sendo dos melhores, por n fatores, e pelo sentimento de solidão crescente, fico me perguntando se não deveria voltar. O problema é que lá a situação é muito pior do que em outras partes do país e cheguei um ponto da minha carreira onde não tenho mais tantas ofertas como tinha antes, seja por que descuidei da minha capacitação ou pela idade, que mesmo na minha área tem feito diferença, como nunca achei que faria. E infelizmente caí no estado em que preciso de renda mensal, pela quantidade de compromissos que assumi, pelos meus erros e com aqueles que dependem de mim.
Além disso tenho algumas pendências a cumprir de trabalhos antigos que me tomam o tempo que deveria usar para descansar, me cuidar, me divertir. Precisava terminar isso logo mas quanto mais faço mas longe pareço de terminar. E aí o desânimo toma conta nos dias que não deveria e produzo muito menos, gerando o efeito cascata.
Tenho sentido saudade também da guria. Isso não estava acontecendo com tanta frequência mas estar só aqui, com muito mais tempo comigo do que eu estava antes, tem me feito lembrar dela, dos nossos planos, de tudo o que aconteceu e da quase certeza de que nunca mais saberei dela. E tudo isso só me deixa mais triste.
Sei que faltava muito no que tínhamos mas tudo o que mais queria agora seria ela me dizendo o que sempre dizia quando eu estava chateado por qualquer motivo: "tudo vai ficar bem, gordinho". Saudade...(e as lágrimas têm vindo com tanta frequência...)
domingo, 20 de março de 2016
Estar sozinho e solidão
Acho que sempre gostei de estar só, quando posso fazer o que quiser, como eu quiser e quando eu quiser. Para mim, a sensação de ter o total controle dos meus passos é muito boa e toda vez que estou com alguém ou quando preciso dividir espaço com outras pessoas, logo me sinto incomodado. Posso até gostar de dividir espaço e tempo com outros mas é questão de meses para que eu queira voltar para a minha vida onde posso tudo.
Por essas coisas, e isso me pareceu muito evidente no meu último namoro, acho que dificilmente vou envelhecer ao lado de alguém. A não ser que alguma coisa mude tudo o que fui até hoje. Às vezes acho que sou egoísta demais para conviver com outras pessoas. Não que me considere uma pessoa ruim, mas ter o meu espaço é algo tão importante para mim que tenho sérias dificuldades de dividir isso com outras pessoas.
Por outro lado, a sensação de solidão tem sido tão forte nas últimas semanas que começo a ficar incomodado. Como falei em outro post, estou longe de todos que conheço, numa cidade nova. E ter contato com as pessoas da minha vida apenas por telefone e e-mail não tem sido suficiente para diminuir esse sentimento de vazio.
Durante a semana, é menor pior pois acabo convivendo com o pessoal do trabalho. Mas em fim de semana, quando estou 24 hs só comigo mesmo, essa sensação tem me incomodado bastante. Sinto falta de conversar com as pessoas, tocar outra pessoa, receber e dar carinho, etc.
Esse ano fico mais perto dos 40 mas em certos pontos acho que não amadureci nada. Meu lado racional diz que a convivência com outras pessoas tem seus ônus e bônus e cabe a nós sabe lidar com isso de moro a não perder as coisas boas da interação com outras pessoas. No entanto, existe uma distância muito grande entre o que minha lógica enxerga e o que meu coração sente.
Hoje é domingo e estou me sentindo mais solitário do que no fim de semana passado, querendo estar com alguém, que seja para papear ou namorar.
Acho que vou procurar terapia. Meu único receio é que nem sei se estarei nessa cidade no próximo mês (espero que sim) e começar um trabalho para depois parar e ter que recomeçar com outro profissional parece bem complicado. Mas acho que fazer alguma coisa é melhor do que não fazer nada. Esse sentimento de solidão cada vez maior tem estimulado outro sentimento muito mais perigoso: a sensação de falta de propósito nessa vida. Além da lembrança e saudade daquela que não consegui superar.
Deixo uma música que reflete bem isso que venho sentido. Aliás, essa música eu ouvi a primeira vez no primeiro dia que tive contato com a guria...
Por essas coisas, e isso me pareceu muito evidente no meu último namoro, acho que dificilmente vou envelhecer ao lado de alguém. A não ser que alguma coisa mude tudo o que fui até hoje. Às vezes acho que sou egoísta demais para conviver com outras pessoas. Não que me considere uma pessoa ruim, mas ter o meu espaço é algo tão importante para mim que tenho sérias dificuldades de dividir isso com outras pessoas.
Por outro lado, a sensação de solidão tem sido tão forte nas últimas semanas que começo a ficar incomodado. Como falei em outro post, estou longe de todos que conheço, numa cidade nova. E ter contato com as pessoas da minha vida apenas por telefone e e-mail não tem sido suficiente para diminuir esse sentimento de vazio.
Durante a semana, é menor pior pois acabo convivendo com o pessoal do trabalho. Mas em fim de semana, quando estou 24 hs só comigo mesmo, essa sensação tem me incomodado bastante. Sinto falta de conversar com as pessoas, tocar outra pessoa, receber e dar carinho, etc.
Esse ano fico mais perto dos 40 mas em certos pontos acho que não amadureci nada. Meu lado racional diz que a convivência com outras pessoas tem seus ônus e bônus e cabe a nós sabe lidar com isso de moro a não perder as coisas boas da interação com outras pessoas. No entanto, existe uma distância muito grande entre o que minha lógica enxerga e o que meu coração sente.
Hoje é domingo e estou me sentindo mais solitário do que no fim de semana passado, querendo estar com alguém, que seja para papear ou namorar.
Acho que vou procurar terapia. Meu único receio é que nem sei se estarei nessa cidade no próximo mês (espero que sim) e começar um trabalho para depois parar e ter que recomeçar com outro profissional parece bem complicado. Mas acho que fazer alguma coisa é melhor do que não fazer nada. Esse sentimento de solidão cada vez maior tem estimulado outro sentimento muito mais perigoso: a sensação de falta de propósito nessa vida. Além da lembrança e saudade daquela que não consegui superar.
Deixo uma música que reflete bem isso que venho sentido. Aliás, essa música eu ouvi a primeira vez no primeiro dia que tive contato com a guria...
domingo, 13 de março de 2016
Atualizações
Fiquei muito tempo sem escrever. Quem me lê sabe que já fiz isso muitas vezes. Simplesmente não andava muito com vontade de escrever, nem das coisas que tenho obrigações acadêmicas. Nessas últimas estou andando quase que empurrado, mas tem me faltado tesão para escrever mesmo.
Bom, mas algumas boas mudanças em minha vida. Estou trabalhando desde o início de fevereiro em uma área que tem muito a ver com o que penso para minha carreira. O salário é bom e o contrato é de um ano, inicialmente. Se eu ficar até o final, terei diminuído muito o meu grande passivo gerado pelos erros do passado.
Também estou em uma cidade muito diferente de todos os lugares que já morei na vida. É um lugar onde não conheço quase ninguém, fora algumas pessoas de contatos profissionais. Quando penso na região onde estou, fico muito animado pois tem bastante lugar para conhecer e não vejo a hora de ter tempo para fazer isso nos meus horários "livres". Pois é, ainda tenho várias coisas para fazer (projetos, pesquisa) de coisas que assumi e minhas noites e fins de semana são quase exclusivos para isso.
Mas mesmo sabendo que preciso terminar tudo isso logo para ter tempo para mim, tem muito fim de semana que simplesmente não tenho vontade. Que penso que as pendências não acabam e nunca vou ter tempo para mim.
Em resumo, tenho coisas para comemorar e que me tranquilizam em vários aspectos da minha vida. Mas a sensação de vazio tem aumentado a cada semana. Falta de identificação com as pessoas com quem trabalho, a falta de pessoas conhecidas aqui, a falta de tempo para fazer o que chamam de "viver a vida", etc.
Espero melhor logo e terminar o que preciso. E tentar me manter aqui o máximo de tempo possível para ao menos me livrar das minhas pendências financeiras. Mas tem sido difícil.. O que muitos comemorariam, eu não consigo me sentir feliz de verdade. Pessoa estranha...
Tenho assistido TV e descobri um programa chamado Catfish da MTV. Esse programa me traz várias lembranças que ressaltam que nunca consegui superar a minha história com M. Mas isso fica para outro post.
Bom, mas algumas boas mudanças em minha vida. Estou trabalhando desde o início de fevereiro em uma área que tem muito a ver com o que penso para minha carreira. O salário é bom e o contrato é de um ano, inicialmente. Se eu ficar até o final, terei diminuído muito o meu grande passivo gerado pelos erros do passado.
Também estou em uma cidade muito diferente de todos os lugares que já morei na vida. É um lugar onde não conheço quase ninguém, fora algumas pessoas de contatos profissionais. Quando penso na região onde estou, fico muito animado pois tem bastante lugar para conhecer e não vejo a hora de ter tempo para fazer isso nos meus horários "livres". Pois é, ainda tenho várias coisas para fazer (projetos, pesquisa) de coisas que assumi e minhas noites e fins de semana são quase exclusivos para isso.
Mas mesmo sabendo que preciso terminar tudo isso logo para ter tempo para mim, tem muito fim de semana que simplesmente não tenho vontade. Que penso que as pendências não acabam e nunca vou ter tempo para mim.
Em resumo, tenho coisas para comemorar e que me tranquilizam em vários aspectos da minha vida. Mas a sensação de vazio tem aumentado a cada semana. Falta de identificação com as pessoas com quem trabalho, a falta de pessoas conhecidas aqui, a falta de tempo para fazer o que chamam de "viver a vida", etc.
Espero melhor logo e terminar o que preciso. E tentar me manter aqui o máximo de tempo possível para ao menos me livrar das minhas pendências financeiras. Mas tem sido difícil.. O que muitos comemorariam, eu não consigo me sentir feliz de verdade. Pessoa estranha...
Tenho assistido TV e descobri um programa chamado Catfish da MTV. Esse programa me traz várias lembranças que ressaltam que nunca consegui superar a minha história com M. Mas isso fica para outro post.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Como as coisas mudam na nossa visão da vida
É impressionante como a nossa visão muda ao longo dos anos. Eu lembro da época do vestibular, quando estudava sem parar e ao mesmo tempo sonhava com a vida que teria quando me formasse. Eu me imaginava trabalhando em uma grande empresa, tendo dinheiro, carro, casa.. tudo que minha família não teve. Também imaginava que estaria casado, com filhos.. Enfim, estaria com a vida "modelo" da galera da minha geração (e acho que de muitas também).
Por um tempo, fiz tudo o que pude para seguir esse sonho que considerava o ideal de felicidade para mim. Fiz muitos contatos na universidade, tanto no meio acadêmico quanto no mercado. Consegui trabalho logo, ganhava bem para a época e não media esforços para subir na carreira. Nunca fui desleal com ninguém mas certas coisas eu faria de maneira diferente. Passei por cima de amizades em prol da produtividade e de fazer as coisas certas na empresa. Fazer a coisa certa é bom, mas se isso envolve criar fendas irreparáveis em amizades, então não deve ser a coisa certa.
Conheci uma moça, começamos a namorar e logo estávamos morando juntos. E, no meu plano de ter mais e mais, resolvi largar uma situação boa em uma empresa para ir atrás de um sonho: ter minha própria empresa. Tinha o objetivo nobre de criar um lugar onde as pessoas tivessem o prazer de trabalhar mas meu maior objetivo era ser rico.
E nessa empresa também não medi esforços. Fui um ótimo chefe, pelo menos todos são meus amigos até hoje. Mas, na ânsia de ganhar mais e mais, perdi a noção de quantas horas eu trabalhava, virando noites, finais de semana, feriados, etc. Até no dia de Natal eu trabalhei. Nesse cenário seria fácil alcançar o objetivo de enriquecer, correto? Só que, apesar de chefe legal e capacidade técnica acima da média, eu descuidei do principal quando se tem uma empresa: a gestão.
Então caí num processo de pegar mais trabalho para pagar as contas mal planejadas, atrasava os existentes, queimei meu filme em muitos lugares e só me endividei mais, tanto na pessoa jurídica como na pessoa física. Mas, apesar de ambicioso, eu mantinha a preocupação com as pessoas. Parte da minha dívida pessoal começou quando eu não queria dispensar o pessoal que trabalhava comigo e peguei empréstimos e mais empréstimos. Tb descuidei de obrigação que todo empresário tem pq não admitia que o pessoal ficasse sem receber e pra mim isso era prioridade. Outro erro era não dar a liberdade suficiente para eles errarem e aprenderem com isso. Eu era quase uma babá do pessoal que trabalhava comigo.
Depois de um tempo, já tendo levado um chute da namorada/esposa, não tinha mais como manter todos e tive que dispensar. Mas fiz uma coisa que sempre procuro me lembrar quando me sinto mal com qq coisa: graças a minha grande rede de contatos, consegui realocar todos em empresas de colegas. Hoje vejo que poderia ter feito isso quando vi que não os conseguiria manter comigo. Mas fico feliz de ver que todos estão bem estabelecidos no mercado.
Abreviando, a empresa foi a bancarrota, não fiquei com dinheiro, esposa e nada de material que imaginei no meu mundo ideal de felicidade. Também estava distanciado dos meus amigos e da família, porque trabalhava sem parar para pagar as dívidas e nunca abria tempo para estar com eles.
Depois de uns 2 anos que dispensei todos e estava em uma oportunidade de trabalho, foi quando apareceu aquela que muitas vezes considero uma dádiva: a ansiedade. Outro dia conto como foram esses meses até saber o que eu tinha, mas a ansiedade me mostrou aquilo que a minha ganância não me deixou enxergar por anos. Eu já tinha a maior riqueza que uma pessoa pode ter. Porque foi nesse período de tantas crises que todas as pessoas que eu havia afastado de mim estavam procurando me ajudar, entender o que eu estava passando e me apoiando. Minha família e meus amigos me ajudaram como nunca e eu percebi que corri tempo demais atrás do dinheiro quando poderia ter dedicado tempo às pessoas que sempre estiveram comigo.
De lá para cá, vejo que estou em processo de franca evolução como ser humano. Eu não era uma pessoa ruim no passado, tenho certeza que fiz muitas coisas boas e mesmo quando errei, nunca foi com intenção de ser desonesto ou prejudicar alguém. Por ter passado muito aperto quando era criança, eu só enxergava felicidade numa vida de posses. E fiz tudo o que achava necessário para alcançar isso. E quanto mais eu corria atrás do dinheiro mais eu me afastava dele e principalmente me afastava da felicidade real.
E tudo que vem acontecendo nesses últimos 5 anos têm me feito uma pessoa melhor. Claro que fraquejei nesses anos e muitas vezes. Mas especialmente depois dos últimos 2 anos, com um sonho quase realizado, consigo enxergar claramente qual meu mundo de felicidade e sinto que estou cada vez mais perto de encontrar a resposta sobre qual é o meu papel nesse mundo. Isso foi confirmado quando fiz um teste de perfil de carreira. Eu já sabia mas foi legal ver uma avaliação externa.
Talvez eu ainda pegue uma oportunidade que me traga retorno financeiro rápido pois ainda tenho muitos erros do passado para consertar. Mas está claríssimo para mim qual é meu horizonte de felicidade profissional/pessoal e que não devo mais colocar barreiras para buscar isso.
Além disso, me desapeguei completamente de questões materiais. Não que pense ainda em viver apenas com uma mochila com poucas dezenas de itens, mas minha ambição passa longe de ter um carro caro, um celular moderno ou uma casa para impressionar. O que quero, na verdade, é sentir que estou contribuindo para esse mundo e ajudando pessoas como tantas vezes fui ajudado.
E é interessante notar que eu tive vários sinais ao longo da minha vida de qual era a minha verdadeira vocação, mesmo nas épocas em que buscava ser rico. E agora vejo as coisas de uma maneira cada vez mais clara e me sinto bem com isso, mesmo tendo crises com alguma frequência ou sofrendo com algumas situações. Mas o que está cada vez mais forte em mim é a esperança de que vou finalmente trilhar o meu verdadeiro caminho da felicidade.
Por um tempo, fiz tudo o que pude para seguir esse sonho que considerava o ideal de felicidade para mim. Fiz muitos contatos na universidade, tanto no meio acadêmico quanto no mercado. Consegui trabalho logo, ganhava bem para a época e não media esforços para subir na carreira. Nunca fui desleal com ninguém mas certas coisas eu faria de maneira diferente. Passei por cima de amizades em prol da produtividade e de fazer as coisas certas na empresa. Fazer a coisa certa é bom, mas se isso envolve criar fendas irreparáveis em amizades, então não deve ser a coisa certa.
Conheci uma moça, começamos a namorar e logo estávamos morando juntos. E, no meu plano de ter mais e mais, resolvi largar uma situação boa em uma empresa para ir atrás de um sonho: ter minha própria empresa. Tinha o objetivo nobre de criar um lugar onde as pessoas tivessem o prazer de trabalhar mas meu maior objetivo era ser rico.
E nessa empresa também não medi esforços. Fui um ótimo chefe, pelo menos todos são meus amigos até hoje. Mas, na ânsia de ganhar mais e mais, perdi a noção de quantas horas eu trabalhava, virando noites, finais de semana, feriados, etc. Até no dia de Natal eu trabalhei. Nesse cenário seria fácil alcançar o objetivo de enriquecer, correto? Só que, apesar de chefe legal e capacidade técnica acima da média, eu descuidei do principal quando se tem uma empresa: a gestão.
Então caí num processo de pegar mais trabalho para pagar as contas mal planejadas, atrasava os existentes, queimei meu filme em muitos lugares e só me endividei mais, tanto na pessoa jurídica como na pessoa física. Mas, apesar de ambicioso, eu mantinha a preocupação com as pessoas. Parte da minha dívida pessoal começou quando eu não queria dispensar o pessoal que trabalhava comigo e peguei empréstimos e mais empréstimos. Tb descuidei de obrigação que todo empresário tem pq não admitia que o pessoal ficasse sem receber e pra mim isso era prioridade. Outro erro era não dar a liberdade suficiente para eles errarem e aprenderem com isso. Eu era quase uma babá do pessoal que trabalhava comigo.
Depois de um tempo, já tendo levado um chute da namorada/esposa, não tinha mais como manter todos e tive que dispensar. Mas fiz uma coisa que sempre procuro me lembrar quando me sinto mal com qq coisa: graças a minha grande rede de contatos, consegui realocar todos em empresas de colegas. Hoje vejo que poderia ter feito isso quando vi que não os conseguiria manter comigo. Mas fico feliz de ver que todos estão bem estabelecidos no mercado.
Abreviando, a empresa foi a bancarrota, não fiquei com dinheiro, esposa e nada de material que imaginei no meu mundo ideal de felicidade. Também estava distanciado dos meus amigos e da família, porque trabalhava sem parar para pagar as dívidas e nunca abria tempo para estar com eles.
Depois de uns 2 anos que dispensei todos e estava em uma oportunidade de trabalho, foi quando apareceu aquela que muitas vezes considero uma dádiva: a ansiedade. Outro dia conto como foram esses meses até saber o que eu tinha, mas a ansiedade me mostrou aquilo que a minha ganância não me deixou enxergar por anos. Eu já tinha a maior riqueza que uma pessoa pode ter. Porque foi nesse período de tantas crises que todas as pessoas que eu havia afastado de mim estavam procurando me ajudar, entender o que eu estava passando e me apoiando. Minha família e meus amigos me ajudaram como nunca e eu percebi que corri tempo demais atrás do dinheiro quando poderia ter dedicado tempo às pessoas que sempre estiveram comigo.
De lá para cá, vejo que estou em processo de franca evolução como ser humano. Eu não era uma pessoa ruim no passado, tenho certeza que fiz muitas coisas boas e mesmo quando errei, nunca foi com intenção de ser desonesto ou prejudicar alguém. Por ter passado muito aperto quando era criança, eu só enxergava felicidade numa vida de posses. E fiz tudo o que achava necessário para alcançar isso. E quanto mais eu corria atrás do dinheiro mais eu me afastava dele e principalmente me afastava da felicidade real.
E tudo que vem acontecendo nesses últimos 5 anos têm me feito uma pessoa melhor. Claro que fraquejei nesses anos e muitas vezes. Mas especialmente depois dos últimos 2 anos, com um sonho quase realizado, consigo enxergar claramente qual meu mundo de felicidade e sinto que estou cada vez mais perto de encontrar a resposta sobre qual é o meu papel nesse mundo. Isso foi confirmado quando fiz um teste de perfil de carreira. Eu já sabia mas foi legal ver uma avaliação externa.
Talvez eu ainda pegue uma oportunidade que me traga retorno financeiro rápido pois ainda tenho muitos erros do passado para consertar. Mas está claríssimo para mim qual é meu horizonte de felicidade profissional/pessoal e que não devo mais colocar barreiras para buscar isso.
Além disso, me desapeguei completamente de questões materiais. Não que pense ainda em viver apenas com uma mochila com poucas dezenas de itens, mas minha ambição passa longe de ter um carro caro, um celular moderno ou uma casa para impressionar. O que quero, na verdade, é sentir que estou contribuindo para esse mundo e ajudando pessoas como tantas vezes fui ajudado.
E é interessante notar que eu tive vários sinais ao longo da minha vida de qual era a minha verdadeira vocação, mesmo nas épocas em que buscava ser rico. E agora vejo as coisas de uma maneira cada vez mais clara e me sinto bem com isso, mesmo tendo crises com alguma frequência ou sofrendo com algumas situações. Mas o que está cada vez mais forte em mim é a esperança de que vou finalmente trilhar o meu verdadeiro caminho da felicidade.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Essas escolhas...
Pra variar estou chegando numa fase que preciso fazer escolhas e sempre sofro com isso. Tenho basicamente duas opções
A) Buscar oportunidades na carreira onde tenho larga experiência
B) Buscar oportunidades na carreira que quero pro resto da minha vida
Teoricamente a opção B seria a opção fácil, certo? Não pra mim. Pq avalio mil cenários e fico meses para decidir uma coisa. Na verdade, a opção B vai acontecer. A minha dúvida é se foco na busca agora ou se deixo para daqui a um tempo.
Estou na casa da minha mãe, mas por mais que ame a minha mãe e me preocupe com ela (além da medida), eu sinto falta do meu espaço. Ela faz de tudo para me deixar a vontade mas com tantos anos morando só, não consigo dividir casa com ninguém. Aliás acho que esse é um dos motivos pelos quais acho muito difícil que vá casar de novo. Eu amo meu espaço, amo estar só em alguns momentos. e gosto muito do silêncio.
E o que isso tem a ver com as minhas escolhas. Bem, a opção B, embora seja o sonho da minha vida, não me dará rendimentos suficientes ainda para que eu possa ter meu espaço. Afinal, ainda tenho tenho um legado financeiro imenso para pagar. Por isso a opção A parece ser aquela que em curto prazo me dará essa liberdade e a possibilidade de resolver essas coisas, até que eu esteja livre de verdade para seguir meus sonhos.
Por outro lado, tenho pensando muito na questão de buscar a felicidade na minha vida e acho que já passei tempo demais correndo atrás do dinheiro. Fico vendo pessoas que passam a vida trabalhando em algo que não é do seu sonho pq precisa ter casa, carro, viajar pra fora, etc, etc, etc. Mas cada vez tenho a certeza de que a vida é um sopro e que preciso não ficar adiando a busca da minha felicidade.
Isso me lembra um filme alemão que me indicaram uma vez, The Edukators, que tem muitas dessas reflexões. Olho os números e fico pensando que será que vale a pena ficar mais uns anos adiando meus sonhos só para resolver os problemas que causei? Não que precise ignorá-los, mas talvez equilibrar as coisas de modo que possa resolver o legado sem deixar de lado a busca do meu sonho. Sei que no futuro a carreira B me dará quase o que poderei ganhar hj com a carreira A. Mas isso, como não sou muito experiente no nicho que quero, levará um bom tempo.
Olhando tudo que escrevi, acho que fica claro para onde a balança está indo.
A) Buscar oportunidades na carreira onde tenho larga experiência
B) Buscar oportunidades na carreira que quero pro resto da minha vida
Teoricamente a opção B seria a opção fácil, certo? Não pra mim. Pq avalio mil cenários e fico meses para decidir uma coisa. Na verdade, a opção B vai acontecer. A minha dúvida é se foco na busca agora ou se deixo para daqui a um tempo.
Estou na casa da minha mãe, mas por mais que ame a minha mãe e me preocupe com ela (além da medida), eu sinto falta do meu espaço. Ela faz de tudo para me deixar a vontade mas com tantos anos morando só, não consigo dividir casa com ninguém. Aliás acho que esse é um dos motivos pelos quais acho muito difícil que vá casar de novo. Eu amo meu espaço, amo estar só em alguns momentos. e gosto muito do silêncio.
E o que isso tem a ver com as minhas escolhas. Bem, a opção B, embora seja o sonho da minha vida, não me dará rendimentos suficientes ainda para que eu possa ter meu espaço. Afinal, ainda tenho tenho um legado financeiro imenso para pagar. Por isso a opção A parece ser aquela que em curto prazo me dará essa liberdade e a possibilidade de resolver essas coisas, até que eu esteja livre de verdade para seguir meus sonhos.
Por outro lado, tenho pensando muito na questão de buscar a felicidade na minha vida e acho que já passei tempo demais correndo atrás do dinheiro. Fico vendo pessoas que passam a vida trabalhando em algo que não é do seu sonho pq precisa ter casa, carro, viajar pra fora, etc, etc, etc. Mas cada vez tenho a certeza de que a vida é um sopro e que preciso não ficar adiando a busca da minha felicidade.
Isso me lembra um filme alemão que me indicaram uma vez, The Edukators, que tem muitas dessas reflexões. Olho os números e fico pensando que será que vale a pena ficar mais uns anos adiando meus sonhos só para resolver os problemas que causei? Não que precise ignorá-los, mas talvez equilibrar as coisas de modo que possa resolver o legado sem deixar de lado a busca do meu sonho. Sei que no futuro a carreira B me dará quase o que poderei ganhar hj com a carreira A. Mas isso, como não sou muito experiente no nicho que quero, levará um bom tempo.
Olhando tudo que escrevi, acho que fica claro para onde a balança está indo.
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