Estava pensando e relendo o que escrevi sobre os meus desejos para esse ano de 2015 e por mais que tenha avançado em algumas coisas, não consigo deixar de me sentir frustrado. Um amigo me diz que tenho o que olhar as vitórias que já obtive mas tenho a sensação de que retrocedi.
Comecei o ano bem adiantado no meu principal projeto acadêmico e termino esse com atraso, sem uma data para finalização. Tive boas conquistas esse ano nesse campo mas na reta final perdi o gás que me moveu até mais ou menos a metade do ano. De lá para cá, andei muito pouco e não cumprirei a meta que programei. E não posso atribuir isso a fatores externos mas unicamente a mim mesmo. Simplesmente não tenho conseguido andar com as atividades e nessa fase, qualquer semana sem produzir nada pode ser fundamental. Ainda há tempo de salvar e cumprir as coisas no prazo oficial mas confesso que não consigo seguir em frente, mesmo esse prazo estando cada vez mais perto.
No lado financeiro andei bem até certo ponto mas escolhas erradas me fizeram perder o que tinha conquistado até aqui. E consegui piorar, trazendo mais obrigações para a minha vida financeira. Definitivamente não sei lidar com abundância, em todos os sentidos.
Em relação a relacionamentos até que o ano começou bem mas, quando confrontado com o que realmente quero, também voltei ao ponto onde estava no final do ano passado. A diferença marcante agora é que não sinto falta de estar com alguém. Ando remoendo histórias do passado e sentindo saudade dos tempos alegres, mas não estou com disposição para encontrar novas pessoas.
No plano familiar acho que as coisas até que fecharam o ano bem mas sinto que estou gastando energia demais e assumindo compromissos que não podem ser só meus. Além disso, na ânsia de ver as cosias bem, tenho errado na medida com que trato as coisas, muitas vezes traduzindo isso de forma verbal, machucando as pessoas.
E na minha principal meta para 2015, dei passos atrás. Me sinto muito pior do que no final do ano passado. O SOS está virando quase um remédio de uso contínuo. Me sinto derrotado toda vez que recorro a ele e isso tem sido frequente.
Se eu fosse resumir meu estado em três palavras seria: desanimado, preocupado e assustado. Desanimado porque todo dia tenho a chance de fazer diferente e simplesmente não consigo, usando qualquer desculpa para não fazer o que é preciso. O reflexo disso é que ando maltratando meu corpo e mente. Pelo menos na questão da mente, tenho buscado forma de afastar os pensamentos negativos que me perseguem todo santo dia.
Também ando preocupado com tudo e com todos. Com a situação do país, com a saúde das pessoas que amo, com a minha saúde, física e mental. Fico analisando e vejo que gasto uma energia gigante pensando nos problemas de todos. Não que seja ruim se preocupar com quem vc ama, mas andar preocupado e vivendo mentalmente em cenários que talvez nem existam, só tem feito muito mal para mim.
E, principalmente, ando com muito medo. Medo de perder pessoas amadas, medo de enlouquecer de vez, medo de perder a vida, medo dos pensamentos em dar fim a minha vida, medo de não conseguir enxergar qual meu papel nesse mundo, medo de ir novamente à bancarrota.
É incrível como saber e sentir não estão tão ligados em mim. Eu sei tenho muitas coisas a comemorar, sei que tenho apoio sempre que precisar, sei que muitas pessoas ainda acreditam em mim. Mas não sinto essas coisas como se fossem grandes tesouros ou que deva comemorar por isso, embora meu lado racional diga que devesse. Mas sei que não funciona assim.
Acho que a principal coisa nesse ano foi meu reencontro com as questões espirituais, que tentei renegar por muito tempo, desde a primeira experiência. Tenho lido bastante sobre isso e sei que tudo o que acontece comigo são coisas que preciso vencer, que a chave para meu desânimo, preocupação e medo está dentro de mim e que faz parte da minha evolução. Acho que o fio de esperança que ainda resta em mim só existe devido a esses estudos.
Por isso, a minha lista para esse ano de 2016 é praticamente a mesma do final do ano passado. A única e fundamental diferença é que não vou conseguir sozinho. Preciso de ajuda e, após voltar ao mercado de trabalho, retornarei para a terapia. Como uma coisa depende de outra, tentarei até lá me esforçar ao máximo para lidar com tudo isso e parar de viver no medo. O medo, como muitos dizem, é paralisante e não traz nada de bom na minha vida. Talvez essa seja a maior conquista que preciso nesse ano.
Espero que o ano de 2016 seja um ano de muitas vitórias para todos nós, que tenhamos força para recomeçar sempre que retrocedermos. Que possamos não perder a fé em nós mesmos e acreditar que podemos vencer tudo. Que seja o ano do início das nossas novas vidas nessa vida.
Venho aqui de tempos em tempos para tentar organizar meus pensamentos e, anonimamente, expurgar tudo o que me sufoca.
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
sábado, 12 de dezembro de 2015
Escolhas do dia a dia
Andei afastado do blog por um tempo como já fiz outras vezes. Acho que muito disso se deve à pouca vontade de falar de mim pois, quando fazemos isso, temos que olhar para nós mesmos. E tem momentos que isso dói tanto. Como tem sido as últimas semanas para mim...
Fiz várias escolhas ao longo desses dois meses longe do blog. Uma delas eu faria de novo, certamente. Eliminei da minha vida uma fonte constante de energia negativa e que estava me consumindo física e mentalmente. Como toda escolha tem suas consequências, minha principal fonte de renda foi eliminada. Não seria problema, porque tinha me preparado para o "inverno". Mas recorri em escolhas erradas quanto ao uso do que tinha provisionado para esse período.
Na minha profissão, já ganhei muito dinheiro. Não para ficar rico, claro. Mas, caso fosse uma pessoa moderada no uso dos meus recursos, hoje não teria nenhuma dívida e certamente um teto para morar. Como sou péssimo para lidar com altas quantias, meti os pés pelas mãos muitas vezes nesses 10 anos. Em alguns momentos foram desperdícios com assuntos materiais. Ao menos nisso melhorei, tendo apego quase zero a coisas materiais. Não almejo ter as mesmas coisas que pensava quando tinha meus 20 e poucos anos.
Outros desperdícios foram em relação a questões passionais. Sou um cara de extremos e isso se aplica em tudo a minha vida. Então, cansei de fazer gastos desnecessários em relacionamentos à distância. Tenho a incrível capacidade de ficar atraído por pessoas de longe. E por mais romantismo que ainda exista no meu coração, não posso deixar de ser pragmático, especialmente quando os recursos são limitados. Mas sempre escolhi pelo coração e me compliquei muito com isso. Não acho que tem ser 8 ou 80, mas não consigo ser diferente. Talvez uma das missões na minha evolução seja aprender a equilibrar as coisas.
Estou fazendo um trabalho de recolocação profissional e pelo menos nisso tenho feito progressos. Principalmente em me alertar que não preciso resolver a minha vida financeira para começar a trabalhar nas coisas que realmente me fazem felizes. Muitos dizem que quando você faz o que ama, o retorno acaba sendo uma consequência. Quando o foco é o dinheiro, acaba acontecendo o contrário. Então, acho que esse investimento tem valido a pena, apesar de não ser barato e de queimar um pouco mais as reservas que tenho.
Em relação às minhas pendências, tenho ido a passos de tartaruga. Algumas etapas foram vencidas mas o objetivo maior desse ano não vai ser cumprido. Simplesmente não estou conseguindo produzir. Tenho feito outras várias coisas e não focando naquilo que é um dos meus maiores sonhos. Ou seja, eu que estava indo a passos largos para encerrar essa etapa bem antes do prazo, já não sei se chegarei no prazo.
Uma amiga, que também é uma ex, tem me falado que preciso escolher o caminho da felicidade e não o do desânimo ou da preocupação que tenho escolhido todo dia. Sim, todo dia ando desanimado, empurrando os dias com a barriga. Quando não desanimado, estou preocupado com tudo. Comigo, com minha família, com meus amigos, com o país...E fico em pensamentos ruins que me tiram energia do que deveria fazer, do que tracei para mim neste ano. E completando o tripé do ansioso, ando o tempo todo com medo. Medo de chegar uma notícia ruim a qualquer momento.. medo de ter alguma coisa.. medo de me afundar ainda mais financeiramente. Medo de não ter muito tempo nesse mundo... Sim, ando pensando nisso também.
Tenho tantas coisas que demandam minha atenção que deveria conseguir me focar nisso e não gastar pensamento com coisa ruim. Mas simplesmente não tenho conseguido. E tenho ficado deprimido a maior parte do tempo, sem vontade para nada. Cumprindo as obrigações quase que de forma protocolar e só aquelas cujos prazos estão praticamente estourando.
E quando escolho essa condição (sim, é uma escolha), acabo maltratando ainda mais a mim mesmo. Abusando na alimentação, deixando exercícios de lado, dormindo mal, recorrendo ao SOS a todo momento...
Sei que tudo é reflexo das escolhas que fiz e faço. Como disse para a colega Michele, a única opção é a de lutar contra isso tudo. Tudo que nos leva a fazer escolhas erradas, principalmente aquelas que sabemos onde vai dar, porque já fizemos isso. Mas falar é tão fácil...
Fiz várias escolhas ao longo desses dois meses longe do blog. Uma delas eu faria de novo, certamente. Eliminei da minha vida uma fonte constante de energia negativa e que estava me consumindo física e mentalmente. Como toda escolha tem suas consequências, minha principal fonte de renda foi eliminada. Não seria problema, porque tinha me preparado para o "inverno". Mas recorri em escolhas erradas quanto ao uso do que tinha provisionado para esse período.
Na minha profissão, já ganhei muito dinheiro. Não para ficar rico, claro. Mas, caso fosse uma pessoa moderada no uso dos meus recursos, hoje não teria nenhuma dívida e certamente um teto para morar. Como sou péssimo para lidar com altas quantias, meti os pés pelas mãos muitas vezes nesses 10 anos. Em alguns momentos foram desperdícios com assuntos materiais. Ao menos nisso melhorei, tendo apego quase zero a coisas materiais. Não almejo ter as mesmas coisas que pensava quando tinha meus 20 e poucos anos.
Outros desperdícios foram em relação a questões passionais. Sou um cara de extremos e isso se aplica em tudo a minha vida. Então, cansei de fazer gastos desnecessários em relacionamentos à distância. Tenho a incrível capacidade de ficar atraído por pessoas de longe. E por mais romantismo que ainda exista no meu coração, não posso deixar de ser pragmático, especialmente quando os recursos são limitados. Mas sempre escolhi pelo coração e me compliquei muito com isso. Não acho que tem ser 8 ou 80, mas não consigo ser diferente. Talvez uma das missões na minha evolução seja aprender a equilibrar as coisas.
Estou fazendo um trabalho de recolocação profissional e pelo menos nisso tenho feito progressos. Principalmente em me alertar que não preciso resolver a minha vida financeira para começar a trabalhar nas coisas que realmente me fazem felizes. Muitos dizem que quando você faz o que ama, o retorno acaba sendo uma consequência. Quando o foco é o dinheiro, acaba acontecendo o contrário. Então, acho que esse investimento tem valido a pena, apesar de não ser barato e de queimar um pouco mais as reservas que tenho.
Em relação às minhas pendências, tenho ido a passos de tartaruga. Algumas etapas foram vencidas mas o objetivo maior desse ano não vai ser cumprido. Simplesmente não estou conseguindo produzir. Tenho feito outras várias coisas e não focando naquilo que é um dos meus maiores sonhos. Ou seja, eu que estava indo a passos largos para encerrar essa etapa bem antes do prazo, já não sei se chegarei no prazo.
Uma amiga, que também é uma ex, tem me falado que preciso escolher o caminho da felicidade e não o do desânimo ou da preocupação que tenho escolhido todo dia. Sim, todo dia ando desanimado, empurrando os dias com a barriga. Quando não desanimado, estou preocupado com tudo. Comigo, com minha família, com meus amigos, com o país...E fico em pensamentos ruins que me tiram energia do que deveria fazer, do que tracei para mim neste ano. E completando o tripé do ansioso, ando o tempo todo com medo. Medo de chegar uma notícia ruim a qualquer momento.. medo de ter alguma coisa.. medo de me afundar ainda mais financeiramente. Medo de não ter muito tempo nesse mundo... Sim, ando pensando nisso também.
Tenho tantas coisas que demandam minha atenção que deveria conseguir me focar nisso e não gastar pensamento com coisa ruim. Mas simplesmente não tenho conseguido. E tenho ficado deprimido a maior parte do tempo, sem vontade para nada. Cumprindo as obrigações quase que de forma protocolar e só aquelas cujos prazos estão praticamente estourando.
E quando escolho essa condição (sim, é uma escolha), acabo maltratando ainda mais a mim mesmo. Abusando na alimentação, deixando exercícios de lado, dormindo mal, recorrendo ao SOS a todo momento...
Sei que tudo é reflexo das escolhas que fiz e faço. Como disse para a colega Michele, a única opção é a de lutar contra isso tudo. Tudo que nos leva a fazer escolhas erradas, principalmente aquelas que sabemos onde vai dar, porque já fizemos isso. Mas falar é tão fácil...
domingo, 18 de outubro de 2015
Lidar com a abundância e se organizar
No post passado falei de disciplina para fazer as coisas que já sabemos que temos que fazer e, pelo menos comigo, nunca são feitas. Sabemos um monte de coisas sobre nossos males e formas de tratar, seja para lidar em um momento de crise ou para aliviar constantemente e, quem sabe, virarmos "normopatas".
Quando tomei a decisão de ser dono do meu tempo 24 hs sabia, além dos desafios com as finanças, que teria um um grande desafio para mim: como organizar meu tempo. Aproveitando o post sobre fé do ótimo http://nomundodafrancine.blogspot.com, tenho pensado muito no que essa decisão me trouxe tem relação com o que ando lendo/ouvindo.
Por influências de outras pessoas e por experiências próprias, voltei a estudar o espiritismo. Muito do que tenho entendido da doutrina espírita tem me mostrado que nossa existência atual é feita de muitas provas que precisamos passar para a nossa evolução. E cada vez mais vejo a ansiedade, como uma dessas provas que preciso passar, aprendendo a lidar com tudo de ruim e bom que ela me traz.
Mas em relação ao meu momento atual, em que tenho 24 hs do dia para usar como quiser, vejo que essa é uma das provas. Eu sou reconhecidamente desorganizado, abraço diversas coisas que não dou conta e o excesso sempre me foi problema. Quando tive excesso de dinheiro, gastei mal. Quando tive excesso de liberdade profissional, usei mal. Aliás, excesso não é a palavra. Acho que abundância seria mais adequado.
Até hoje pago por erros quando tive abundância de alguma coisa. De clientes, de atividades, de dinheiro, etc. E assim, com a abundância atual (de tempo), preciso me organizar para cumprir o que me propus fazer quando abri mão de um trabalho em um momento tão ruim da nossa economia. Mas me preparei para isso, para não passar dificuldades até cumprir meus objetivos e voltar ao mercado.
Acho que essa semana que passou até que me saí bem. Andei com muita coisa que estava parada, dei novo gás para meus projetos pessoais e espero manter a toada. Ainda preciso melhorar algumas coisas, como o tempo que dedico a cada uma das atividades e lembrar, sempre, de que abraçar o milhões de atividades nunca deu certo. Então, preciso manter o foco, acertar os passos diários e aproveitar essa abundância que me dei para realmente crescer. E quem sabe não seja um passo importante na minha evolução para lidar com essas questões.
Eu sou ansioso, quero resolver tudo logo. Mas tentar fazer tudo de uma vez só dá um resultado: não concluir nada. Por isso, essa prova que estou passando tem que servir justamente para eu melhorar o que me é tão falho, como organização e disciplina, e conseguir cumprir meus objetivos para esse ano.
Vamos para mais uma semana de luta!
Quando tomei a decisão de ser dono do meu tempo 24 hs sabia, além dos desafios com as finanças, que teria um um grande desafio para mim: como organizar meu tempo. Aproveitando o post sobre fé do ótimo http://nomundodafrancine.blogspot.com, tenho pensado muito no que essa decisão me trouxe tem relação com o que ando lendo/ouvindo.
Por influências de outras pessoas e por experiências próprias, voltei a estudar o espiritismo. Muito do que tenho entendido da doutrina espírita tem me mostrado que nossa existência atual é feita de muitas provas que precisamos passar para a nossa evolução. E cada vez mais vejo a ansiedade, como uma dessas provas que preciso passar, aprendendo a lidar com tudo de ruim e bom que ela me traz.
Mas em relação ao meu momento atual, em que tenho 24 hs do dia para usar como quiser, vejo que essa é uma das provas. Eu sou reconhecidamente desorganizado, abraço diversas coisas que não dou conta e o excesso sempre me foi problema. Quando tive excesso de dinheiro, gastei mal. Quando tive excesso de liberdade profissional, usei mal. Aliás, excesso não é a palavra. Acho que abundância seria mais adequado.
Até hoje pago por erros quando tive abundância de alguma coisa. De clientes, de atividades, de dinheiro, etc. E assim, com a abundância atual (de tempo), preciso me organizar para cumprir o que me propus fazer quando abri mão de um trabalho em um momento tão ruim da nossa economia. Mas me preparei para isso, para não passar dificuldades até cumprir meus objetivos e voltar ao mercado.
Acho que essa semana que passou até que me saí bem. Andei com muita coisa que estava parada, dei novo gás para meus projetos pessoais e espero manter a toada. Ainda preciso melhorar algumas coisas, como o tempo que dedico a cada uma das atividades e lembrar, sempre, de que abraçar o milhões de atividades nunca deu certo. Então, preciso manter o foco, acertar os passos diários e aproveitar essa abundância que me dei para realmente crescer. E quem sabe não seja um passo importante na minha evolução para lidar com essas questões.
Eu sou ansioso, quero resolver tudo logo. Mas tentar fazer tudo de uma vez só dá um resultado: não concluir nada. Por isso, essa prova que estou passando tem que servir justamente para eu melhorar o que me é tão falho, como organização e disciplina, e conseguir cumprir meus objetivos para esse ano.
Vamos para mais uma semana de luta!
terça-feira, 13 de outubro de 2015
E agora?
Consegui o que queria: tempo para me dedicar aos projetos pessoais, com um fôlego financeiro para alguns meses. Felizmente na minha área não devo ter problemas para me recolocar no mercado e acho que isso não tardará a acontecer.
Mas me sinto amarrado esses dias... Tenho tanto a fazer e só estou produzindo aquilo que os prazos oficiais me obrigam, nada mais. Tenho andado bem irritado às vezes, com as coisas que queria resolver rapidamente e não posso. Em outros momentos, me sinto triste, como se faltasse alguma coisa e aquela pergunta que sempre vem a minha cabeça: "para que tudo isso?".
Por conta da escolha que fiz, os próximos meses serão bem solitários para mim, bem diferente do que andava sendo, pelo menos de segunda a sexta. Minha ansiedade me traz o cenário que não fui bem quando minha atenção era demandada por outras pessoas. Por outro lado, o convívio com muitas pessoas negativas estava me fazendo muito mal e, por vezes, revelando o que tenho de pior.
Estou me esforçando para não alimentar certos pensamentos mas é tão difícil... e tenho medo de que nessa fase de eu comigo mesmo, seja mais difícil ainda.
Tenho muitas tarefas a executar para concluir meus objetivos para esse ano e elas dependem, basicamente, que eu ponha a mão na massa. Simples, não? Mas por que estou com essa dificuldade imensa de fazer o que preciso, que foi a razão para que saísse do trabalho?
Ter disciplina é algo bem difícil para mim. Como se precisasse de alguém me mandando o que devo fazer (acho que já escrevi algo assim, anos atrás) porque sozinho não está andando. E, para piorar, sinto que meus pares de pesquisa não estão muito preocupados com o andamento dos meus trabalhos. Ou seja, terei que achar alguma força em mim, aproveitar o momento e não deixar o caos tomar conta de novo na minha vida.
Preciso conseguir...
Mas me sinto amarrado esses dias... Tenho tanto a fazer e só estou produzindo aquilo que os prazos oficiais me obrigam, nada mais. Tenho andado bem irritado às vezes, com as coisas que queria resolver rapidamente e não posso. Em outros momentos, me sinto triste, como se faltasse alguma coisa e aquela pergunta que sempre vem a minha cabeça: "para que tudo isso?".
Por conta da escolha que fiz, os próximos meses serão bem solitários para mim, bem diferente do que andava sendo, pelo menos de segunda a sexta. Minha ansiedade me traz o cenário que não fui bem quando minha atenção era demandada por outras pessoas. Por outro lado, o convívio com muitas pessoas negativas estava me fazendo muito mal e, por vezes, revelando o que tenho de pior.
Estou me esforçando para não alimentar certos pensamentos mas é tão difícil... e tenho medo de que nessa fase de eu comigo mesmo, seja mais difícil ainda.
Tenho muitas tarefas a executar para concluir meus objetivos para esse ano e elas dependem, basicamente, que eu ponha a mão na massa. Simples, não? Mas por que estou com essa dificuldade imensa de fazer o que preciso, que foi a razão para que saísse do trabalho?
Ter disciplina é algo bem difícil para mim. Como se precisasse de alguém me mandando o que devo fazer (acho que já escrevi algo assim, anos atrás) porque sozinho não está andando. E, para piorar, sinto que meus pares de pesquisa não estão muito preocupados com o andamento dos meus trabalhos. Ou seja, terei que achar alguma força em mim, aproveitar o momento e não deixar o caos tomar conta de novo na minha vida.
Preciso conseguir...
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Nova Etapa
Depois de meses pensando, fazendo contas e diversas análises de cenários, resolvi colocar ponto final numa etapa da minha vida profissional. Não foi uma decisão fácil, especialmente nesses tempos de crise política e econômica. Mas o fato é que não estava me fazendo bem e eu via cada dia lá como um dia perdido, um dia a menos que eu podia investir em mim.
Como tenho dificuldade de terminar qualquer tipo relacionamento, demorei tempo demais para isso. Mas finalmente venci o medo e fiz o que meu coração mandava. Agora, estou pensando no que fazer com o tempo todo que terei, em todas coisas que preciso avançar para melhorar na minha carreira e como pessoa e, principalmente, organizar tudo isso e agir. Tudo o que não posso é ficar parado, porque de nada terá valido a pena essa decisão finalmente tomada.
Todos classificaram minha decisão como corajosa e de fato foi. Mas não penso que investir no meu bem estar e na minha felicidade seja uma escolha ruim. Então, estou muito aliviado por ter tomado essa decisão, feliz por ter sido do jeito que queria e mais ainda pelas muitas declarações dos colegas e amigos, me desejando sucesso nessa nova etapa. Agora, é comigo.
Só não foi perfeito porque deixarei de ter o convívio de algumas pessoas que significam muito para mim. Mas faz parte da vida... A ponta de tristeza que estou sentindo agora vai ser preenchida pelas ações que tomarei em prol luta pelos meus sonhos. Nesse dia, com essa mistura de emoções, impossível não lembrar dessa música:
Como tenho dificuldade de terminar qualquer tipo relacionamento, demorei tempo demais para isso. Mas finalmente venci o medo e fiz o que meu coração mandava. Agora, estou pensando no que fazer com o tempo todo que terei, em todas coisas que preciso avançar para melhorar na minha carreira e como pessoa e, principalmente, organizar tudo isso e agir. Tudo o que não posso é ficar parado, porque de nada terá valido a pena essa decisão finalmente tomada.
Todos classificaram minha decisão como corajosa e de fato foi. Mas não penso que investir no meu bem estar e na minha felicidade seja uma escolha ruim. Então, estou muito aliviado por ter tomado essa decisão, feliz por ter sido do jeito que queria e mais ainda pelas muitas declarações dos colegas e amigos, me desejando sucesso nessa nova etapa. Agora, é comigo.
Só não foi perfeito porque deixarei de ter o convívio de algumas pessoas que significam muito para mim. Mas faz parte da vida... A ponta de tristeza que estou sentindo agora vai ser preenchida pelas ações que tomarei em prol luta pelos meus sonhos. Nesse dia, com essa mistura de emoções, impossível não lembrar dessa música:
sábado, 12 de setembro de 2015
Saber o necessário X Ter vontade
Já perdi as contas de quantos posts li ou vídeos vi sobre transtornos de ansiedade. De quanto já ouvi das pessoas sobre esse mal me atinge tanta gente. Apesar de saber as várias formas de amenizar os efeitos dela, boa parte do meu tempo não tenho a menor vontade de fazer. Sinceramente não sei o que acontece... Preguiça? Falta de disposição para mudar com medo de revelar outras coisas? Esgotamento físico e mental? Pode ser isso tudo e mais um pouco. Mas acabo não fazendo nada...
Estava malhando num ritmo legal... mas várias coisas foram me afastando da academia e hoje virei apenas um financiador de academia. Exercícios de respiração já tentei várias vezes e sei que os resultados não necessariamente vem na primeira vez mas o que vale é ser constante (como na academia). Também não sigo..
Costumo dizer que a ansiedade é o meu grande mal e meu maior dom. O fato da minha cabeça viver no futuro e ter um raciocínio muito rápido me traz várias vantagens no desenvolvimento das minhas atividades. Consigo antever coisas que a maior parte dos meus pares no trabalho não conseguem, porque não conseguem enxergar as coisas além do que os olhos mostram.
O problema é que além das situações hipotéticas que me ajudam no trabalho tem também os pensamentos ruins, de coisas que provavelmente não acontecerão ou acontecerão muito diferente do que minha cabeça imagina. Os pensamentos ruins me deixam com medo, agitado e a maior parte das vezes triste.
Além disso, por viver no futuro não consigo andar com as coisas do presente para que esse futuro aconteça. Fico pensando no que fazer com o dinheiro que vou ganhar (qual conta pagar primeiro) antes de me preocupar com buscar oportunidades que me gerem esse dinheiro necessário. Fico pensando mais no que farei depois do mestrado do que no tanto que tenho para pesquisar e escrever para que eu o finalize.
E assim vai com as várias coisas da minha vida...Muitos posts, contribuições de colegas, vídeos falam exatamente de trazer a mente para o presente e fazer o que tem que ser feito agora. Só que não tenho conseguido... Acho que é mais por falta de vontade de tentar. E aí acho que pode ser algo além da ansiedade.
Ando desanimado, triste a maior parte das vezes.. todas as pessoas têm percebido e simplesmente não tenho tido vontade de sorrir. E não vou dizer que minha vida está uma merda, porque não está. Tem muita coisa errada, claro. Mas tive muitos avanços.. O problema é que eu olho mais para a porcentagem de coisas a resolver do que a porcentagem de coisas resolvidas. Olho mais para o jornada longa onde já começo com 0 x 30 e esqueço que para virar o jogo preciso começar a ter vitórias, ou melhor, olhar as pequenas vitórias que tenho e usá-las como lembrete: "viu? você consegue!".
Espero que eu consiga mudar essa postura dentro de mim. Eu sei que posso conseguir. Todos podemos.
Estava malhando num ritmo legal... mas várias coisas foram me afastando da academia e hoje virei apenas um financiador de academia. Exercícios de respiração já tentei várias vezes e sei que os resultados não necessariamente vem na primeira vez mas o que vale é ser constante (como na academia). Também não sigo..
Costumo dizer que a ansiedade é o meu grande mal e meu maior dom. O fato da minha cabeça viver no futuro e ter um raciocínio muito rápido me traz várias vantagens no desenvolvimento das minhas atividades. Consigo antever coisas que a maior parte dos meus pares no trabalho não conseguem, porque não conseguem enxergar as coisas além do que os olhos mostram.
O problema é que além das situações hipotéticas que me ajudam no trabalho tem também os pensamentos ruins, de coisas que provavelmente não acontecerão ou acontecerão muito diferente do que minha cabeça imagina. Os pensamentos ruins me deixam com medo, agitado e a maior parte das vezes triste.
Além disso, por viver no futuro não consigo andar com as coisas do presente para que esse futuro aconteça. Fico pensando no que fazer com o dinheiro que vou ganhar (qual conta pagar primeiro) antes de me preocupar com buscar oportunidades que me gerem esse dinheiro necessário. Fico pensando mais no que farei depois do mestrado do que no tanto que tenho para pesquisar e escrever para que eu o finalize.
E assim vai com as várias coisas da minha vida...Muitos posts, contribuições de colegas, vídeos falam exatamente de trazer a mente para o presente e fazer o que tem que ser feito agora. Só que não tenho conseguido... Acho que é mais por falta de vontade de tentar. E aí acho que pode ser algo além da ansiedade.
Ando desanimado, triste a maior parte das vezes.. todas as pessoas têm percebido e simplesmente não tenho tido vontade de sorrir. E não vou dizer que minha vida está uma merda, porque não está. Tem muita coisa errada, claro. Mas tive muitos avanços.. O problema é que eu olho mais para a porcentagem de coisas a resolver do que a porcentagem de coisas resolvidas. Olho mais para o jornada longa onde já começo com 0 x 30 e esqueço que para virar o jogo preciso começar a ter vitórias, ou melhor, olhar as pequenas vitórias que tenho e usá-las como lembrete: "viu? você consegue!".
Espero que eu consiga mudar essa postura dentro de mim. Eu sei que posso conseguir. Todos podemos.
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