No post passado falei de disciplina para fazer as coisas que já sabemos que temos que fazer e, pelo menos comigo, nunca são feitas. Sabemos um monte de coisas sobre nossos males e formas de tratar, seja para lidar em um momento de crise ou para aliviar constantemente e, quem sabe, virarmos "normopatas".
Quando tomei a decisão de ser dono do meu tempo 24 hs sabia, além dos desafios com as finanças, que teria um um grande desafio para mim: como organizar meu tempo. Aproveitando o post sobre fé do ótimo http://nomundodafrancine.blogspot.com, tenho pensado muito no que essa decisão me trouxe tem relação com o que ando lendo/ouvindo.
Por influências de outras pessoas e por experiências próprias, voltei a estudar o espiritismo. Muito do que tenho entendido da doutrina espírita tem me mostrado que nossa existência atual é feita de muitas provas que precisamos passar para a nossa evolução. E cada vez mais vejo a ansiedade, como uma dessas provas que preciso passar, aprendendo a lidar com tudo de ruim e bom que ela me traz.
Mas em relação ao meu momento atual, em que tenho 24 hs do dia para usar como quiser, vejo que essa é uma das provas. Eu sou reconhecidamente desorganizado, abraço diversas coisas que não dou conta e o excesso sempre me foi problema. Quando tive excesso de dinheiro, gastei mal. Quando tive excesso de liberdade profissional, usei mal. Aliás, excesso não é a palavra. Acho que abundância seria mais adequado.
Até hoje pago por erros quando tive abundância de alguma coisa. De clientes, de atividades, de dinheiro, etc. E assim, com a abundância atual (de tempo), preciso me organizar para cumprir o que me propus fazer quando abri mão de um trabalho em um momento tão ruim da nossa economia. Mas me preparei para isso, para não passar dificuldades até cumprir meus objetivos e voltar ao mercado.
Acho que essa semana que passou até que me saí bem. Andei com muita coisa que estava parada, dei novo gás para meus projetos pessoais e espero manter a toada. Ainda preciso melhorar algumas coisas, como o tempo que dedico a cada uma das atividades e lembrar, sempre, de que abraçar o milhões de atividades nunca deu certo. Então, preciso manter o foco, acertar os passos diários e aproveitar essa abundância que me dei para realmente crescer. E quem sabe não seja um passo importante na minha evolução para lidar com essas questões.
Eu sou ansioso, quero resolver tudo logo. Mas tentar fazer tudo de uma vez só dá um resultado: não concluir nada. Por isso, essa prova que estou passando tem que servir justamente para eu melhorar o que me é tão falho, como organização e disciplina, e conseguir cumprir meus objetivos para esse ano.
Vamos para mais uma semana de luta!
Venho aqui de tempos em tempos para tentar organizar meus pensamentos e, anonimamente, expurgar tudo o que me sufoca.
domingo, 18 de outubro de 2015
terça-feira, 13 de outubro de 2015
E agora?
Consegui o que queria: tempo para me dedicar aos projetos pessoais, com um fôlego financeiro para alguns meses. Felizmente na minha área não devo ter problemas para me recolocar no mercado e acho que isso não tardará a acontecer.
Mas me sinto amarrado esses dias... Tenho tanto a fazer e só estou produzindo aquilo que os prazos oficiais me obrigam, nada mais. Tenho andado bem irritado às vezes, com as coisas que queria resolver rapidamente e não posso. Em outros momentos, me sinto triste, como se faltasse alguma coisa e aquela pergunta que sempre vem a minha cabeça: "para que tudo isso?".
Por conta da escolha que fiz, os próximos meses serão bem solitários para mim, bem diferente do que andava sendo, pelo menos de segunda a sexta. Minha ansiedade me traz o cenário que não fui bem quando minha atenção era demandada por outras pessoas. Por outro lado, o convívio com muitas pessoas negativas estava me fazendo muito mal e, por vezes, revelando o que tenho de pior.
Estou me esforçando para não alimentar certos pensamentos mas é tão difícil... e tenho medo de que nessa fase de eu comigo mesmo, seja mais difícil ainda.
Tenho muitas tarefas a executar para concluir meus objetivos para esse ano e elas dependem, basicamente, que eu ponha a mão na massa. Simples, não? Mas por que estou com essa dificuldade imensa de fazer o que preciso, que foi a razão para que saísse do trabalho?
Ter disciplina é algo bem difícil para mim. Como se precisasse de alguém me mandando o que devo fazer (acho que já escrevi algo assim, anos atrás) porque sozinho não está andando. E, para piorar, sinto que meus pares de pesquisa não estão muito preocupados com o andamento dos meus trabalhos. Ou seja, terei que achar alguma força em mim, aproveitar o momento e não deixar o caos tomar conta de novo na minha vida.
Preciso conseguir...
Mas me sinto amarrado esses dias... Tenho tanto a fazer e só estou produzindo aquilo que os prazos oficiais me obrigam, nada mais. Tenho andado bem irritado às vezes, com as coisas que queria resolver rapidamente e não posso. Em outros momentos, me sinto triste, como se faltasse alguma coisa e aquela pergunta que sempre vem a minha cabeça: "para que tudo isso?".
Por conta da escolha que fiz, os próximos meses serão bem solitários para mim, bem diferente do que andava sendo, pelo menos de segunda a sexta. Minha ansiedade me traz o cenário que não fui bem quando minha atenção era demandada por outras pessoas. Por outro lado, o convívio com muitas pessoas negativas estava me fazendo muito mal e, por vezes, revelando o que tenho de pior.
Estou me esforçando para não alimentar certos pensamentos mas é tão difícil... e tenho medo de que nessa fase de eu comigo mesmo, seja mais difícil ainda.
Tenho muitas tarefas a executar para concluir meus objetivos para esse ano e elas dependem, basicamente, que eu ponha a mão na massa. Simples, não? Mas por que estou com essa dificuldade imensa de fazer o que preciso, que foi a razão para que saísse do trabalho?
Ter disciplina é algo bem difícil para mim. Como se precisasse de alguém me mandando o que devo fazer (acho que já escrevi algo assim, anos atrás) porque sozinho não está andando. E, para piorar, sinto que meus pares de pesquisa não estão muito preocupados com o andamento dos meus trabalhos. Ou seja, terei que achar alguma força em mim, aproveitar o momento e não deixar o caos tomar conta de novo na minha vida.
Preciso conseguir...
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Nova Etapa
Depois de meses pensando, fazendo contas e diversas análises de cenários, resolvi colocar ponto final numa etapa da minha vida profissional. Não foi uma decisão fácil, especialmente nesses tempos de crise política e econômica. Mas o fato é que não estava me fazendo bem e eu via cada dia lá como um dia perdido, um dia a menos que eu podia investir em mim.
Como tenho dificuldade de terminar qualquer tipo relacionamento, demorei tempo demais para isso. Mas finalmente venci o medo e fiz o que meu coração mandava. Agora, estou pensando no que fazer com o tempo todo que terei, em todas coisas que preciso avançar para melhorar na minha carreira e como pessoa e, principalmente, organizar tudo isso e agir. Tudo o que não posso é ficar parado, porque de nada terá valido a pena essa decisão finalmente tomada.
Todos classificaram minha decisão como corajosa e de fato foi. Mas não penso que investir no meu bem estar e na minha felicidade seja uma escolha ruim. Então, estou muito aliviado por ter tomado essa decisão, feliz por ter sido do jeito que queria e mais ainda pelas muitas declarações dos colegas e amigos, me desejando sucesso nessa nova etapa. Agora, é comigo.
Só não foi perfeito porque deixarei de ter o convívio de algumas pessoas que significam muito para mim. Mas faz parte da vida... A ponta de tristeza que estou sentindo agora vai ser preenchida pelas ações que tomarei em prol luta pelos meus sonhos. Nesse dia, com essa mistura de emoções, impossível não lembrar dessa música:
Como tenho dificuldade de terminar qualquer tipo relacionamento, demorei tempo demais para isso. Mas finalmente venci o medo e fiz o que meu coração mandava. Agora, estou pensando no que fazer com o tempo todo que terei, em todas coisas que preciso avançar para melhorar na minha carreira e como pessoa e, principalmente, organizar tudo isso e agir. Tudo o que não posso é ficar parado, porque de nada terá valido a pena essa decisão finalmente tomada.
Todos classificaram minha decisão como corajosa e de fato foi. Mas não penso que investir no meu bem estar e na minha felicidade seja uma escolha ruim. Então, estou muito aliviado por ter tomado essa decisão, feliz por ter sido do jeito que queria e mais ainda pelas muitas declarações dos colegas e amigos, me desejando sucesso nessa nova etapa. Agora, é comigo.
Só não foi perfeito porque deixarei de ter o convívio de algumas pessoas que significam muito para mim. Mas faz parte da vida... A ponta de tristeza que estou sentindo agora vai ser preenchida pelas ações que tomarei em prol luta pelos meus sonhos. Nesse dia, com essa mistura de emoções, impossível não lembrar dessa música:
sábado, 12 de setembro de 2015
Saber o necessário X Ter vontade
Já perdi as contas de quantos posts li ou vídeos vi sobre transtornos de ansiedade. De quanto já ouvi das pessoas sobre esse mal me atinge tanta gente. Apesar de saber as várias formas de amenizar os efeitos dela, boa parte do meu tempo não tenho a menor vontade de fazer. Sinceramente não sei o que acontece... Preguiça? Falta de disposição para mudar com medo de revelar outras coisas? Esgotamento físico e mental? Pode ser isso tudo e mais um pouco. Mas acabo não fazendo nada...
Estava malhando num ritmo legal... mas várias coisas foram me afastando da academia e hoje virei apenas um financiador de academia. Exercícios de respiração já tentei várias vezes e sei que os resultados não necessariamente vem na primeira vez mas o que vale é ser constante (como na academia). Também não sigo..
Costumo dizer que a ansiedade é o meu grande mal e meu maior dom. O fato da minha cabeça viver no futuro e ter um raciocínio muito rápido me traz várias vantagens no desenvolvimento das minhas atividades. Consigo antever coisas que a maior parte dos meus pares no trabalho não conseguem, porque não conseguem enxergar as coisas além do que os olhos mostram.
O problema é que além das situações hipotéticas que me ajudam no trabalho tem também os pensamentos ruins, de coisas que provavelmente não acontecerão ou acontecerão muito diferente do que minha cabeça imagina. Os pensamentos ruins me deixam com medo, agitado e a maior parte das vezes triste.
Além disso, por viver no futuro não consigo andar com as coisas do presente para que esse futuro aconteça. Fico pensando no que fazer com o dinheiro que vou ganhar (qual conta pagar primeiro) antes de me preocupar com buscar oportunidades que me gerem esse dinheiro necessário. Fico pensando mais no que farei depois do mestrado do que no tanto que tenho para pesquisar e escrever para que eu o finalize.
E assim vai com as várias coisas da minha vida...Muitos posts, contribuições de colegas, vídeos falam exatamente de trazer a mente para o presente e fazer o que tem que ser feito agora. Só que não tenho conseguido... Acho que é mais por falta de vontade de tentar. E aí acho que pode ser algo além da ansiedade.
Ando desanimado, triste a maior parte das vezes.. todas as pessoas têm percebido e simplesmente não tenho tido vontade de sorrir. E não vou dizer que minha vida está uma merda, porque não está. Tem muita coisa errada, claro. Mas tive muitos avanços.. O problema é que eu olho mais para a porcentagem de coisas a resolver do que a porcentagem de coisas resolvidas. Olho mais para o jornada longa onde já começo com 0 x 30 e esqueço que para virar o jogo preciso começar a ter vitórias, ou melhor, olhar as pequenas vitórias que tenho e usá-las como lembrete: "viu? você consegue!".
Espero que eu consiga mudar essa postura dentro de mim. Eu sei que posso conseguir. Todos podemos.
Estava malhando num ritmo legal... mas várias coisas foram me afastando da academia e hoje virei apenas um financiador de academia. Exercícios de respiração já tentei várias vezes e sei que os resultados não necessariamente vem na primeira vez mas o que vale é ser constante (como na academia). Também não sigo..
Costumo dizer que a ansiedade é o meu grande mal e meu maior dom. O fato da minha cabeça viver no futuro e ter um raciocínio muito rápido me traz várias vantagens no desenvolvimento das minhas atividades. Consigo antever coisas que a maior parte dos meus pares no trabalho não conseguem, porque não conseguem enxergar as coisas além do que os olhos mostram.
O problema é que além das situações hipotéticas que me ajudam no trabalho tem também os pensamentos ruins, de coisas que provavelmente não acontecerão ou acontecerão muito diferente do que minha cabeça imagina. Os pensamentos ruins me deixam com medo, agitado e a maior parte das vezes triste.
Além disso, por viver no futuro não consigo andar com as coisas do presente para que esse futuro aconteça. Fico pensando no que fazer com o dinheiro que vou ganhar (qual conta pagar primeiro) antes de me preocupar com buscar oportunidades que me gerem esse dinheiro necessário. Fico pensando mais no que farei depois do mestrado do que no tanto que tenho para pesquisar e escrever para que eu o finalize.
E assim vai com as várias coisas da minha vida...Muitos posts, contribuições de colegas, vídeos falam exatamente de trazer a mente para o presente e fazer o que tem que ser feito agora. Só que não tenho conseguido... Acho que é mais por falta de vontade de tentar. E aí acho que pode ser algo além da ansiedade.
Ando desanimado, triste a maior parte das vezes.. todas as pessoas têm percebido e simplesmente não tenho tido vontade de sorrir. E não vou dizer que minha vida está uma merda, porque não está. Tem muita coisa errada, claro. Mas tive muitos avanços.. O problema é que eu olho mais para a porcentagem de coisas a resolver do que a porcentagem de coisas resolvidas. Olho mais para o jornada longa onde já começo com 0 x 30 e esqueço que para virar o jogo preciso começar a ter vitórias, ou melhor, olhar as pequenas vitórias que tenho e usá-las como lembrete: "viu? você consegue!".
Espero que eu consiga mudar essa postura dentro de mim. Eu sei que posso conseguir. Todos podemos.
domingo, 30 de agosto de 2015
Mistérios da Cabeça
Eu tento mas não consigo entender certas coisas que acontecem comigo. Analisando de fora, ando numa fase que posso chamar de boa. Outros até diriam que eu deveria comemorar tanta coisa. De fato as coisas estão se encaminhando: vida acadêmica indo muito bem, apesar de ter muito trabalho até o final do ano, situação melhor no trabalho e boas perspectivas para os próximos meses e 2016, financeiramente estou conseguindo me organizar e até guardar dinheiro, relações com as pessoas têm ido bem. Olhando essas coisas, não tenho muito do que reclamar. Diria até que, dada a conjuntura atual, o cenário para mim é muito bom.
Mas incrivelmente tenho andado mais ansioso. Não que eu esteja associando ansiedade a problemas mas, no meu caso, acho que ela sempre esteve ligada a alguma coisa ruim na minha vida. E não posso dizer que minha esteja ruim, muito pelo contrário.
Só que ando agitado, recorrendo a SOS com frequência e com medo de acontecer algo. Poderia associar isso às várias coisas em que estou envolvido e às grandes decisões que vem pela frente. Mas as coisas estão caminhando como tem que andar, com um ponto ou outro fora do planejamento.
Tive meu período de descanso que, de fato, me fez muito bem fisicamente e mentalmente. Menos reflexos no corpo, menos mau humor e tenho até sido bem produtivo nesses dias pós-descanso.
Mas por que ando agitado assim, então?
Minha ex-psicóloga muitas vezes apontou ao fato que eu me sabotava porque tinha medo de uma vida sem problemas. De fato fiz muitas cagadas que me fazem pagar até hoje. Mas tenho, no meu ponto de vista, acertado nas coisas. Estou com uma atitude muito mais positiva do que andava há tempos atrás. E começo a ver, minha vida organizada de vez, em todos os aspectos, pela primeira vez em muitos anos.
Será que minha ex-psicóloga estava certa, ao afirmar que não resolvia as coisas por ter medo do que encontraria depois? De ao invés de ocupar minha cabeça com os vários problemas, sem eles ter que olhar para mim exclusivamente? A pergunta dela, que não sei responder até hoje, era: "Do que vc tem medo de encontrar quando os problemas acabarem?"
Talvez seja essa expectativa (ainda falta muito mas já vejo uma luz no fim do túnel) de terminar de pagar as escolhas erradas que fiz que esteja me causando essa ansiedade.
Li muito e vi muitos vídeos em que todos falam que os ansiosos vivem muito no futuro e quase nada no presente. Talvez eu precise praticar isso de forma organizada e deixar os pensamentos do futuro apenas na medida certa.
Preciso viver mais o hoje. Logo.
Mas incrivelmente tenho andado mais ansioso. Não que eu esteja associando ansiedade a problemas mas, no meu caso, acho que ela sempre esteve ligada a alguma coisa ruim na minha vida. E não posso dizer que minha esteja ruim, muito pelo contrário.
Só que ando agitado, recorrendo a SOS com frequência e com medo de acontecer algo. Poderia associar isso às várias coisas em que estou envolvido e às grandes decisões que vem pela frente. Mas as coisas estão caminhando como tem que andar, com um ponto ou outro fora do planejamento.
Tive meu período de descanso que, de fato, me fez muito bem fisicamente e mentalmente. Menos reflexos no corpo, menos mau humor e tenho até sido bem produtivo nesses dias pós-descanso.
Mas por que ando agitado assim, então?
Minha ex-psicóloga muitas vezes apontou ao fato que eu me sabotava porque tinha medo de uma vida sem problemas. De fato fiz muitas cagadas que me fazem pagar até hoje. Mas tenho, no meu ponto de vista, acertado nas coisas. Estou com uma atitude muito mais positiva do que andava há tempos atrás. E começo a ver, minha vida organizada de vez, em todos os aspectos, pela primeira vez em muitos anos.
Será que minha ex-psicóloga estava certa, ao afirmar que não resolvia as coisas por ter medo do que encontraria depois? De ao invés de ocupar minha cabeça com os vários problemas, sem eles ter que olhar para mim exclusivamente? A pergunta dela, que não sei responder até hoje, era: "Do que vc tem medo de encontrar quando os problemas acabarem?"
Talvez seja essa expectativa (ainda falta muito mas já vejo uma luz no fim do túnel) de terminar de pagar as escolhas erradas que fiz que esteja me causando essa ansiedade.
Li muito e vi muitos vídeos em que todos falam que os ansiosos vivem muito no futuro e quase nada no presente. Talvez eu precise praticar isso de forma organizada e deixar os pensamentos do futuro apenas na medida certa.
Preciso viver mais o hoje. Logo.
sábado, 15 de agosto de 2015
Coisas que não faço por mim
Por contas das minhas constantes dores de cabeça, minha médica sugeriu que poderia ser algo relacionado à coluna e indicou um neurologista. Depois da consulta com ele (5 minutos), ele disse que precisaria verificar se é algo referente à coluna ou enxaqueca mesmo. Achei estranho ele não pedir outros exames mas como minha médica recomendou, resolvi dar o voto de confiança e não procurar outro.
Esse médico pediu que eu fizesse um raio-x da coluna e uma ressonância magnética da cervical. Lembrei que esse tipo de exame é aquele que vc entrar numa máquina e todas as vezes que fiz me senti bem incomodado, mesmo quando foi só da face, ou seja, apenas parte do seu corpo fica dentro do tubo. No caso da cervical teria que ser o corpo inteiro, o que foi um tempero extra para a minha ansiedade.
Enfim, como a dor está sendo diária e estou bem preocupado, resolvi fazer o exame, Estive lá nessa quinta e fiquei mais "animado" quando a moça me disse que ia durar um pouco mais do que a tomografia da face, cerca de 25 a 30 minutos. Quando comecei a entrar na máquina, por um momento me veio o pensamento de estar num caixão. Para não desperdiçar a oportunidade do exame, tentei ignorar esse pensamento e começar a pensar em coisas que me deixassem bem.
Incrivelmente eu consegui manter minha mente controlada a maior parte do tempo e gostaria de ter esse controle na maior parte das vezes em que me sinto agitado. Mas isso é assunto para outro post. O ponto é que enchi minha mente de pensamentos de situações alegres que passei e boa parte desses pensamentos foi de momentos com uma ex, que voltei a ter contato desde que terminei com a última namorada.
Me vi sorrindo, no meio das lembranças dos momentos com ela, e até sentindo saudade daqueles momentos. Vamos até nos encontrar nos próximos dias, mas estou tentando treinar minha mente para não esperar nada mais do que um reencontro de velhos amigos. Estranho isso né? Preferir não alimentar certos pensamentos (que são bons) por medo de rejeição. Como diria aquela música do Lulu Santos: "como uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer".
Além de pensar nela, pensei em outros momentos bons que aconteceram na minha vida, em momentos que eu estava me divertindo e que me deixavam alegre. Saí do tubo e fui caminhando para o transporte, pensando em quanto tempo eu não tenho feito nada por mim, que não seja relacionado a dinheiro, trabalho ou carreira, fora a academia. Me refiro a busca de momentos como esses que lembrei no tubo, onde estava sorrindo e vivendo os momentos sem pensar em mais nada, a não ser em curtir.
Acho que muito do que acontece comigo tem a ver com o fato de que eu dor mínima prioridade a minha felicidade. São sempre obrigações (minhas e relacionadas à outras pessoas) e tarefas, prazos, etc.
Hoje estava em um curso e estava ouvindo duas colegas comentarem sobre suas experiências no Canadá. Mesmo morrendo de medo de voar, sempre pensei em viajar pra fora e gosto de fazer isso, de aprender sobre outros lugares, outras realidades diferentes das minhas. E por uns momentos, pensei que isso talvez não seja mais possível para mim, que talvez eu tenha perdido o timing de ter essas experiências, já que não posso me ausentar por muito tempo de perto da minha mãe.
Relembrando meu histórico, acho que essa característica sempre esteve presente em mim. Estava lembrando hoje da ocasião em que uma enfermeira me descreveu como ninguém nunca fez na vida. Acho que já contei aqui e sei que o post tá longo, mas vou resumir: durante um exame para verificar labirintite (logo no início das minhas crises de ansiedade), ela começou a me questionar de uma maneira como se conhecesse toda a história da minha vida. Me perguntou coisas como "o que vc tem feito por vc?" ou "há quanto tempo vc não cuida de vc mesmo?" que parecia que ela lia a minha mente e sabia tudo sobre mim.
Esse relato foi para demonstrar que parece que não faço mesmo, ou dedico pouco esforço a coisas que sejam unicamente com o objetivo de curtir. Sem estar preso a um relógio, pensamento em outros lugares e obrigações e etc.
Todos esses acontecimentos recentes, somados às dores, ao cansaço por falta de férias, as várias pendências em todas as áreas da minha vida, me fazem lembrar que a vida pode acabar em um instante e a qual propósito estou dedicando a minha vida. O que ando fazendo com ela...
Queria tanto virar esse jogo mas exatamente hoje eu tenho: capítulos da dissertação para escrever, ajustes em artigo aceito para congresso, tcc de especialização para terminar, trabalhos antigos que deixei pendentes, muitas contas para pagar, dinheiro para juntar para operação da minha mãe...
Fico me questionando; paro tudo literalmente e tiro um tempo para pensar na minha vida? Escolho o que não irei fazer no prazo e foco apenas no essencial (o que invariavelmente vai me trazer problemas)? Começo aos poucos a colocar momentos "curtir" na minha vida e ver se isso não aliviaria as minhas crises e pensamentos ruins?
Não sei a impressão de quem me lê, mas esse que vos escreve se vê como extremamente cansado, desmotivado para dar conta disso tudo, se sentindo fracassado em vários pontos da vida, e querendo que o mundo pare um pouco só para eu poder respirar.
Para terem uma ideia, hoje depois do curso fui ao cinema. Sozinho mesmo. Além do fato que não lembro a última vez que entrei numa sala de cinema, tem o que pode parecer absurdo e um indício de como as coisas andam na minha vida: hoje foi a primeira vez que assisti a um filme 3D na vida.
Uma semi-parada vai acontecer nos próximos dias. Não sei ainda de quanto tempo e o que poderei parar de atividades... Mas pararei e vou tentar administrar essas coisas de modo que eu realmente consiga aliviar a minha cabeça.
Mas preciso realmente começar a fazer mais pela minha felicidade... realizar meus sonhos, usar meu trabalho, carreira e estudo como meio e não fim. Talvez essa seja a grande mudança que eu precise fazer em mim...
Esse médico pediu que eu fizesse um raio-x da coluna e uma ressonância magnética da cervical. Lembrei que esse tipo de exame é aquele que vc entrar numa máquina e todas as vezes que fiz me senti bem incomodado, mesmo quando foi só da face, ou seja, apenas parte do seu corpo fica dentro do tubo. No caso da cervical teria que ser o corpo inteiro, o que foi um tempero extra para a minha ansiedade.
Enfim, como a dor está sendo diária e estou bem preocupado, resolvi fazer o exame, Estive lá nessa quinta e fiquei mais "animado" quando a moça me disse que ia durar um pouco mais do que a tomografia da face, cerca de 25 a 30 minutos. Quando comecei a entrar na máquina, por um momento me veio o pensamento de estar num caixão. Para não desperdiçar a oportunidade do exame, tentei ignorar esse pensamento e começar a pensar em coisas que me deixassem bem.
Incrivelmente eu consegui manter minha mente controlada a maior parte do tempo e gostaria de ter esse controle na maior parte das vezes em que me sinto agitado. Mas isso é assunto para outro post. O ponto é que enchi minha mente de pensamentos de situações alegres que passei e boa parte desses pensamentos foi de momentos com uma ex, que voltei a ter contato desde que terminei com a última namorada.
Me vi sorrindo, no meio das lembranças dos momentos com ela, e até sentindo saudade daqueles momentos. Vamos até nos encontrar nos próximos dias, mas estou tentando treinar minha mente para não esperar nada mais do que um reencontro de velhos amigos. Estranho isso né? Preferir não alimentar certos pensamentos (que são bons) por medo de rejeição. Como diria aquela música do Lulu Santos: "como uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer".
Além de pensar nela, pensei em outros momentos bons que aconteceram na minha vida, em momentos que eu estava me divertindo e que me deixavam alegre. Saí do tubo e fui caminhando para o transporte, pensando em quanto tempo eu não tenho feito nada por mim, que não seja relacionado a dinheiro, trabalho ou carreira, fora a academia. Me refiro a busca de momentos como esses que lembrei no tubo, onde estava sorrindo e vivendo os momentos sem pensar em mais nada, a não ser em curtir.
Acho que muito do que acontece comigo tem a ver com o fato de que eu dor mínima prioridade a minha felicidade. São sempre obrigações (minhas e relacionadas à outras pessoas) e tarefas, prazos, etc.
Hoje estava em um curso e estava ouvindo duas colegas comentarem sobre suas experiências no Canadá. Mesmo morrendo de medo de voar, sempre pensei em viajar pra fora e gosto de fazer isso, de aprender sobre outros lugares, outras realidades diferentes das minhas. E por uns momentos, pensei que isso talvez não seja mais possível para mim, que talvez eu tenha perdido o timing de ter essas experiências, já que não posso me ausentar por muito tempo de perto da minha mãe.
Relembrando meu histórico, acho que essa característica sempre esteve presente em mim. Estava lembrando hoje da ocasião em que uma enfermeira me descreveu como ninguém nunca fez na vida. Acho que já contei aqui e sei que o post tá longo, mas vou resumir: durante um exame para verificar labirintite (logo no início das minhas crises de ansiedade), ela começou a me questionar de uma maneira como se conhecesse toda a história da minha vida. Me perguntou coisas como "o que vc tem feito por vc?" ou "há quanto tempo vc não cuida de vc mesmo?" que parecia que ela lia a minha mente e sabia tudo sobre mim.
Esse relato foi para demonstrar que parece que não faço mesmo, ou dedico pouco esforço a coisas que sejam unicamente com o objetivo de curtir. Sem estar preso a um relógio, pensamento em outros lugares e obrigações e etc.
Todos esses acontecimentos recentes, somados às dores, ao cansaço por falta de férias, as várias pendências em todas as áreas da minha vida, me fazem lembrar que a vida pode acabar em um instante e a qual propósito estou dedicando a minha vida. O que ando fazendo com ela...
Queria tanto virar esse jogo mas exatamente hoje eu tenho: capítulos da dissertação para escrever, ajustes em artigo aceito para congresso, tcc de especialização para terminar, trabalhos antigos que deixei pendentes, muitas contas para pagar, dinheiro para juntar para operação da minha mãe...
Fico me questionando; paro tudo literalmente e tiro um tempo para pensar na minha vida? Escolho o que não irei fazer no prazo e foco apenas no essencial (o que invariavelmente vai me trazer problemas)? Começo aos poucos a colocar momentos "curtir" na minha vida e ver se isso não aliviaria as minhas crises e pensamentos ruins?
Não sei a impressão de quem me lê, mas esse que vos escreve se vê como extremamente cansado, desmotivado para dar conta disso tudo, se sentindo fracassado em vários pontos da vida, e querendo que o mundo pare um pouco só para eu poder respirar.
Para terem uma ideia, hoje depois do curso fui ao cinema. Sozinho mesmo. Além do fato que não lembro a última vez que entrei numa sala de cinema, tem o que pode parecer absurdo e um indício de como as coisas andam na minha vida: hoje foi a primeira vez que assisti a um filme 3D na vida.
Uma semi-parada vai acontecer nos próximos dias. Não sei ainda de quanto tempo e o que poderei parar de atividades... Mas pararei e vou tentar administrar essas coisas de modo que eu realmente consiga aliviar a minha cabeça.
Mas preciso realmente começar a fazer mais pela minha felicidade... realizar meus sonhos, usar meu trabalho, carreira e estudo como meio e não fim. Talvez essa seja a grande mudança que eu precise fazer em mim...
sábado, 8 de agosto de 2015
A rejeição
Posso dizer que já experimentei bastante a rejeição no campo amoroso. Acho que isso é um dos motivos que me fazem ser o cara que dificilmente toma a iniciativa para procurar ou me aproximar de uma mulher. Talvez por isso também, boa parte dos meus relacionamentos tenham começado pelos meios virtuais, onde a gente se sente mais corajoso e se importa menos com o que o outro lado está pensando de vc. Ou melhor, dá a devida importância.
Mas eis que essa sexta me trouxe um tipo de rejeição que não é comum para mim: no campo profissional. Tomei um não de uma oportunidade que estava quase dando como certa, graças as informações que um amigo que trabalha lá me fornecia. E mesmo concordando que o meu perfil não era o melhor para a necessidade da empresa (precisavam de uma experiência que eu não tenho), não deixo de me sentir mal por receber esse não.
E eu, no meu mundo de mil cenários criados por minuto, me vi sem uma possibilidade de mudança, de tentar algo novo e aprender coisas novas. Estava com o pé no freio no meu trabalho atual porque além do trabalho estar muito chato e do clima estar muito pesado, minha cabeça estava no mundo novo que se desenhava para a minha carreira.
Além do fato de estar muito cansado e isso me impedir de andar com minhas tarefas acadêmicas fora do meu horário de trabalho, me vi sem alternativas, ou sem a alternativa que mais me agradava. Não vou dizer que estou inteiramente triste por nessa negativa, porque estava lamentando que a saída desse trabalho atual me afastaria de algumas pessoas, especialmente de uma, que voltei a me aproximar depois do término do meu namoro.
Então, estou numa fase confusa... busco a parada que minha cabeça pede cada dia mais, antes de afundar todas as coisas da minha vida, ou tento alternativas para ter paradas menores sem ficar sem o emprego. Apesar do do que falei do trabalho, o salário me dá algumas tranquilidades que eu estava sem antes.
Enfim, nova etapa de especular, especular e especular. Criar mil cenários na minha cabeça e tentar tomar as decisões, estando bem consciente das perdas que elas invariavelmente nos trazem. Mas como ter a tal serenidade para avaliar os cenários com calma, se o mundo não pára e não deixar de te trazer demandas.. prazos, prazos e prazos. Cobranças, cobranças e cobranças.. Eu só queria um tempo , que não sei dizer quanto, para esquecer do mundo e o mundo me deixar em paz um pouco, para assim poder avaliar as coisas com calma.
E minha cabeça não pára de doer... farei novos exames essa semana, já que minha médica acha que pode estar relacionada à minha coluna. Mas no fundo, acho que a razão principal é a minha estafa mental que certamente afeta meu corpo...
E com tantos prazos, como fazer isso. Como dizer ao mundo que preciso parar porque penso que as coisas podem piorar se eu não fizer isso...Não sei. Decisões importantes a serem tomadas..
Mas eis que essa sexta me trouxe um tipo de rejeição que não é comum para mim: no campo profissional. Tomei um não de uma oportunidade que estava quase dando como certa, graças as informações que um amigo que trabalha lá me fornecia. E mesmo concordando que o meu perfil não era o melhor para a necessidade da empresa (precisavam de uma experiência que eu não tenho), não deixo de me sentir mal por receber esse não.
E eu, no meu mundo de mil cenários criados por minuto, me vi sem uma possibilidade de mudança, de tentar algo novo e aprender coisas novas. Estava com o pé no freio no meu trabalho atual porque além do trabalho estar muito chato e do clima estar muito pesado, minha cabeça estava no mundo novo que se desenhava para a minha carreira.
Além do fato de estar muito cansado e isso me impedir de andar com minhas tarefas acadêmicas fora do meu horário de trabalho, me vi sem alternativas, ou sem a alternativa que mais me agradava. Não vou dizer que estou inteiramente triste por nessa negativa, porque estava lamentando que a saída desse trabalho atual me afastaria de algumas pessoas, especialmente de uma, que voltei a me aproximar depois do término do meu namoro.
Então, estou numa fase confusa... busco a parada que minha cabeça pede cada dia mais, antes de afundar todas as coisas da minha vida, ou tento alternativas para ter paradas menores sem ficar sem o emprego. Apesar do do que falei do trabalho, o salário me dá algumas tranquilidades que eu estava sem antes.
Enfim, nova etapa de especular, especular e especular. Criar mil cenários na minha cabeça e tentar tomar as decisões, estando bem consciente das perdas que elas invariavelmente nos trazem. Mas como ter a tal serenidade para avaliar os cenários com calma, se o mundo não pára e não deixar de te trazer demandas.. prazos, prazos e prazos. Cobranças, cobranças e cobranças.. Eu só queria um tempo , que não sei dizer quanto, para esquecer do mundo e o mundo me deixar em paz um pouco, para assim poder avaliar as coisas com calma.
E minha cabeça não pára de doer... farei novos exames essa semana, já que minha médica acha que pode estar relacionada à minha coluna. Mas no fundo, acho que a razão principal é a minha estafa mental que certamente afeta meu corpo...
E com tantos prazos, como fazer isso. Como dizer ao mundo que preciso parar porque penso que as coisas podem piorar se eu não fizer isso...Não sei. Decisões importantes a serem tomadas..
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